A norma técnica para as instalações prediais de tubos de cobre

O cobre pode ser usado na confecção de tubos devido à sua resistência às altas temperaturas e à corrosão, sendo fácil de manusear e de soldar, além de ser reciclável. Por essas propriedades, o material ainda é bastante adotado na construção civil, mesmo com um custo mais alto em comparação com tubos de outros materiais.

tubo2O cobre e suas ligas são o terceiro metal mais utilizado no mundo, perdendo apenas para os aços e para o alumínio e suas ligas. Suas principais características são as elevadas condutividades elétrica e térmica, boa resistência à corrosão e facilidade de fabricação, aliadas a elevadas resistências mecânica e à fadiga. Sua densidade é de 8,94 g/cm³, um pouco acima da do aço, e sua temperatura de fusão é de 1.083ºC.

Assim, os tubos de cobre são empregados em instalações de água, gás e incêndio e, como esse metal derrete apenas a temperaturas elevadas, as tubulações de cobre são especialmente recomendadas para a condução de água quente residencial. No entanto, é preciso tomar alguns cuidados na instalação do produto. Deve-se evitar a condução de águas quimicamente agressivas pela tubulação de cobre, assim como o seu contato com outros metais – esses fatores podem provocar reações químicas no produto e acelerar o processo de corrosão do material, implicando vazamentos e redução da vida útil do material.

Para entender melhor o que é este metal e a sua importância no dia a dia, bem como sua principal utilização, é interessante conhecer suas propriedades. Ele é um ótimo condutor de calor e eletricidade, sendo usado em diversas operações que necessitam desta propriedade.

Igualmente, não é corrosivo. Assim como alguns outros metais, o alumínio, por exemplo, o cobre resiste à corrosão. Também se molda facilmente e isso facilita a produção de diversos objetos e produtos de cobre. Apesar de facilmente moldável, ele é um metal muito resistente e antibactericida, já que não absorve muitas bactérias, pois retarda o crescimento de germes que fazem mal à saúde.

A NBR 15345 de 11/2013 – Instalação predial de tubos e conexões de cobre e ligas de cobre — Procedimento estabelece os requisitos mínimos de montagem e instalação de tubos de cobre, conexões de cobre e ligas de cobre, usados para condução de água fria, água quente, gases combustíveis, gases refrigerantes, gases medicinais e outros fluidos; em instalações residenciais, comerciais, industriais, hospitalares, de combate a incêndio, bem como para outras aplicações compatíveis; em termos de segurança, durabilidade, manutenção e estanqueidade. Não tem por objetivo estabelecer requisitos de segurança, associados ao uso de sistemas que utilizam tubos de cobre e conexões de cobre e ligas de cobre. As práticas apropriadas de segurança e a aplicabilidade de requisitos adicionais devem ser estabelecidos e adotados antes do uso pretendido.

Devem ser considerados os tubos de cobre conforme NBR 13206 e NBR 14745 e conexões de cobre e ligas de cobre conforme NBR 11720, NBR 15277 e NBR 15978. As técnicas descritas são usadas para produzir uniões entre tubos e conexões. Recomenda-se que toda e qualquer instalação seja realizada com base em um projeto específico, de acordo com as normas de instalação e outros requisitos aplicáveis.

O tipo e a classe de tubo recomendado é, em cada caso, função da pressão de serviço, das condições de instalação e de outros requisitos estabelecidos em outras normas de aplicações específicas aplicáveis. Devem ser analisados fatores como tipo de fluido a ser conduzido, condições específicas da instalação a ser realizada e condições de utilização para a escolha das classes de tubos e tipos de conexões.

O material utilizado nas instalações deve ser manuseado e armazenado de modo que sejam preservadas suas características originais. Os tubos e conexões devem ser armazenados em local limpo, coberto, arejado e sem umidade. Quando for impraticável o armazenamento nessas condições, os tubos devem ser dispostos com uma inclinação mínima de 5%.

