Os alarmes contra roubos em edificações

Os sistemas de segurança são indispensáveis para qualquer tipo de edifício, pois fornecem consistência nas operações de negócios, segurança de ativos tangíveis, propriedade intelectual e, acima de tudo, vida humana. As propriedades comerciais, aeroportos, lojas de varejo, empresas industriais, instituições financeiras e governamentais, escolas, instalações médicas, empresas de energia, petróleo e gás, bem como complexos residenciais, exigem um conjunto único de medidas de proteção e segurança porque cada tipo de propriedade é vulnerável a riscos diferentes. Para manter a conformidade, esses sistemas precisam cumprir, obrigatoriamente, as normas técnicas.

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Da Redação –

A violência no Brasil assusta. Mesmo que a ocorrência de crimes no país tenha caído no comparativo de 2019 com 2018 considerando todo o primeiro trimestre e também o mês de março, segundo dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública, Prisionais, de Rastreabilidade de Armas e Munições, de Material Genético, de Digitais e de Drogas (Sinesp).

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Nos três primeiros meses deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado, os índices chegaram a cair 41% no caso de roubo a instituições financeiras e 38% nos registros de roubo de carga. Houve, ainda, queda de 30% do roubo de veículos; 23% no roubo seguido de morte; 23% de latrocínio (roubo seguido de morte); 22% nas taxas de homicídio doloso; 12% no furto de veículos; 11% em tentativas de homicídio e 5% de diminuição nos registros de estupro.

No cruzamento de dados do mês de março, consolidado no levantamento, as taxas seguem a mesma tendência de declínio. O roubo a instituições financeiras caiu de 104 para 44 casos (-58%), maior índice percentual registrado, seguido de menores ocorrências de latrocínio (-34%), de roubo de carga (-33%) e de roubo de veículos (-32%). Os números também apontam para menor registro de crimes de lesão corporal seguida de morte (-16%), homicídio doloso (-14%), furto de veículos (14%), estupro (-13%) e tentativa de homicídio (-7%). Os dados de criminalidade são registrados pelo Sinesp de acordo com os boletins de ocorrência dos Estados e do Distrito Federal.

Assim, imagine um proprietário de uma loja de varejo que fica constantemente preocupado com ameaças como furto, fraude, estelionato e roubo. Uma agência do governo valoriza a segurança das informações confidenciais, um gerente de um condomínio garante que seus inquilinos sejam protegidos contra o crime e que as instalações não sejam vítimas de vandalismo, etc.

Ao mesmo tempo, qualquer organização ou proprietário toma as precauções necessárias para evitar ameaças como incêndios, acidentes ou outras situações que representem um risco para a vida humana. Dessa forma, a instalação de sistemas de segurança engloba um amplo conjunto de medidas exclusivas e determinadas pelos riscos que uma edificação pode enfrentar.

Nenhum sistema de segurança é o mesmo, já que os sistemas de segurança dos prédios de apartamentos serão diferentes de um para prédios comerciais, porque os objetivos de segurança são diferentes para cada tipo de instalação. Na maioria dos casos, um sistema de segurança para edifícios comerciais apresenta uma solução mais abrangente do que os sistemas típicos de segurança de edifícios de apartamentos e compreende: controle de acesso incluindo controle de acesso comercial em várias camadas, perímetro de segurança ou closed-circuit television (CCTV), vários sensores e detectores, como infravermelho, micro-ondas ou sensores a laser, alarmes de intrusão, sistema de detecção de incêndio, sistema de extintor de incêndio, etc. Todos os sistemas acima podem ser integrados em uma solução de segurança complexa, graças à qual maior flexibilidade, escalabilidade e controle.

Em prédios de apartamentos, para promover um ambiente seguro para os proprietários de imóveis residenciais, devem ser instaladas câmeras de segurança em corredores e elevadores, aplicar sistemas de cartão-chave que permitam o acesso a instalações e implementar as intercomunicação nas portas, etc. Alguns proprietários também empregam seguranças profissionais. E como estabelecer um sistema de segurança predial?

