Os misturadores em instalações hidráulicas

Os misturadores convencionais são aqueles que tem dois comandos independentes: um para água fria e outro para a quente. Já o misturador monocomando possibilita que o controle da temperatura da água seja realizado apenas com um comando. Todos os modelos precisam ser fabricados conforme a norma técnica.

misturador2Da Redação –

Se a ideia é somente ter água fria na cozinha, uma torneira é a escolha correta. Existe hoje no mercado uma infinidade de modelos para combinar com o ambiente. Seja qual for o modelo, é fundamental ficar atento à altura da bica. As torneiras baixas atrapalham na hora de lavar e significam muito mais quebra de louça. Ou seja, na hora de comprar, preocupe-se em escolher um produto específico para a cozinha, que normalmente tem a bica mais alta.

Mas se a preferência é ter um modelo que ofereça água quente ou fria, a escolha correta é o misturador. Nele, pode-se acionar as duas temperaturas separadamente ou misturar de acordo com a vontade. É importante lembrar que o funcionamento requer a instalação de sistema de aquecimento a gás, aquecimento solar, boiler ou aquecedores elétricos acoplados na base de entrada de água.

Existem modelos de misturadores que podem ser instalados na parede ou na bancada da pia. Antes de comprar, é importante definir previamente onde vão ser colocados, para que os pontos de água quente e fria sejam corretamente instalados.

A NBR 16749 de 05/2019 – Aparelhos sanitários – Misturadores – Requisitos e métodos de ensaio especifica os requisitos e método de ensaio para projeto, fabricação, desempenho e manutenção dos misturadores dotados de dois volantes (manípulos), destinados às instalações hidráulicas prediais de água potável quente e fria. Os misturadores contemplados por esta norma abrangem os misturadores para pia de cozinha e de lavatório, de entrada horizontal e vertical, bem como os mecanismos de pressão e não compressíveis.

No alt text provided for this imageMais informações no link https://lnkd.in/d29TQ-T

Os materiais utilizados na fabricação do corpo e das demais peças que constituem os misturadores devem atender ao seguinte: a potabilidade da água não pode ser colocada em risco pelos materiais com os quais estará em contato; devem ser resistentes à corrosão e às solicitações dos esforços mecânicos a que os componentes estarão sujeitos; podem ser empregados quaisquer materiais na fabricação dos componentes, desde que os misturadores produzidos atendam aos requisitos desta norma.

O acabamento das superfícies das peças que compõem o misturador não pode apresentar trincas, bolhas, riscos, batidas, manchas, ondulações, aspereza, deformações ou falhas de material, que não sejam inerentes ao acabamento. As extremidades de furos e eixos, rosqueados ou não, devem ser isentas de rebarbas e arestas cortantes. O revestimento eletrolítico aplicado em superfícies aparentes do misturador, ou em peças que a constituem, deve atender ao disposto na NBR 10283. O revestimento eletrostático aplicado em superfícies aparentes do misturador, ou em peças que o constituem, deve atender ao disposto na NBR 11003.

O revestimento metalizado aplicado em superfícies aparentes, em componentes e subconjuntos do misturador, deve atender ao disposto nas NBR 10283 e NBR 11003. O nome ou a marca de identificação do fabricante do misturador deve estar marcado no produto de forma indelével e deve permanecer visível após a sua instalação.

misturador3

Na embalagem do misturador, devem estar marcadas, de forma legível e indelével, as seguintes informações: nome ou marca do fabricante; diâmetro nominal do produto (DN); aplicação do produto (por exemplo, pia, lavatório ou outras aplicações); materiais empregados na fabricação dos componentes; informação sobre o tipo de instalação do produto, entre mesa (entrada vertical) ou parede (entrada horizontal); utilização do produto (água fria e água quente); referência a esta norma. Os misturadores, quando submetidos ao ensaio previsto no Anexo A, devem apresentar vazão mínima de 0,04 L/s.