Os tubos e conexões não podem manter contato direto com o solo. Os tubos devem ficar em cima de apoios, a uma altura mínima de 75 mm, e as conexões acondicionadas em caixas colocadas em prateleiras. Sobre os tubos não podem ser colocados produtos químicos, vergalhões e outros materiais que possam causar danos à sua superfície.

Os tubos e conexões não podem sofrer choques mecânicos que possam causar danos à sua superfície. Os tubos não podem ser arrastados por ocasião de seu transporte. Os tubos não podem ser cobertos com lona plástica, para evitar que ocorra acúmulo de umidade pela falta de ventilação ou aeração adequada.

Os tubos de cobre não podem ser colocados em contato com tubos de aço, arames de aço, aço para construção ou outro metal que não seja de cobre ou de suas ligas. Os tubos devem ser verificados quanto à sua integridade e limpeza antes da sua utilização. Em tubulações aparentes devem ser utilizados suportes para a fixação. Os materiais de fixação não podem ser constituídos de materiais que possam provocar danos na superfície dos tubos ou algum tipo de corrosão.

Os suportes podem ser fixados nas alvenarias de elevação ou fechamento, em lajes e em outros elementos estruturais, ou então apoiados na superfície. O distanciamento entre os suportes deve ser conforme o descrito em particularidades dos tipos de instalação.

A fixação dos suportes na edificação deve ser feita com materiais adequados à utilização da edificação e ao meio no qual o material será aplicado. Sempre que houver mudança de direção no caminhamento da tubulação ou for identificado um ponto de possível fragilidade ou esforço, deve ser instalado um suporte para a fixação da tubulação. Os suportes podem ser conforme as figuras abaixo.

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Para tubos enterrados, devem ser previstos meios de proteção que garantam a integridade dos tubos (por exemplo, laje, canaletas ou envelopamento de concreto), sempre que identificado algum tipo de agressão ou esforço potencial. As tubulações devem receber proteção anticorrosiva através de aplicação de fitas adesivas específicas para tal finalidade, ou outros meios adequados, levando-se em conta o meio onde estão instaladas e o material da própria tubulação.

Em paredes construídas em alvenaria, a fixação da tubulação deve ser feita com argamassa de cimento e areia, evitando-se o contato com materiais heterogêneos ou potencialmente corrosivos. No caso de paredes pré-moldadas, sistemas dry wall, pisos elevados e tetos rebaixados, a fixação da tubulação deve ser feita por intermédio de suportes de fixação adequados de forma a manter a tubulação permanentemente posicionada.

Nas tubulações embutidas em pisos, deve ser feita proteção adequada para evitar que infiltrações de detergentes ou outros materiais de limpeza provoquem danos à tubulação. Em tubulação aparente, as tubulações devem ser fixadas através de suportes de fixação adequados.

Em tubulações de aço e cobre, deve-se evitar a união de materiais metálicos distintos nas tubulações (com diferença de potenciais iônicos), como cobre e aço. Devem ser utilizados elementos não metálicos, a fim de evitar a união entre sistemas de metais distintos.

Em fixações com suportes constituídos de metais diferentes das da tubulação, devem ser previstos materiais isolantes entre suporte e tubulação. A instalação de tubos e conexões deve ser ensaiada quanto à sua estanqueidade. O procedimento específico para verificação da estanqueidade deve ser conforme o tipo de instalação executada.

Os ensaios de estanqueidade devem ser realizados por pessoal devidamente habilitado. A estanqueidade deve ser verificada antes e após o fechamento de paredes, tetos ou pisos. A estanqueidade da instalação pode ser verificada por partes ou na totalidade.

No caso de o ensaio ser feito por partes, após a conclusão da instalação, é necessário fazer uma verificação da estanqueidade de toda a tubulação. As partes da instalação que apresentarem vazamento devem ser substituídas ou reparadas, e a instalação deve ser novamente ensaiada até a sua completa estanqueidade.

Hayrton Rodrigues do Prado Filho

hayrton@hayrtonprado.jor.br



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