Em primeiro lugar, deve-se avaliar os seus riscos potenciais que dependem muito de um tipo de edifício/organização em questão. Deve-se definir a implementação de sistemas que é de suma importância para a sua organização (ou seja, controle de acesso comercial, vigilância por vídeo, alarme de intrusão, sensores eletrônicos, proteção contra incêndio, interfone, monitoramento central, etc.). Perguntar se há a necessidade de um sistema de segurança integrado ou se pode conviver com sistemas autônomos.

Em suma, se está interessado em um sistema de segurança para edifícios comerciais ou está escolhendo entre alguns sistemas de segurança de edifícios de apartamentos disponíveis no mercado, uma abordagem complexa funcionará a favor. Ao impor um sistema de segurança abrangente, pode-se ter certeza de que a propriedade está protegida em vários níveis, o que não pode ser alcançado com a simples contratação de um supervisor de entrada.

As avaliações de segurança podem ser úteis para avaliar as necessidades de uma organização ou de uma edificação e determinar seus pontos fracos. Pode-se então dar conselhos sobre quais os componentes são necessários para construir um sistema eficaz que reduza os incidentes no local.

Uma avaliação minuciosa também levará em conta as tendências do crime local ao elaborar uma solução. É importante que as soluções de segurança permaneçam atualizadas, refletindo as ameaças emergentes e as necessidades de negócios em constante mudança e que os sistemas e procedimentos sejam ensaiados e reavaliados regularmente.

A NBR IEC 60839-11-1 de 06/2019 – Sistemas de segurança eletrônica e alarme – Parte 11-1: Sistemas eletrônicos de controle de acesso – Requisitos do sistema e dos componentes especifica os requisitos mínimos de funcionalidade e de desempenho, como também os métodos de ensaio aplicáveis aos sistemas eletrônicos de controle de acesso e seus componentes utilizados para um acesso físico (entrada e saída) em e ao redor de edificações e de áreas protegidas. Não inclui os requisitos relativos aos atuadores e aos sensores dos pontos de acesso.

Não se destina a estabelecer os requisitos referentes à transmissão, para um local remoto, dos sinais de alarme contra intrusão ou roubo. Aplica-se aos sistemas eletrônicos de controle de acesso e seus componentes destinados a serem utilizados nas aplicações de segurança para a autorização de acesso, e inclui os requisitos relativos aos registros, identificação e controle da informação.

Compreende os seguintes elementos: um modelo conceitual e uma arquitetura do sistema. Os critérios abrangem: a classificação baseada nas funcionalidades e capacidades de desempenho; os requisitos referentes às interfaces dos pontos de acesso; os requisitos referentes a indicação e anúncio (visualização, alerta, registro); a sinalização de coação e a neutralização de regras; os requisitos referentes a reconhecimento; os requisitos referentes à autoproteção dos sistemas; a comunicação entre os componentes do sistema eletrônico de controle de acesso com os outros sistemas. Os requisitos referentes às condições do ambiente (utilização interna/externa) e à compatibilidade eletromagnética. Os métodos de ensaio.

Esta norma é parte integrante da série NBR IEC 60839, que compreende as seguintes partes: Parte 11-1: Sistemas eletrônicos de controle de acesso – Requisitos do sistema e dos componentes; e Parte 11-2: Sistemas eletrônicos de controle de acesso – Diretrizes de aplicação. Esta parte descreve os requisitos gerais que se referem à funcionalidade dos sistemas eletrônicos de controle de acesso (EACS) destinados a serem usados em aplicações de segurança.

A concepção, o planejamento, a instalação, o funcionamento e a manutenção são parte integrante das diretrizes de aplicação da NBR IEC 60839-11-2. A análise dos riscos não é parte integrante desta norma e os níveis de risco são dados somente a título informativo. Um sistema eletrônico de controle de acesso consiste em um ou mais componentes que, quando são interconectados, atendem aos critérios de funcionalidade indicados nesta norma.

Ela define diferentes níveis de segurança, como também as funcionalidades do sistema de controle de acesso associadas a cada um desses níveis. Inclui, também, os critérios mínimos de conformidade ambiental e EMC, conforme o caso, para os componentes do sistema eletrônico de controle de acesso em cada nível. Quando uma parte de um sistema eletrônico de controle de acesso (por exemplo, interface de pontos de acesso) faz parte de um sistema de alarme (contra intrusão, roubo ou hold-up), sistema de videomonitoramento ou CFTV-circuito fechado de televisão, etc., ela deve, também, atender aos requisitos apropriados das normas IEC aplicáveis.

