As luminárias para iluminação de emergência

A iluminação de emergência deve ser utilizada quando há falha na alimentação normal da iluminação ambiente. Incluem-se a iluminação da saída de emergência, a iluminação da área de trabalho de alto risco e a iluminação de espera. Já os blocos autônomos de iluminação de emergência portáteis podem ser utilizados para fins de inspeção e fuga, nos locais temporários, locais que não são ocupados continuamente e/ou onde um procedimento de segurança possa ser requerido, e também em caso de falha da rede de distribuição de um sistema de alimentação com bateria central.

luminária2Os blocos autônomos de iluminação de emergência portáteis devem ter uma das seguintes construções onde a unidade de controle está completamente contida no bloco autônomo de iluminação de emergência portátil e onde parte da unidade de controle permanece na unidade-base. Para os blocos autônomos de iluminação de emergência portáteis, os ensaios de resistência mecânica indicados em 4.13 da NBR IEC 60598-1 devem ser aplicados com a seção portátil tratada como uma luminária de serviço reforçada, conforme indicado em 4.13.4 da ABNT NBR IEC 60598-1.

A unidade-base deve ser conectada permanentemente a uma fonte que não pode ser desconectável. O interruptor manual integrado deve ser utilizado para comutar a unidade do estado de inibição para o estado de emergência. Este interruptor também deve permitir que o estado de emergência seja alternado para o estado de inibição.

Quando a fonte de alimentação normal for restaurada e o bloco autônomo de iluminação de emergência portátil for conectado à sua unidade de alimentação, ela deve entrar automaticamente no estado de recarga, antes que a tensão de alimentação normal atinja 0,85 vez o valor nominal. Um dispositivo de proteção contra as sobrecorrente integrado deve ser conectado imediatamente após os bornes que conectam o bloco autônomo de iluminação de emergência portátil à alimentação normal.

A conexão da fonte de alimentação entre o bloco autônomo de iluminação de emergência portátil e sua unidade-base deve ser feita sem o uso de uma ferramenta. Os dispositivos de conexão correspondentes devem atender aos requisitos de sua norma correspondente. Nenhum acesso às partes vivas deve ser possível durante ou após a conexão ou desconexão.

O cabo de alimentação, se aplicável, deve ser desconectado da parte portátil antes da utilização. Para os blocos autônomos de iluminação de emergência portáteis com um dispositivo de recarga separado, a conexão entre a parte portátil e o carregador deve ser intertravado mecanicamente para impedir qualquer conexão polarizada incorreta.

Os blocos autônomos de iluminação de emergência portáteis com lâmpadas incandescentes devem possuir pelo menos duas lâmpadas independentes e devem ser substituíveis. Deve ser assegurado que, em caso de falha da lâmpada principal, a segunda lâmpada seja automaticamente ativada e emita luz suficiente para as condições de funcionamento corretas.

A lâmpada principal deve ter uma vida média de pelo menos 100 h. As lâmpadas devem ser do mesmo tipo, a sua tensão nominal deve corresponder à tensão da bateria e elas devem ter uma vida média de pelo menos 100 h. O índice de reprodução das cores de qualquer luz de emergência deve ser Ra 40 ou melhor.

Após o restabelecimento da alimentação normal, a unidade-base deve ter uma sinalização audível e/ou visível para indicar que o bloco autônomo de iluminação de emergência portátil foi removido e que a sinalização não pode ser anulada até o bloco autônomo de iluminação de emergência portátil ser reconectado à unidade-base. Em caso de falha da alimentação principal, o bloco autônomo de iluminação de emergência portátil deve funcionar no estado de emergência com as lâmpadas iluminadas ou exibir um indicador para identificar a localização do bloco autônomo de iluminação de emergência portátil.

Quando um indicador é utilizado, ele deve ter uma carga ≤ 0,01 C 5/h da capacidade da bateria. Os blocos autônomos de iluminação de emergência portáteis podem ser equipados com um indicador para sinalizar que bateria está no fim da autonomia. Os blocos autônomos de iluminação de emergência portáteis, juntamente com a unidade-base, devem ter uma estabilidade adequada.

A conformidade é verificada colocando a parte portátil do bloco autônomo de iluminação de emergência portátil na posição mais desfavorável de uso normal em um plano inclinado de 15° em relação a horizontal. Os blocos autônomos de iluminação de emergência portáteis devem ser mantidos na unidade-base.

As instruções fornecidas pelo fabricante com a luminária devem receber a devida consideração em relação ao ensaio de estabilidade. A luminária não pode bascular e o bloco autônomo de iluminação de emergência portátil de segurança deve permanecer na sua unidade-base.

