FNQ 27 anos: a boa gestão sempre dá o melhor retorno

Apesar de todas as dificuldades econômicas, sociais e éticas e da crise de responsabilidade pública e privada que vivenciamos no Brasil, a FNQ tem perseguido o seu propósito de transformar pela gestão.

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Jairo Martins

Neste mês, precisamente no dia 11 de outubro, a FNQ completou 27 anos. Desde a sua criação, para dar continuidade ao Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade (PBQP), a Fundação vem cumprindo a sua nobre missão de apoiar, capacitar e instrumentalizar as organizações, públicas e privadas, para que busquem incessantemente a excelência por meio da gestão, tendo a coragem, a determinação e a flexibilidade de reinventar-se, em resposta aos cenários cada vez mais disruptivos e incontroláveis.

Com a abertura da economia brasileira no início da década de 90, alguns empresários, comprometidos com o destino do país, entenderam a necessidade de adotar padrões internacionais para orientar, avaliar e reconhecer a gestão, em busca de mais qualidade dos nossos produtos e serviços, para tornar o Brasil mais competitivo. Assim, em 11 de outubro de 1991, 39 organizações privadas e públicas criaram, em São Paulo, a Fundação para o Prêmio Nacional da Qualidade (FPNQ) – a pedra fundamental da hoje denominada FNQ.

Para cumprir o seu propósito, a FNQ sempre acreditou que a capacidade de adaptação é o que promove a evolução das pessoas, a perenidade das organizações e a construção de uma sociedade mais engajada, para termos um País viável, ético, sustentável e justo. Esse é o nobre papel da gestão.

À frente das mutações de cenários, a FNQ, ao longo desses 27 anos, promoveu mudanças significativas na sua plataforma de gestão – o MEG (Modelo de Excelência da Gestão®). Evoluiu da Gestão da Qualidade, passando pela Qualidade da Gestão, Excelência em Gestão, Gestão para a Excelência até o atual propósito da Gestão para Transformação.

A FNQ acredita que a excelência continua sendo um alvo móvel, cuja busca sempre terá como base a boa gestão. Diante de cenários cada vez mais imprevisíveis e voláteis, apenas a melhoria contínua não é mais suficiente. É preciso que as organizações estejam dispostas a se transformarem constantemente, pois flexibilidade, adaptabilidade, simplicidade e transparência passam a fazer parte do DNA organizacional, seja de natureza pública ou privada.

Calejadas pelas crises que, de tempos em tempos, visitam o País, as empresas e instituições que adotaram um sistema de gestão estruturado, com base na plataforma MEG – Modelo de Excelência da Gestão®, da FNQ, atestam que a boa gestão sempre dá o melhor retorno.

Apesar do caos político-econômico em nos metemos nos últimos tempos, as organizações que adotaram os Fundamentos da Excelência como princípio apresentaram melhores resultados. Exemplos disso são as empresas que se destacaram nos setores: aeroespacial (Embraer e cadeia de fornecedores); transporte (Latam, e WilsonSons); automobilístico (Volvo e VW MAN); bens de consumo (Natura e Boticário); abastecimento de água e saneamento (Sabesp, Copasa, Embasa e DAE São Caetano do Sul); papel e celulose (Suzano e Fíbria); finanças (BNDES, Bradesco e Itaú); alimentos e Bebidas (Brasal e Refrescos Uberlândia); agronegócio (Scala e Jacto); instituições públicas (CNMO, MPTO, Cebraspe, RNP e Correios); indústria (Siemens, Schneider, Valfilm, Gama Italy, Ypê), etc .

Algumas associações desenvolveram programas setoriais de excelência para toda a cadeia de valor, tais como Sebrae, para as Micro e Pequenas Empresas; Sescoop, para as cooperativas; Abradee, para as distribuidoras de energia elétrica; e Senac, para o ramo educacional, entre outros. Por terem adotado uma abordagem sistêmica da gestão, essas organizações contornaram as crises e se saíram muito bem, não apenas no mercado interno, mas também no mercado de exportação, quando foi o caso.

Cabe ainda citar o uso do MEG na Rede Siconv para o processo de Transferências Voluntárias, administrado pelo Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, para o melhor uso dos recursos públicos. Praticamente 12 Ministérios e cinco entidades já aderiram ao projeto, comprometendo-se a utilizar e a prestar contas do uso de verbas públicas em prol de projetos que beneficiem a sociedade brasileira.

Apesar de todas as dificuldades econômicas, sociais e éticas e da crise de responsabilidade pública e privada que vivenciamos no Brasil, a FNQ tem perseguido o seu propósito de transformar pela gestão, disseminando os fundamentos e os princípios da gestão sistêmica para resgatar a confiança interna e externa no Brasil.

Nesse período de 27 anos, os principais indicadores evidenciam o compromisso sério e consequente da FNQ com o futuro do Brasil: mais de 20 mil pessoas capacitadas, 6 mil voluntários envolvidos, 160 mil downloads de e-books do portal, mais de 1 milhão de organizações impactadas por projetos de melhoria, mais de 300 organizações filiadas, mais de 400 práticas de gestão registradas no portal, 26 mil seguidores no Facebook, 16 mil seguidores no Linkedin e mais de 30 mil visitantes mensais no portal.

Invariavelmente, só com muito trabalho geramos resultados que, por sua vez, formam o alicerce da reputação, o qual é fator primordial para a construção de relacionamentos duradouros. Resultados, Reputação e Relacionamento são o tripé da Confiança e seremos sempre do tamanho da confiança que transmitimos.

Assim, com 27 anos de trabalho intenso, a FNQ renova o seu propósito de continuar a lutar para o desenvolvimento sustentável e ético do Brasil. Pois investir na gestão traz sempre o melhor retorno e esse é o papel dos verdadeiros líderes transformadores. Parabéns à FNQ e àqueles que se comprometem e se posicionam para melhorar a gestão do Brasil.

Jairo Martins é presidente executivo da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ) e membro da Academia Brasileira da Qualidade (ABQ).



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