As funções complementares às funções obrigatórias especificadas nesta norma podem ser integradas ao sistema eletrônico de controle de acesso, desde que permitam atender aos requisitos desta norma. Aplica-se, também, aos sistemas de controle de acesso que partilham os meios de reconhecimento, detecção, liberação, interconexão, controle, comunicação, sinal de alarme e alimentação com outras aplicações. É conveniente que o funcionamento de um sistema de controle de acesso não seja alterado para outras aplicações.

Um sistema eletrônico de controle de acesso pode comportar um número indefinido de pontos de acesso. Esta norma trata da classificação das classes de segurança para cada ponto de acesso. A conformidade de cada componente do sistema eletrônico de controle de acesso pode ser verificada em relação a esta norma contanto que todos os requisitos pertinentes sejam aplicados. Os requisitos específicos relativos aos atuadores dos pontos de acesso, como as portas automáticas, travas eletrônicas, catracas e barreiras são contemplados em outras normas.

O sistema eletrônico de controle de acesso deve incluir, conforme apropriado para a sua configuração específica, as seguintes funções básicas: processamento (A), comunicação (B), configuração (programação) (C), interface dos pontos de acesso (D), reconhecimento (E), anúncio (F), sinalização de coação (G), interface com outros sistemas (H), autoproteção (I), fonte de alimentação (J), interface do usuário (K).

A Processamento: comparação das mudanças que ocorrem no sistema com as regras preestabelecidas a fim de produzir ações predefinidas.

B Comunicação: transmissão de sinais entre os componentes do sistema de controle de acesso a fim de assegurar a aplicação das regras preestabelecidas.

C Configuração (programação): definição das regras de processamento.

D Interface dos pontos de acesso: acionamento de um ponto de acesso: liberação e proteção de um ponto de acesso controlado segundo as regras preestabelecidas; monitoramento de um ponto de acesso: relatório contínuo do estado aberto/fechado de um ponto de acesso controlado, e/ou do estado de liberação/proteção dos dispositivos de travamento do ponto de acesso controlado; neutralização do acionamento de um ponto de acesso: liberação/proteção de um ponto de acesso controlado conforme as regras preestabelecidas sem qualquer reconhecimento.

E Reconhecimento: reconhecimento dos usuários autorizados que solicitam um acesso.

F Anúncio: funções de alerta, visualização e/ou registro: alerta: subfunção de anúncio associada à ativação de um indicador a ser avaliado por um indivíduo; Visualização: subfunção de anúncio associada à apresentação visual e/ou sonora das mudanças que ocorrem no sistema; registro: subfunção de anúncio associada ao registro e à recuperação das mudanças que ocorrem no sistema.

G Sinalização de coação: aviso silencioso, emitido pelos usuários do sistema, de condições de demanda de acesso coercitiva.

H Interface com outros sistemas: compartilhamento das funções e/ou alterações que ocorrem no sistema.

I Autoproteção do sistema: prevenção, detecção e/ou registro de uma alteração/violação, deliberada ou acidental, e/ou interferência no funcionamento do sistema.

J Fonte de alimentação: módulo de fornecimento de energia ao sistema de controle de acesso. Os requisitos de alimentação definidos nesta norma não compreendem as necessidades de energia dos atuadores dos pontos de acesso. Quando uma parte de um sistema eletrônico de controle de acesso (por exemplo, interface dos pontos de acesso) é parte integrante de um sistema de alarme de intrusão, a alimentação desta parte deve atender aos requisitos apropriados da NBR IEC 62642-6.

K Interface do usuário: meio pelo qual o usuário solicita um acesso (por exemplo, teclado numérico ou leitora de cartão) e é informado do estado do acesso. As funções complementares às funções obrigatórias especificadas nesta norma podem ser integradas ao sistema eletrônico de controle de acesso, desde que não afetem o funcionamento correto das funções obrigatórias. O modelo conceitual dos sistemas eletrônicos de controle de acesso e a arquitetura do sistema são ilustrados nas figuras abaixo.