O misturador deve apresentar fator de dispersão (FD) máximo igual a 5% quando submetido ao ensaio previsto no Anexo B. Este requisito não se aplica aos misturadores dotados de arejadores ou direcionadores de fluxo e os misturadores para lavatório de mesa (entrada vertical) que possuem distância entre a saída de água e o plano de assentamento inferiores ou igual a 50 mm.

Na realização dos ensaios, não pode ser constatada a ocorrência de qualquer vazamento entre estes dispositivos e o misturador. O obturador dos registros laterais e as vedações entre corpo e castelo e entre castelo e haste não podem apresentar qualquer vazamento ou exsudação. Também não podem apresentar ruptura ou deformação permanente de qualquer peça. O ensaio deve ser realizado conforme Anexo C.

O torque necessário para abrir ou fechar o misturador, quando submetido à pressão estática de 400 kPa, não pode ser superior a 1,0 Nm, quando este for ensaiado conforme Anexo D. O misturador, após ser submetido ao torque de fechamento e abertura de 6 Nm, não pode apresentar trincas, entortamento da haste, deformação da sede ou esmagamento do filete da rosca, e deve atender ao disposto em 5.1.3. O ensaio deve ser executado conforme Anexo E.

O misturador para mesa (entrada vertical), quando ensaiado conforme o Anexo F, deve resistir ao torque de instalação de 12 Nm no registro lateral e bica, 10 Nm na união de ligação e atender ao disposto em 5.1.3. No caso do fabricante indicar a instalação do misturador somente por meio de apertos manuais, o misturador deve resistir ao torque de instalação de 6 Nm e atender ao disposto em 5.1.3. No caso de produtos destinados à água quente ou água fria, o ensaio deve ser realizado apenas com água quente na temperatura de (65 ± 5) °C.

O misturador que não tiver a indicação sobre a temperatura de utilização, entre água fria ou quente e fria, deve ser ensaiado em água quente. O ensaio deve ser realizado em apenas um dos registros laterais e o indicado para a água quente. No caso de não haver esta identificação do registro de água quente, escolher um dos registros aleatoriamente e ensaiar com água quente.

O ensaio deve ser realizado em apenas um dos registros laterais e com água quente. As roscas das conexões de entrada do misturador devem resistir ao torque de 12 Nm, quando ensaiadas conforme o Anexo H. Os requisitos descritos nas Seções 4 e 5 devem ser comprovadas mediante a apresentação de resultados de ensaios efetuados por entidades neutras ou expressa em declaração do fabricante, o qual deve apresentar os resultados quando solicitados. Os ensaios realizados devem ter amostragem de acordo com 6.2.

Os requisitos descritos nas Seções 4 e 5 devem ser analisados com o tamanho da amostra baseado na NBR 5426, para amostragem dupla-normal, NQA de 6,5, e nível de inspeção S3. O misturador é considerado em conformidade com esta norma se, depois de inspecionado conforme Seção 6, apresentar resultados que satisfaçam a todos os requisitos estabelecidos nas Seções 4 e 5. A verificação da estanqueidade especifica um método de ensaio para verificar a estanqueidade dos registros laterais dos misturadores, dos seus componentes e da vedação entre eles.

O corpo de prova corresponde a um misturador completo, inspecionado visual e dimensionalmente, e considerado em perfeitas condições de uso. A aparelhagem necessária para a execução do ensaio inclui um equipamento para fornecer ar ou água, pressurizados, capaz de manter as pressões requeridas para o ensaio. Um manômetro instalado na tubulação de alimentação, para pressão máxima de 1 500 kPa, com resolução igual ou superior à classe B2 (2 %). Uma chave torquimétrica com fundo de escala máximo de 10 Nm e resolução igual ou superior a 2%.

Instalar o misturador no equipamento descrito em C.3.1 e acionar a alimentação. Com a chave torquimétrica, aplicar o torque de fechamento no mecanismo de vedação dos dois registros do misturador, elevar e sustentar a pressão da água com os valores estabelecidos na tabela 3 (disponível na norma) em cada um dos registros do misturador, podendo esta verificação ser realizada separadamente. Verificar se ocorrem vazamentos ou exsudação, observando a existência de escoamento de água pela saída do misturador ou queda constante da pressurização.

