Publicado em 12 Oct 2021

Não existem práticas concretas de ESG sem o uso da tecnologia

Redação

No Brasil, apenas 16% dos pequenos negócios desenvolvem projetos de sustentabilidade com supervisão de resultados - conforme indica pesquisa do Sebrae, de 2018. Outro dado que reforça essa análise é que mais da metade (54%) faz ações isoladas, esporádicas e sem planejamento - o que denota uma grande disposição de engajamento, mas que não se traduz na prática. O erro de muitos (e isso também inclui grandes companhias) é achar que o environmental, social and governance (ESG) é um caminho solitário. É importante lembrar que o uso da tecnologia nem sempre requer investimentos vultuosos e que ações, iniciativas e projetos podem ser proporcionais ao tamanho de cada empresa.

Carolina Alcoforado – 

O avanço da tecnologia caminha de mãos dadas com as ações e iniciativas ESG, e o mercado financeiro está de braços abertos às companhias que estão dispostas a aliar inovação e boas práticas de governança, meio ambiente e bem-estar social. O mercado financeiro tem dado destaque e maior atenção a empresas que possuem selos de validação de ações sustentáveis em avaliações de acesso a crédito, captação de grandes investidores institucionais e a presença em fundos de destaque.

Cada vez mais fica claro que ser responsável nas três esferas ajuda a criar valor agregado e traz reconhecimento a quem aposta em iniciativas com este viés. Para tanto é preciso comprovar que realmente há um trabalho efetivo em curso, amparado por metodologias e processos de desenvolvimento sustentáveis e transparentes.

Ou seja, mais do que executar ações, é preciso saber metrificar e mostrar com clareza os impactos gerados por elas. E esse talvez seja o principal calcanhar de Aquiles de muitas empresas. A falta de instrumentos que balizem suas iniciativas, sejam elas atreladas à carência de tecnologia ou mesmo pela falta de...

Target

Facilitando o acesso à informação tecnológica