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Os requisitos relativos ao desempenho dos equipamentos devem ser estruturados conforme os graus correspondentes aos níveis de proteção. Esta estruturação é realizada por meio da classificação das funcionalidades relativas à segurança (reconhecimento, acionamento de um ponto de acesso, monitoramento do ponto de acesso, sinalização de coação e autoproteção do sistema) em relação aos níveis de risco. A classificação do sistema de controle de acesso deve corresponder a um dos quatro graus existentes, o Grau 1 sendo o mais baixo e o Grau 4 sendo o mais elevado.

A classificação de segurança deve ser definida para cada ponto de acesso, incluindo a entrada e a saída individualmente (ver tabela abaixo). Diferentes graus podem ser utilizados na mesma instalação para as interfaces dos pontos de acesso, desde que as funções fornecidas pelo sistema de controle de acesso e as credenciais utilizadas, satisfaçam pelo menos aos requisitos da classificação de segurança mais elevada do (s) ponto (s) de acesso (s) controlado (s) pelo sistema. Quando uma função é incluída de modo opcional nesta norma, para o grau no qual o componente requer conformidade, convém que a documentação indique de maneira clara e explícita, o (s) grau (s) superior (es) a ser (em) atendido (s), se existirem.

Quando essas funções não atendem aos requisitos de um grau superior, esta informação deve então ser claramente e explicitamente indicadas na documentação. Os níveis de risco são definidos em termos de valor dos bens que requerem proteção, da determinação (conhecimento/competências), bem como dos métodos de coação das pessoas para contornar o sistema (intruso).

Grau 1: baixo risco. Considera-se que o intruso possui pouco conhecimento do sistema de controle de acesso e está limitado a uma gama restrita de ferramentas facilmente disponíveis. O objetivo da segurança física é de desencorajar e retardar os intrusos. Os bens possuem um valor limitado e estes intrusos provavelmente desistirão da ideia de coação quando se confrontarem com uma resistência mínima.

Grau 2: risco baixo a médio. Considera-se que o intruso possui conhecimento limitado do sistema de controle de acesso, bem como da utilização de uma gama geral de ferramentas e instrumentos portáteis. O objetivo da segurança física é de desencorajar, retardar e detectar os intrusos. Os bens possuem um valor maior e estes intrusos provavelmente desistirão da ideia de ter sucesso quando perceberem que podem ser detectados.

Grau 3: risco médio a alto. Considera-se que o intruso possui bom conhecimento do sistema de controle de acesso e dispõe de uma gama completa de ferramentas e de equipamentos eletrônicos portáteis. O objetivo da segurança física é de desencorajar, retardar, detectar e facilitar a identificação dos intrusos. Os bens possuem um valor alto e estes intrusos podem desistir da ideia de ter sucesso quando perceberem que podem ser identificados e pegos em flagrante delito.

Grau 4: alto risco. Considera-se que o intruso possui capacidade ou dispõe dos recursos necessários para o planejamento detalhado da coação e também dispõe de uma gama completa de equipamentos, incluindo os meios de substituição dos componentes no sistema de controle de acesso. O objetivo da segurança física é de desencorajar, retardar, detectar e facilitar a identificação dos intrusos. Os bens possuem um valor muito alto e estes intrusos podem desistir da ideia de ter sucesso quando perceberem que podem ser identificados e pegos em flagrante delito.

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O canal de comunicação entre o controle de acesso eletrônico e o console de monitoramento deve atender a alguns requisitos. A falha e/ou a restauração do canal de comunicação para os equipamentos de graus 2, 3 e 4 não podem gerar a liberação dos pontos de acessos controlados. A verificação da comunicação de ponta a ponta (sincronização) deve ser realizada como parte integrante da instalação final e deve satisfazer aos requisitos para esta mesma instalação.

Os equipamentos de Graus 2, 3 e 4 devem ser capazes de funcionar no modo autônomo após a interrupção da comunicação com o console de monitoramento. Os equipamentos devem ser capazes de executar todas as funções, com exceção daquelas afetadas pela perda da comunicação.

Os equipamentos de grau 4 devem assegurar a integridade das comunicações entre todos os componentes do sistema de controle de acesso que transmitem ou recebem dados relativos à autorização de acesso, compreendendo, por exemplo: as comunicações entre os tokens/cartões e as interfaces do usuário, as interfaces do usuário e as unidades de controle de acesso, e entre essas unidades e o console de monitoramento.