As unidades-base que são fixadas permanentemente a uma estrutura e as montagens que são fixadas por grampos ou dispositivos similares não são submetidas a este ensaio. Os blocos autônomos de iluminação de emergência portáteis devem ter uma estabilidade adequada para iluminar a área do local, quando forem utilizados e colocados sobre uma superfície não horizontal.

A conformidade é verificada colocando a parte portátil do bloco autônomo de iluminação de emergência portátil na posição mais desfavorável de uso normal em um plano inclinado de 15° em relação a horizontal. Os blocos autônomos de iluminação de emergência portáteis não podem deslizar ou bascular e a área visada do local deve permanecer iluminada.

As disposições de operação de comutação são aplicáveis, além do seguinte: para os blocos autônomos de iluminação de emergência portáteis equipados com um interruptor manual integrado, os requisitos de 22.7.10 devem ser excluídos. Convém que o projeto também impeça a possibilidade de risco de desconexão do carregador enquanto segura a luminária.

Os ensaios térmicos que representam o funcionamento normal e anormal, das Seções 12.4 e 12.5 da NBR IEC 60598-1, são feitos com a parte portátil do bloco autônomo de iluminação de emergência portátil e do equipamento de controle independente, se existir, ambos colocados sobre uma placa de madeira pintada de preto fosco, na horizontal ou na vertical, o que for mais desfavorável.

A NBR IEC 60598-2-22 de 12/2018 – Luminárias – Parte 2-22: Requisitos particulares – Luminárias para iluminação de emergência especifica os requisitos para as luminárias para iluminação de emergência utilizadas com lâmpadas elétricas, em fontes de alimentação em emergência que não excedam a 1.000 V. Não abrange os efeitos de redução de tensão não emergencial em luminárias que incorporam lâmpadas de descarga a alta pressão. Esta Parte fornece os requisitos gerais para os equipamentos de iluminação de emergência e continua a utilizar o termo lâmpada, no qual inclui as fontes luminosas, onde apropriado.

Para os requisitos gerais de ensaio, devem ser aplicadas as disposições da NBR IEC 60598-1, Seção 0. Os ensaios descritos na seção apropriada da NBR IEC 60598-1 devem ser realizados na ordem listada nesta norma. Quando as luminárias de emergência combinadas forem ensaiadas de acordo com os requisitos desta norma, os ensaios devem ser limitados às partes da luminária que estão envolvidas com o fornecimento da iluminação de emergência, levando em consideração a influência de todos os outros componentes e partes da luminária.

Os componentes e partes das luminárias projetadas para fornecer somente a iluminação normal devem ser submetidos aos ensaios de acordo com os requisitos da parte pertinente da NBR IEC 60598-2 (por exemplo, se a luminária estiver embutida, ela deve ser ensaiada de acordo com os requisitos da parte que trata de luminárias de embutir). Se alguns elementos de uma luminária de emergência forem adjacentes (dentro dos limites do cabo de 1 m de comprimento) à parte principal da luminária, todos os elementos da luminária, incluindo os meios de interconexão, devem satisfazer os respectivos requisitos desta norma.

Os requisitos adicionais que abrangem os blocos autônomos de iluminação de emergência portáteis são indicados no Anexo E. Os ensaios fotométricos da Seção 22.17 devem ser realizados em uma amostra de luminária separada. Convém aplicar os fatores de redução durante o projeto de instalação da iluminação de emergência que é pertinente para a aplicação. Estes fatores são normalmente especificados pela norma de aplicação correspondente.

As luminárias para iluminação de emergência devem ser classificadas de acordo com as disposições da NBR IEC 60598-1, Seção 2, exceto que toda a iluminação de emergência deve ser classificada como adequada para a montagem direta em superfícies normalmente inflamáveis. As luminárias de emergência também devem ser classificadas como especificado no Anexo B.

Para a marcação, aplicam-se as disposições da NBR IEC 60598-1, Seção 3, em conjunto com os requisitos de 22.6.1 a 22.6.20 a seguir. As luminárias devem ser claramente marcadas com a tensão de alimentação nominal ou com a (s) faixa (s) de tensão.

As luminárias devem ser claramente marcadas com as características de sua classificação, de acordo com a Seção 22.5 (ver Anexo B). As luminárias com lâmpadas substituíveis devem ser claramente marcadas com os detalhes da lâmpada de substituição correta em uma posição visível, durante a substituição da lâmpada. Isto assegura que o fluxo luminoso nominal da luminária de emergência possa ser atingido. As informações sobre a lâmpada de substituição correta podem incluir o número, tipo, tensão e potência nominais, etc.

