Como administrar, motivar e integrar equipes de alto desempenho

Ao se analisar a arte de liderar, devem entender que ela tem um poder de encantamento, ao ponto de se enxergar líderes como artistas que, por meio de seus valores, crenças e comportamentos, determinam valores que agem como parâmetros limítrofes, delineando as ações.

Pimenta

Marcio Pimenta

Rosa

Bruno Leonardo Rosa

Encorajar os gerentes de projetos e equipes a alcançarem os objetivos estratégicos esperados para um determinado projeto nem sempre é fácil, principalmente quando os profissionais envolvidos possuem alto nível de especialização e maturidade profissional.

Em projetos de alta complexidade e em iniciativas de P&D, a inclusão de profissionais com altíssima especialização é um fator crítico de sucesso. Por esse motivo, é comum que as equipes de projeto sejam construídas do zero, com membros de vários lugares, incluindo o fator cultural como mais um aspecto a ser administrado.

Nesse contexto, considerando que esses profissionais já conquistaram inúmeros objetivos e títulos, satisfizeram diversos desejos, e que, muitas vezes, já atingiram o ponto mais alto da pirâmide de Maslow, o que podemos fazer para proporcionar a todos a motivação necessária para que os projetos se tornem casos de sucesso e as metas corporativas sejam alcançadas?

Encontramos a resposta para essa equação em dois dos pilares essenciais da gestão de projetos: liderança e trabalho em equipe. Por vezes, os aspectos que podem parecer triviais para alguns têm sidos, na prática, fatores de grande complexidade e incansável estudo pela academia.

É essencial reforçar o papel das lideranças sejam elas gerenciais ou funcionais e o trabalho em equipe. É de extrema importância ressaltar, que o termo usado foi liderança e não chefia, uma vez que a arte de liderar transcende os conceitos de chefiar difundidos tão massivamente em tempos não tão distantes.

Liderar envolve acima de tudo atitudes e comportamentos, gestos e ações, momentos de regozijo e decisões difíceis. Maslow, em seu estudo sobre a solicitude humana, corrobora a ideia que nossa cadeia de valores é carregada de atitudes, é respaldada por competências e expressa através de habilidades e ações específicas.

Mas esses elementos, não se iniciam e se findam em nós mesmos. Em dado momento, esse processo de experimentação, esse mix de valores, passa a ser inserido em nosso cotidiano, muitas vezes, por meio das experiências difusas e com pouca ou nenhuma relação direta com nossas carreiras.

Ao analisarmos a arte de liderar, entendemos que ela tem um poder de encantamento, ao ponto de enxergarmos líderes como artistas que através de seus valores, crenças e comportamentos, determinam valores que agem como parâmetros limítrofes, delineando nossas ações.

Entendemos líderes como empreendedores, como encantadores de pessoas, tentando retirar delas, a cada dia, o melhor de cada uma, sem nunca se esquecer de seus limites, sentimentos e muitas vezes, e porque não, seus vícios.

Mas será que a liderança é uma capacidade inata? Será que ela não pode ser aprendida? Ou será que a liderança natural não pode ser desenvolvida? Orientada? Ampliada?

E os liderados? Será que conseguem entender o papel de suas lideranças? Conseguem entender que a equipe, o projeto e a empresa devem se sobrepor a interesses particulares? Será que estão dispostos a serem liderados? Será que estão dispostos a contribuir de forma construtiva com o líder?

Nesse sentido relacionamos cinco ações práticas para auxiliá-lo a administrar, motivar e integrar uma equipe de alto desempenho.

– Construa um objetivo comum e um ambiente transparente – Divulgue e mantenha uma visão clara dos resultados esperados para o projeto. Não deve haver dúvidas quanto à direção a ser seguida. Deixe claro o que se espera de cada membro da equipe e qual é a sua principal contribuição para o sucesso do projeto e sua relação com os demais membros da equipe.

– Proporcione autonomia – Pode ser que um membro desse tipo de equipe já teve a oportunidade de realizar tarefas inovadoras, complexas e até mesmo administrar equipes do mesmo tipo. Estabeleça bem o que é necessário para o projeto inicialmente, determine alguns pontos de controle no serviço e deixe-o caminhar sem muita interferência, mas lembre-se que caminhar sem muita interferência não quer dizer não gerenciar.

– Estimule a equipe com desafios complexos – Equipes de alto desempenho são constituídas por profissionais com larga experiência e com muitas capacidades. Crie um ambiente desafiador apresentando problemas de maior complexidade e permita que eles coloquem em prática todo o seu conhecimento e alcancem a autossuperação.

– Estimule o relacionamento interpessoal – Equipes de alto desempenho são geralmente formadas com profissionais que tiveram sua formação e sua maturidade profissional em várias localidades, muitas vezes longe de seu local de origem e nem sempre estão familiarizados com a cultura e os hábitos de todos os membros da equipe.

Gerencie o projeto a partir de informações especializadas – Utilize a experiência dos profissionais da equipe a favor do sucesso do projeto. Em virtude da maturidade profissional da equipe, desfrute da opinião especializada e eventualmente mais assertiva a respeito de temas controversos ou pouco explorados. Valide os prazos de execução inicialmente planejados e busque compartilhar experiências que podem contribuir na gestão de riscos.

Referências

[1] Liderança e gestão de pessoas em ambientes competitivos – Editora FGV.

[2] 17 princípios do trabalho em equipe. – John C. Maxwell – Editora Ediouro.

[3] Eficiência no trabalho em equipe. – Michael D. Maginn – Editora Nobel

Marcio Pimenta é consultor sênior da PMQuality Gestão de Projetos; e Bruno Leonardo Rosa é coordenador acadêmico da PMQuality Gestão de Projetos – marcio.pimenta@pmquality.com.br



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