A integridade da comunicação deve ser realizada pela supervisão do canal de comunicação e a segurança das informações transmitidas. A segurança das informações deve ser assegurada por medidas que visam a impedir qualquer leitura e qualquer modificação não autorizada das informações transmitidas. A descrição dos métodos para a realização das medidas de segurança das informações deve ser fornecida quando dos testes dos equipamentos.

A ABNT IEC/TS 62642-7 de 06/2019 – Sistemas de alarme — Sistemas contra intrusão e roubo – Parte 7: Diretrizes de aplicação fornece as diretrizes sobre o projeto, planejamento, operação, instalação, comissionamento e manutenção do sistema de alarme contra intrusão e roubo (I&HAS) instalado nas edificações. Os requisitos para o I&HAS são especificados na NBR IEC 62642-1. As recomendações desta Especificação Técnica (TS) também são aplicáveis ao sistema de alarme contra intrusão (IAS) e ao sistema de alarme contra roubo (HAS), quando estes sistemas forem instalados independentemente.

Quando um I&HAS não incluir funções relacionadas à detecção de intrusos, os requisitos relativos à detecção de intrusão não são aplicáveis. Quando um I&HAS não incluir funções relacionadas ao roubo, os requisitos relativos ao roubo não são aplicáveis. Salvo especificação contrária, a abreviatura I&HAS é destinada também a significar IAS e HAS. Estas diretrizes de aplicação são destinadas a ajudar os responsáveis por estabelecer um I&HAS a determinar o projeto apropriado do I&HAS tanto em termos da extensão da supervisão requerida quanto na determinação do grau de desempenho do sistema necessário para fornecer o grau de supervisão considerado adequado.

Estas diretrizes de aplicação também são destinadas a ajudar os responsáveis pela seleção de equipamentos adequados ao nível de desempenho requerido e às condições ambientais nas quais o equipamento será requerido a funcionar. Estas diretrizes de aplicação são aplicáveis a todas as classes e graus do I&HAS de qualquer tamanho e complexidade. Convém que estas diretrizes de aplicação sejam lidas em conjunto com a NBR IEC 62642-1.

Na elaboração destas diretrizes de aplicação, é assumido que a realização das suas disposições será confiada a pessoas devidamente qualificadas e experientes. No entanto, a diretriz também é apropriada a outras pessoas que possam ser requeridas ao comprar ou utilizar um I&HAS. A fim de assegurar a consistência de toda a série IEC 62642, a terminologia é definida em um lugar que é o documento-mestre, denominado NBR IEC 62642-1, que fornece os requisitos gerais sobre o sistema de intrusão.

Exceção é feita para os termos específicos para instalação e onde a repetição é considerada essencial para a clareza deste documento. Uma série de requisitos é contida neste documento, para a qual um procedimento de ensaio formal somente pode ser escrito definindo (e, portanto, restringindo) a tecnologia pela qual o requisito é alcançado. Por conseguinte, reconheceu-se que tais funções somente podem ser ensaiadas por acordo entre o instalador e o laboratório de ensaios, de acordo com informações documentadas relativas à forma como a funcionalidade requerida foi alcançada.

Estas diretrizes de aplicação destinam-se a fornecer recomendações relacionadas ao projeto, instalação, operação e manutenção dos sistemas de alarme contra intrusão e roubo (I&HAS). O objetivo deste documento é assegurar, na medida do possível, que o I&HAS forneça o desempenho necessário com um mínimo de alarmes indesejados. Estas diretrizes de aplicação são definidas na ordem lógica em que um I&HAS normalmente seria projetado e instalado.

Cada procedimento é apresentado separadamente na diretriz, mas é aceito que, na prática, alguns dos procedimentos podem ser realizados simultaneamente. O Anexo K descreve na forma de um fluxograma os principais processos e documentação incluídos nesta diretriz de aplicação (confira na figura abaixo). Convém que os responsáveis pelo projeto, planejamento da instalação, instalação do sistema, comissionamento, operação e manutenção do I&HAS estejam familiarizados com outras normas internacionais relativas ao I&HAS, particularmente aquelas relativas ao desempenho do sistema, equipamento de controle e indicação, detectores, dispositivos de advertência, fontes de alimentação e sistemas de transmissão de alarme. Estas diretrizes de aplicação são apresentadas em sete seções principais; uma breve explicação de cada seção é mostrada abaixo.

Seção 7 – Projeto do sistema

Esta seção é destinada a ajudar os responsáveis pelo desenvolvimento do I&HAS a projetar o I&HAS adequado para as instalações a serem supervisionadas em relação aos riscos percebidos. O projeto do I&HAS vai depender de muitos fatores, que influenciarão mais ou menos o projeto do I&HAS. A consideração destes fatores resultará em uma proposta de projeto de sistema para um I&HAS com a extensão apropriada, grau de segurança e classe de ambiente.

Seção 8 – Planejamento da instalação

Esta seção é destinada a ajudar os responsáveis pela instalação do I&HAS, destacando questões que convém que sejam consideradas antes de iniciar a instalação do I&HAS.

Seção 9 – Instalação do sistema

Nesta seção, são dadas as diretrizes sobre questões que surgem durante a instalação do I&HAS. Esta seção é destinada a assegurar que o I&HAS esteja corretamente instalado conforme especificado na fase de projeto.

Seção 10 – Inspeção, testes funcionais e comissionamento

Nesta seção, são dadas as diretrizes sobre questões que surgem após a instalação do I&HAS. A seção é destinada a assegurar que o I&HAS seja instalado conforme especificado e também fornece o nível de desempenho pretendido na fase de projeto. Também são fornecidas as diretrizes quanto ao correto comissionamento e entrega do sistema ao usuário e aos documentos, registros e instruções de funcionamento que convém que sejam fornecidos.

Seção 11 – Documentação e registros

Esta seção descreve a documentação que convém que seja fornecida ao cliente na conclusão do I&HAS. Os documentos são destinados a fornecer um histórico das modificações do I&HAS, com base no documento “conforme construído”, preparado quando a instalação do I&HAS for concluída. Os registros são destinados a registrar qualquer ação corretiva realizada após as condições de alarme indesejadas e os detalhes de quaisquer reparos ou modificações do I&HAS. Convém também que o registro inclua os detalhes de condições de falha temporárias.

Seção 12 – Operação do I&HAS

Esta seção descreve a responsabilidade do cliente ou usuário do I&HAS para manter corretamente o I&HAS e assegurar que ele seja operado corretamente.

Seção 13 – Manutenção e reparação do I&HAS

Esta seção descreve como o I&HAS deve ser mantido e reparado para assegurar que o I&HAS continue a fornecer o nível de desempenho pretendido na fase de projeto. O grau de segurança do I&HAS depende do desempenho requerido, como determinado durante a avaliação de risco e estudo da localização. Um I&HAS pode incluir componentes do I&HAS de diferentes graus, quando divididos em subsistemas claramente definidos. Quando o I&HAS for dividido em subsistemas, cada subsistema pode ser de um grau diferente. O grau de um subsistema deve ser aquele do componente de menor graduação dentro dele.

Convém que os componentes compartilhados por mais de um subsistema tenham um grau igual ao do grau mais elevado do subsistema, por exemplo, equipamento de controle e sinalização, sistema de transmissão de alarme, dispositivos de advertência e fontes de alimentação. Convém que os quatro graus de segurança descritos na NBR IEC 62642-1 sejam considerados ao selecionar o equipamento. Em todos os graus, o termo “intruso” é destinado a abranger outros tipos de ameaça (por exemplo, roubo ou ameaça de violência física, o que pode influenciar o projeto de um I&HAS).

Estes são os seguintes.

Grau 1 – Baixo risco

É suposto que um intruso ou ladrão tenha pouco conhecimento do I&HAS e utilize uma gama limitada de ferramentas facilmente disponíveis.

Grau 2 – Risco baixo a médio

É suposto que um intruso ou ladrão tenha pouco conhecimento do I&HAS e utilize uma gama comum de ferramentas e instrumentos portáteis (por exemplo, um multímetro).

Grau 3 – Risco médio a alto

É suposto que um intruso ou ladrão esteja familiarizado com o I&HAS e possua uma gama abrangente de ferramentas e equipamentos eletrônicos portáteis.

Grau 4 – Alto risco

A ser utilizado quando a segurança tem prioridade sobre todos os outros fatores. É suposto que um intruso ou ladrão tenha a capacidade ou os recursos para planejar, em detalhes, uma intrusão ou roubo e tenha uma gama completa de equipamentos e inclusive os meios de substituição de componentes de um I&HAS.