Onde apropriado, adicionalmente à marcação, a faixa da temperatura ambiente deve ser marcada ou indicada no folheto de instruções fornecido com as luminárias. As luminárias de emergência equipadas com fusíveis substituíveis e/ou lâmpadas indicadoras substituíveis devem ser marcadas com os valores nominais dos fusíveis e/ou das lâmpadas indicadoras.

Apenas para os testes manuais, os dispositivos de verificação destinados a simular uma falha da alimentação normal, se existir, devem ser claramente marcados e visíveis durante o ensaio de rotina. Os blocos autônomos de iluminação de emergência devem ser claramente marcados com as informações relativas à substituição correta da bateria, incluindo a tecnologia da bateria (por exemplo, NiMH), a tensão nominal, capacidade, temperatura nominal, classificação das temperaturas e regime de recarga.

As luminárias contendo baterias não substituíveis devem ser marcadas para indicar que a bateria não é substituível. Nos blocos autônomos de iluminação de emergência, as baterias devem ser marcadas com o ano e mês, ou o ano e a semana de fabricação. Nos blocos autônomos de iluminação de emergência com baterias substituíveis, a etiqueta da bateria deve reservar um espaço para permitir a marcação da data da instalação da bateria pelo instalador ou pelo engenheiro qualificado.

Para as luminárias com baterias não substituíveis, o espaço para a marcação da data da instalação deve ser previsto na bateria ou em uma etiqueta visível a ser observada durante a manutenção. As luminárias de emergência combinadas devem ser marcadas com as indicações sobre a correta substituição de todas as lâmpadas. Se as lâmpadas utilizadas no circuito de emergência e no circuito da alimentação normal diferirem, o tipo deve ser claramente identificado.

Os porta-lâmpadas para as lâmpadas da iluminação de emergência nas luminárias combinadas devem ser identificados por um ponto verde, no mínimo com 5 mm de diâmetro, que deve estar visível quando a lâmpada for substituída. No folheto de instruções fornecido com o bloco autônomo de iluminação de emergência, o fabricante deve indicar que a substituição da bateria ou da luminária completa (se equipadas com lâmpada (s) e/ou bateria (s) não substituível (is) é necessária quando elas deixarem de atender, suas durações de funcionamento nominal, após o período de recarga correspondente.

No folheto de instruções fornecido com a luminária, o fabricante deve fornecer as indicações dos dispositivos de teste incorporados na luminária ou as instruções apropriadas, se estes dispositivos de testes forem fornecidos separadamente. Estas instruções devem incluir as indicações sobre os procedimentos dos testes. No folheto de instruções fornecido com a luminária, o fabricante deve fornecer as indicações referentes aos cabos de conexão que são utilizados entre o bloco autônomo composto e uma luminária-satélite associada.

Deve ser especificado o comprimento máximo dos cabos que limitam a queda de tensão em 3%. No folheto de instruções fornecido com os blocos autônomos de iluminação de emergência, o fabricante deve fornecer as indicações de todos os dispositivos que alteram o estado de funcionamento. O fabricante deve disponibilizar os dados fotométricos. Todo procedimento de preparação normal para a utilização das luminárias deve ser estabelecido nas instruções de instalação do fabricante. Esta preparação deve ser realizada antes que os ensaios de tipo sejam feitos.

As marcações devem estar em uma posição de maneira que a informação possa ser visível após a instalação da luminária. As devem ser visíveis durante a manutenção do componente correspondente. Para as luminárias de embutir, esta informação pode ser marcada no interior da luminária, de maneira que ela seja visível quando a tampa for retirada.

As instruções de instalação das luminárias destinadas para ligações externas com plugues e tomadas, e que não são previstas para evitar uma desconexão acidental, devem comportar o seguinte alerta: “Esta luminária é destinada somente à instalação em locais onde o plugue e a tomada são protegidos de qualquer desconexão não autorizada”. No folheto de instruções fornecido com a luminária, o fabricante deve especificar se as lâmpadas e/ou a bateria são substituíveis ou não.

As luminárias de emergência montadas em sistemas de barramento de iluminação devem ser marcadas para indicar que elas são uma luminária de emergência e não podem ser manuseadas por pessoas não autorizadas. No folheto de instruções fornecido com a luminária de emergência ajustável montada em trilhos, o fabricante deve fornecer os dados fotométricos.

