O estoque empobrece a empresa, sufoca o caixa e aumenta o risco do negócio
Redação
O estoque cheio ainda é visto por muitos empresários como sinal de segurança. Mas, na prática, pode ser justamente o que está sufocando o caixa e aumentando o risco do negócio. Essa mudança de mentalidade tem ajudado as pequenas e médias empresas a recuperar liquidez e tomar decisões mais estratégicas. A partir da experiência prática na gestão e expansão de operações, pode-se entender que o produto parado deixa de ser ativo e passa a ser capital imobilizado. Esse é um tema direto, atual e muito próximo da realidade de empresários que lidam diariamente com pressão de caixa e necessidade de eficiência.

Herculano Sousa Cruz –
Durante muito tempo, eu também caí na armadilha de acreditar que estoque era sinal de força. Prateleira cheia, depósito abastecido, sensação de segurança.
Parecia lógico: se o produto estava ali, era patrimônio da empresa. Demorei para entender que, na prática, estoque parado não protege o negócio, ele sufoca.
A virada aconteceu quando passei a olhar o caixa com mais atenção do que o volume de mercadoria. Percebi que produto que não gira não é ativo, torna-se dinheiro imobilizado, perdendo valor a cada dia.
É capital que poderia estar financiando novas oportunidades, pagando fornecedores com mais fôlego ou simplesmente garantindo estabilidade financeira em momentos de oscilação. Essa foi a virada de chave.
Parei de perguntar quanto eu tinha em estoque e comecei a perguntar quanto tempo aquele produto ficava parado. Como método, criei uma regra simples.
A mercadoria que ultrapassa determinado período na prateleira deixa de ser aposta e passa a ser prejuízo em potencial e ele precisa ser enfrentado, não maquiado. Muita gente erra ao proteger o estoque como se ele fosse patrim...