Convém que a classe do ambiente de cada componente do sistema seja determinada pelas condições do ambiente nas quais é suposto que o componente funcione. As classes I, II, III e IV são progressivamente mais severas e, por conseguinte, os componentes da classe IV podem, por exemplo, ser utilizados na classe III d o I&HAS. O Anexo A inclui condições nacionais especiais para os países especificados.

A NBR IEC 62642-1 define quatro classes de ambiente, como mostrado abaixo.

Classe de ambiente I – No interior

Condições do ambiente encontradas normalmente dentro da edificação, quando a temperatura é bem controlada (por exemplo, em uma propriedade residencial ou comercial). As temperaturas podem variar entre +5 °C e +40 °C.

Classe de ambiente II – No interior – Em geral

Condições do ambiente encontradas normalmente dentro da edificação, quando a temperatura não é bem controlada (por exemplo, em corredores, entradas ou escadarias, e onde a condensação pode acontecer em janelas e em áreas de armazenamento não aquecidas ou em depósitos onde o aquecimento é intermitente). As temperaturas podem variar entre –10 °C e +40 °C.

Classe de ambiente III – No exterior – Abrigado ou no interior em condições extremas

Condições do ambiente encontradas normalmente fora da edificação e quando os componentes do I&HAS não são expostos diretamente ao tempo ou dentro da edificação onde as condições do ambiente são extremas. Pode esperar-se que as temperaturas variem entre –25 °C e +50 ° C.

Classe de ambiente IV – No exterior – Em geral

Condições do ambiente encontradas normalmente fora da edificação, quando os componentes do I&HAS são expostos diretamente ao tempo. As temperaturas podem variar entre –25 °C e +60 °C.

O fluxograma abaixo descreve os principais processos incluídos no guia de aplicação. Embora os processos sejam mostrados individualmente no fluxograma, na prática alguns dos processos podem ser realizados ao mesmo tempo. A documentação decorrente de cada processo também é mostrada.

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Quando forem selecionadas interconexões com fios específicos, convém que estes sejam instalados dentro dos locais supervisionados. Quando for impraticável que interconexões sejam instaladas dentro da área supervisionada, convém que elas sejam fornecidas com proteção apropriada contra violação, por exemplo, um eletroduto metálico fechado.

Convém que o tamanho e o material dos cabos utilizados para interconexões com fio e o seu isolamento sejam de maneira que a tensão fornecida a qualquer componente do sistema não seja menor do que a tensão de funcionamento mínimo especificada, quando medida na condição de corrente máxima, com a mínima tensão de alimentação. Convém que todos os cabos utilizados para interconexões sejam devidamente suportados e que a sua instalação esteja conforme as boas práticas de trabalho.

Convém que os cabos sejam instalados em posições onde não haja o menor risco de danos físicos. Se o risco de dano físico existir, convém que o cabo seja protegido mecanicamente, por exemplo, por condutos, canaletas ou eletrodutos. Quando estes forem feitos de material condutivo, convém que devida atenção seja dada à sua ligação à terra adequada e aterramento correto.

A interferência elétrica pode causar alarmes indesejados. Isso pode normalmente ser superado pela filtragem da entrada de rede para o IAS, separando os cabos de interconexão de tensão nominal mais alta e por blindagem. A fiação da interconexão não pode ser instalada no mesmo eletroduto ou na mesma canaleta dos cabos que conduzem tensão alta, por exemplo, fontes de alimentação, ou cabos que conduzem sinais de alta frequência, a menos que eles sejam fisicamente separados e/ou adequadamente blindados, de modo a evitar a interferência cruzada.

Convém que todas as conexões das fiações de interligação sejam mecânica e eletricamente seguras. Para facilitar a rápida detecção de falhas na fiação de interconexão, convém que todos os cabos sejam identificados em suas extremidades. Convém que pontos de testes suficientes, contidos nas caixas de derivação, sejam fornecidos para a identificação eficiente de falhas, por exemplo, isolação codificada por cores, ou etiquetada.

Nessa revista digital o assunto já foi tratado, mostrando mais duas normas sobre o assunto: https://revistaadnormas.com.br/2019/05/07/as-intrusoes-e-os-roubos-em-edificacoes/



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