As disposições da NBR IEC 60598-1, Seção 4, são aplicáveis, em conjunto com os requisitos dessa norma. Adicionalmente, as luminárias de emergência equipadas com sistemas automáticos de testes, devem atender aos requisitos adicionais da IEC 62034, como indicado na IEC 61347-2-7, Anexo K. Nas luminárias de emergência, as lâmpadas fluorescentes utilizadas para a iluminação de emergência devem iniciar no estado de emergência, sem o auxílio de starters, como especificado na IEC 60155.

Estes starters não podem estar no circuito durante o estado de emergência. A iluminação de emergência não pode ser fornecida por intermédio de lâmpadas fluorescentes com starters incorporados. A conformidade é verificada por inspeção.

O dispositivo de acionamento da lâmpada para o funcionamento da (s) lâmpada (s) de emergência e das unidades de controle incorporadas nas luminárias de emergência deve atender às IEC 61347-2-2, IEC 61347-2-3, IEC 61347-2-7, ABNT NBR IEC 61347-2-12 e NBR IEC 61347-2-13, conforme apropriado, e aos requisitos de segurança adicionais relativos aos controles eletrônicos para iluminação de emergência, no anexo apropriado das normas (por exemplo, da IEC 61347-2-3, Anexo J). A conformidade é verificada pelos ensaios especificados nestas normas.

As luminárias de emergência devem ser equipadas com um dispositivo de proteção que desconecte a luminária da alimentação, em caso de falha dentro desta luminária que afete o circuito (curto-circuito ou consumo de corrente excessiva). A conformidade é verificada por medição e inspeção. Para as luminárias de emergência, o ensaio de resistência mecânica indicado em 4.13 da NBR IEC 60598-1, deve ser aplicado a todas as partes externas, com uma energia de impacto mínima de 0,35 Nm.

Quando são conectadas à rede de alimentação, os blocos autônomos de iluminação de emergência devem ter uma separação adequada entre a alimentação normal e as partes vivas no circuito de carga da bateria. Quando há partes vivas expostas, pode ser utilizada uma isolação dupla, uma isolação reforçada, uma malha de aterramento ou outra técnica equivalente.

Adicionalmente, no caso da existência de uma barra de contatos no circuito de carga da bateria, deve ser utilizado um transformador isolador de segurança. Se um transformador de separação for utilizado como isolação entre a alimentação normal e o circuito de carga da bateria, a isolação no circuito de carga da bateria deve consistir no mínimo em isolação básica. A conformidade é verificada por inspeção e pelos ensaios de 22.8 e 22.15.

Nas luminárias de emergência combinadas, alimentadas por uma fonte central, a separação elétrica entre as alimentações normal e de emergência deve ser assegurada pela isolação dupla, isolação reforçada, malha de aterramento ou outro meio equivalente. Exemplo: a utilização da isolação básica somente, para ambos os circuitos, ou de uma isolação dupla ou reforçada no circuito de alimentação normal atende a este requisito.

A conexão dos dois circuitos a um bloco de bornes, onde as distâncias de escoamento e as distâncias de isolamento no ar requeridas são obtidas, deixando um borne livre, sem a possibilidade de conexão entre os circuitos, é também aceitável. Os blocos autônomos de iluminação de emergência devem ter próximos a eles, ou incorporados neles, um dispositivo para recarga da bateria a partir da alimentação normal e um dispositivo de indicação visível em utilização normal, por exemplo, uma lâmpada que sinaliza as seguintes condições: a luminária está conectada e a carga da bateria está sendo mantida; a continuidade é assegurada pelo filamento das lâmpadas incandescentes da iluminação de emergência, quando for aplicável.

Quando um indicador da fonte de luz elétrica é utilizado, ele deve atender aos requisitos de cores da IEC 60073 e ser verde. Para as luminárias de emergência com lâmpada (s) de filamento de tungstênio são aplicáveis ao mesmo tempo, e para as outras luminárias de emergência sem filamentos de tungstênio, como lâmpadas fluorescentes e LED, apenas um requisito é aplicável.

Para as luminárias de emergência com lâmpadas de filamento de tungstênio, a conformidade de que a continuidade do circuito existe pelo filamento de tungstênio é verificada da seguinte maneira: a desconexão de uma das lâmpadas ou de todas as lâmpadas, quando elas são conectadas em paralelo, faz com que o indicador apague ou altere a cor de acordo com a IEC 60073. Para todas as luminárias de emergência, a conformidade de que o indicador de recarga está corretamente conectado ao circuito é verificada da seguinte maneira: a desconexão da bateria durante a fase de recarga faz com que o indicador apague ou altere a cor de acordo com a IEC 60073.