Para a estanqueidade das vedações do conjunto montado, instalar o misturador no equipamento descrito em C.3.1 e acionar a alimentação. Com o obturador dos dois registros do misturador abertos e com a saída da bica do misturador bloqueada, elevar e sustentar a pressão do fluido com os valores estabelecidos na Tabela 3, conforme o tipo de verificação de estanqueidade.

Verificar se ocorrem vazamentos ou exsudação, observando a existência de escoamento de água pelas juntas existentes no conjunto montado. Para a realização deste ensaio, escolher bloquear a entrada de um dos registros laterais ou proceder a alimentação de ambos. Para a estanqueidade a baixa pressão das vedações do conjunto montado, o misturador deve ser também submetido à verificação da estanqueidade das vedações do conjunto montado em condição de baixa pressão.

Instalar o misturador na bancada descrita em C.3.1 e ligar a alimentação de água, garantindo a eliminação de bolhas de ar que eventualmente se formem no tubo que liga o manômetro à tomada de pressão. Com os obturadores dos registros laterais abertos e com a saída do misturador bloqueada, regular a pressão estática da água para 20 kPa e sustentar esta condição durante 60 s.

Verificar se ocorrem vazamentos ou exsudação, observando a existência de escoamento de água pela junta entre castelo e haste. Para a realização deste ensaio, escolher bloquear a entrada de um dos registros laterais ou proceder a alimentação de ambos.

Quanto à estanqueidade do obturador, deve ser indicado se ocorreu ou não vazamento pelo obturador dos registros do misturador. Quanto à estanqueidade das vedações do conjunto montado, deve ser indicado se ocorreu ou não vazamento por alguma junta do conjunto montado, tanto em alta pressão quanto em baixa pressão. Também deve ser indicado se ocorreu vazamento ou não pelas vedações na condição de baixa pressão. O relatório deve conter as seguintes informações: resultado do ensaio; nome ou marca do fabricante; diâmetro nominal; tipo do misturador; código ou modelo do misturador; referência a esta norma.

Para os procedimentos de montagem e condições de aplicação, as tubulações rígidas embutidas, de entrada, saída, água fria ou água quente, devem se apresentar coaxiais ou paralelas entre si, para não comprometer a ortogonalidade da instalação do misturador. A instalação do misturador deve ser executada de acordo com a NBR 5626, assim como deve atender às informações técnicas fornecidas pelo fabricante que deve fornecer, junto com o misturador, as seguintes informações técnicas: procedimentos adequados para instalação, incluindo a necessidade ou não de uso de ferramentas; orientações para uso e conservação do produto, incluindo limpeza dos arejadores.

A faixa de embutimento em relação à parede acabada, quando for o caso, indicada no misturador, pelo fabricante, conforme descrito acima, deve ser rigorosamente respeitada pelo instalador. Devido à impossibilidade de vedação metal-metal, é necessário o emprego de elementos adicionais de vedação, como fitas ou adesivos apropriados, nos acoplamentos entre tubulações, conexões e misturadores.

Não podem ser usados grifos ou outras ferramentas metálicas diretamente sobre partes de acabamento cromadas do misturador sem proteção adequada. Recomenda-se, para a instalação dos misturadores, o emprego de materiais resilientes, como couro ou borracha, entre a ferramenta e o misturador, caso necessário.

No início de operação, as tubulações não podem conter resíduos, detritos ou areia, de modo a evitar danos aos misturadores instalados. As tubulações, reservatórios e outros componentes do conjunto hidráulico sanitário devem ser lavados para total remoção desses detritos.

Quando ocorrer lavagem de azulejos com ácidos ou outros produtos agressivos, os acabamentos dos misturadores e as partes cromadas destes devem ser protegidos ou retirados. A manutenção do misturador deve ser realizada sempre que se observar funcionamento inadequado causado por desgastes de componentes. Deve ser realizada limpeza de acordo com as orientações dos fabricantes com frequência mínima semanal dos misturadores.



Categorias:Normalização, Qualidade

Tags:, , , , , ,

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: