Publicado em 19 Oct 2021

A Qualidade dos equipamentos eletromédicos de diálise peritoneal

Redação

Segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia, a diálise peritoneal (DP) é uma opção de tratamento através do qual o processo ocorre dentro do corpo do paciente, com auxílio de um filtro natural como substituto da função renal. Esse filtro é denominado peritônio. É uma membrana porosa e semipermeável, que reveste os principais órgãos abdominais. O espaço entre esses órgãos é a cavidade peritoneal. Um líquido de diálise é colocado na cavidade e drenado, através de um cateter (tubo flexível biocompatível). O cateter é permanente e indolor, implantado por meio de uma pequena cirurgia no abdômen. A solução de diálise é infundida e permanece por um determinado tempo na cavidade peritoneal, e depois drenada. A solução entra em contato com o sangue e isso permite que as substâncias que estão acumuladas no sangue como ureia, creatinina e potássio sejam removidas, bem como o excesso de líquido que não está sendo eliminado pelo rim. O tratamento é indicado indicada para pacientes que apresentam quadros de insuficiência renal aguda ou crônica. A indicação de iniciar esse tratamento é feita pelo nefrologista, que avalia o seu organismo por meio de uma consulta médica, investigando os seus sintomas e examinando o seu corpo; dosagem de ureia e creatinina no sangue; dosagem de potássio no sangue; dosagem de ácidos no sangue; quantidade de urina produzida durante um dia e uma noite (urina de 24 horas); cálculo da porcentagem de funcionamento dos rins (clearance de creatinina e ureia); e avaliação de anemia (hemograma, dosagem de ferro, saturação de ferro e ferritina). Os resultados dos tratamentos por diálise peritoneal e hemodiálise são iguais. Cada um deles tem as suas vantagens e desvantagens. A escolha entre hemodiálise e diálise peritoneal depende das condições clínicas e da escolha do próprio paciente. É possível que durante algum tempo o paciente faça diálise peritoneal e depois passe para a hemodiálise. Ou até mesmo ao contrário, faça um tempo hemodiálise e depois passe para diálise peritoneal. Estas opções são sempre decididas em conjunto, entre o médico nefrologista e o paciente. Após tomar conhecimento do procedimento, o paciente juntamente com seu nefrologista e familiares estarão aptos a tomar uma decisão que seja a melhor possível para determinada situação. Deve-se entender a segurança básica e o desempenho essencial do equipamento eletromédico de diálise peritoneal, sendo aplicável ao equipamento de DP destinado ao uso pela equipe médica ou sob a supervisão de especialistas médicos, incluindo o operado pelo paciente, independentemente de ele ser usado em um ambiente hospitalar ou domiciliar.

Da Redação – 

A diálise peritoneal é a principal forma das terapias de substituição da função renal realizada em domicílio. A sua principal vantagem é que, por ser uma modalidade realizada em casa, fornece mais autonomia e flexibilidade ao paciente do que a hemodiálise, que é realizada em clínicas especializadas em horários e dias pré-definidos.

A complicação mais comum associada à diálise peritoneal é a infecção do peritônio (peritonite) ou do local da inserção do cateter devido à contaminação pelas bactérias da pele. Às vezes, a peritonite pode ser tão grave que impede que o peritônio continue a ser utilizado para a diálise, porque sua função de filtro fica danificada permanentemente. Nestes casos, o paciente precisa ser transferido para hemodiálise.

Outras complicações relacionadas ao cateter são os problemas de drenagem do líquido por obstrução ou deslocamento do cateter; vazamento de líquido ao redor do cateter; exteriorização do cateter. As complicações não infecciosas mais comuns da diálise peritoneal têm a ver com a presença da solução de diálise no abdômen e consequente aumento de pressão intra-abdominal, ...

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