Os blocos autônomos de iluminação de emergência devem incorporar uma bateria que atenda aos requisitos do Anexo A e seja projetada para uma duração nominal de funcionamento normal de no mínimo quatro anos. Esta bateria deve ser utilizada somente para as funções relacionadas às situações de emergência, no interior da luminária ou em seu satélite. A conformidade é verificada por inspeção e pelos ensaios do Anexo A.

Nos blocos autônomos de iluminação de emergência, não pode existir qualquer circuito manual, ou não autorrearmável, que não seja o dispositivo de comutação entre a bateria e as lâmpadas de iluminação de emergência. Os blocos autônomos de iluminação de emergência e as luminárias de emergência alimentadas por fonte de alimentação central não podem conter qualquer tipo de interruptor manual, ou não autorrearmável, isolando o(s) circuito(s) de emergência da rede de alimentação, com exceção de outros dispositivos no estado de repouso ou no estado de inibição.

Os detalhes de instalação podem ser verificados na IEC 60364-5-5 6. A conformidade é verificada por inspeção. A falha de uma ou mais lâmpadas (lâmpadas de iluminação de emergência ou de funcionamento normal) não pode interromper a corrente de carga da bateria e não pode causar uma sobrecarga que possa prejudicar o funcionamento da bateria.

Quanto à fiação interna e externa, devem ser aplicadas as disposições da NBR IEC 60598-1, Seção 5, em conjunto com os requisitos de 22.11. As conexões elétricas à rede de alimentação, entre partes separadas da luminária (por exemplo, uma caixa de controle remoto) e entre os componentes da luminária devem ser protegidas contra o risco de desligamento acidental.

As conexões elétricas devem ser permanentes ou ter uma preparação para prevenir o desligamento acidental. As conexões de tomadas e plugues internos que não têm uma preparação contra o desligamento acidental são aceitáveis, se o acesso direto a elas for evitado (por exemplo, proteção por meio de uma tampa que pode não ser removida por uma única ação da mão).

As conexões de tomadas e plugues externos que não têm a preparação contra o desligamento acidental são aceitáveis, se a luminária for fornecida com um aviso. Na França e Dinamarca uma conexão permanente é requerida por um regulamento de iluminação de segurança.

As condições de ensaio para as luminárias no estado de emergência devem ser as seguintes: para os blocos autônomos de iluminação de emergência: os limites de temperatura da NBR IEC 60598-1, Seção 12, devem ser aplicados a qualquer momento entre o estado de funcionamento em emergência e a completa descarga da bateria; para as luminárias de emergência combinadas: os dois circuitos devem ser ensaiados juntos, a menos que seja evidente, do ponto de vista construtivo, que os dois circuitos não são projetados para funcionar simultaneamente. Para os propósitos disso, os limites de tensão para as durações de descarga da bateria devem ser utilizados conforme a tabela abaixo.

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Para outros tipos de bateria, estes valores são indicados pelos fabricantes de baterias. A tolerância de temperatura permissível de 5°C especificada no primeiro parágrafo da alínea a) de 12.4.2 da NBR IEC 60598-1, Seção 12, deve ser reduzida para 2 °C para a temperatura limite das baterias. Os blocos autônomos de iluminação de emergência devem ser sujeitos a um ensaio térmico adicional de acordo com a Seção 12.5 da ABNT NBR IEC 60598-1, exceto para a condição de serviço anormal, onde as baterias internas devem ser substituídas por um curto-circuito na saída do carregador da bateria.

A luminária deve atender à 12.5.2 da NBR IEC 60598-1 e não pode tornar-se insegura. Após remover o curto-circuito, reconectar as baterias e substituir os fusíveis, onde necessário, e o bloco autônomo deve continuar a funcionar normalmente como previsto. Convém não reparar as falhas de componentes internos do dispositivo de acionamento causados pelo curto-circuito da bateria, a não ser que seja prevista a manutenção destas peças pelo usuário.

Nestes casos, convém que o bloco autônomo continue a funcionar como previsto após a substituição do dispositivo de acionamento completo. Após a conclusão do ensaio de durabilidade, depois da descarga completa da bateria, de acordo com 22.13.4, um bloco autônomo de iluminação de emergência deve ser resfriado até à sua temperatura ambiente nominal (ta) ou até a 25°C. Utilizando a temperatura que for maior, o equipamento deve ser submetido a um ciclo de carga de 24 h a 0,9 vez sua tensão de alimentação nominal. Após o ensaio do bloco autônomo com a lâmpada, este deve ao final da duração nominal de funcionamento fornecer o valor Vmín estabelecido na IEC 61347-2-7, Seção 20.

Hayrton Rodrigues do Prado Filho

hayrton@hayrtonprado.jor.br



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1 resposta

  1. Parabéns pela explicação tirou minha duvidas.

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