Publicado em 20 out 2026

Os registros de fraude sobem 10% no semestre e deslocam o risco para o cadastro

Redação

Seis em cada dez fraudes ocorreram em bancos, emissores de cartão, meios de pagamento e empresas de crédito, e o prejuízo evitado foi estimado pela própria Serasa em até R$ 1,98 bilhão. Se o volume registrado na camada transacional cresceu pouco mais de 10%, o volume na porta de entrada cresceu mais de três vezes isso.

Romel Tolentino – 

O sistema financeiro brasileiro registrou mais de 9 milhões de indícios de fraude no primeiro semestre de 2026, alta de 10,26% sobre os 8,26 milhões contabilizados no semestre anterior, segundo levantamento da Quod elaborado a partir do Registro Unificado de Fraudes e divulgado em julho de 2026. O número, por si, já seria notícia, mas a leitura que a própria datatech faz dele é o que interessa: o salto reflete menos o crescimento do crime e mais a capacidade ampliada de detecção, resultado direto do compartilhamento obrigatório de informações entre instituições que passou a valer com a Resolução BCB nº 501.

É a primeira vez que o efeito da norma aparece medido em escala. A origem desse ganho está em uma decisão tomada em setembro de 2025, quando o Banco Central, em meio a uma sequência de ataques ao sistema de pagamentos, publicou a 501 e deu às instituições até 13 de outubro daquele ano para passar a rejeitar transferências destinadas a contas sob fundada suspeita de envolvimento em fraude.

O levantamento da Quod mostra onde a medida atua: 3,1 milhões de pessoas vitimadas...

Artigo atualizado em 08/10/2026 11:03.
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