As causas e a prevenção do linfogranuloma venéreo
Redação
O linfogranuloma venéreo é uma infecção sexualmente transmissível causada por cepas específicas da bactéria Chlamydia trachomatis, que atinge os órgãos genitais e gânglios da virilha, causando feridas que somem e, depois, um inchaço doloroso (íngua/bubão) que pode supurar (ter pus).

O linfogranuloma venéreo (LGV) é uma infecção sexualmente transmissível causada por Chlamydia trachomatis, especificamente pelos sorotipos L1, L2 e L3. A infecção é caracterizada por uma evolução em três fases.
A fase de inoculação inicia-se com uma pápula, pústula ou exulceração indolor que pode passar despercebida pelo paciente. A fase de disseminação linfática regional ocorre a linfadenopatia inguinal, geralmente unilateral, que se desenvolve entre uma a seis semanas após a lesão inicial.
A fase de sequelas pode resultar em complicações como estenose retal ou elefantíase genital. A prevenção do LGV envolve práticas de saúde sexual seguras, incluindo o uso consistente e correto de preservativos durante as relações sexuais pode reduzir o risco de transmissão.
Informar sobre as infecções sexualmente transmissíveis e suas formas de transmissão. Realizar testes para infecções sexualmente transmissíveis, especialmente em populações de risco.
É recomendado que parceiros sexuais sejam tratados, mesmo que assintomáticos, para evitar a reinfecção. O tratamento do LGV geralmente envolve o uso de antibióticos, como a doxiciclina: 100 mg, via oral, duas vezes ao dia por 21 dias. Ou a azitromicina: 500 mg, via oral, em dose única ou uma vez por semana por 21 dias (preferencial em gestantes).
Em outros países, com o aumento da transmissão de doenças raras, antes consideradas erradicadas, algumas ressurgiram. O linfogranuloma venéreo é um desses exemplos, embora dados precisos sobre sua prevalência e incidência não estejam disponíveis devido a avaliações inadequadas, diagnósticos errôneos, dificuldades diagnósticas e requisitos limitados de notificação.