A segurança das superfícies para áreas desportivas

Há muita insegurança em instalações e equipamentos desportivos ocasionadas pela falta de fiscalização e cumprimento das normas técnicas, o que pode gerar acidentes com vítimas fatais ou lesões de diversos níveis de gravidade ocasionados por tais condições. O ideal seria buscar a segurança e o desempenho dos sistemas e produtos para revestimentos compostos de multicamadas; camadas superiores pré-fabricadas, produzidas in loco ou uma combinação de ambos para o uso em superfícies multiesportivas de ambientes internos. Isso poderia reduzir os acidentes, diminuir os auxílios doença, de gastos com atendimentos médicos e eliminar as mortes decorrentes do uso inadequado do espaço esportivo, a partir da revisão das condições técnicas das quadras poliesportivas.

editorial2Pode-se definir um acidente como o evento não intencional e evitável, causador de lesões físicas e/ou emocionais no âmbito doméstico ou em outros ambientes sociais, como o do trabalho, trânsito, da escola, de esportes e de lazer. O acidente então se configura como um conjunto de agravos à saúde que pode ou não levar a óbito.

Quadras esportivas são um dos principais atrativos em áreas de lazer de condomínios e clubes, atraindo público de todas as idades, seja ele de amadores ou profissionais. Como toda atividades ao ar livre, esses espaços estão sujeitos à contratempos como acidentes nas quadras poliesportivas.

Esses acasos podem ter diferentes causas: a ação inconsequente do atleta, condição climática inadequada como chuvas, falta de manutenção da quadra ou até mesmo as próprias características intrínsecas do piso da quadra. Quando um caso assim acontece, a primeira medida é atender o acidentado e garantir que ele não tenha nenhum prejuízo maior em função do acidente.

Em um segundo momento, por outro lado, muitas pessoas procuram encontrar o culpado pela situação – quando muitas vezes não existe de fato um culpado. São nesses momentos que em muitas ocasiões o condomínio é acusado de uma responsabilidade que não o cabe.

Mais do que saber quando a administração do condomínio ou do clube pode ou não pode ser responsabilizada por acidentes em quadras, é importante que os síndicos e os gestores de clubes saibam fazer boas escolhas em infraestrutura de modo a evitar acidentes ou custos extras na manutenção de espaços como quadras.

Assim, a segurança das quadras nesses ambientes se torna um assunto que precisa de muita atenção e cuidado. O segredo está na manutenção da quadra. Em primeiro lugar, deve-se reforçar a implementação de inspeções semanais que podem ser feitas por um funcionário do próprio local. Ele irá verificar a limpeza, a estrutura dos equipamentos, algum tipo de vandalismo, as grades instaladas, materiais enferrujados e se existe algo fora do comum que possa ser perigoso aos frequentadores da quadra.

Depois, é indicado que seja feita uma inspeção anual por especialistas. Eles irão minuciosamente verificar a integridade estrutural da quadra, desgaste do piso, estrago por corrosão, e serviços de pintura. A falta de manutenção pode ocasionar acidentes em diversos níveis de gravidade.

As quadras poliesportivas têm que estar sempre muito bem tratadas, para assegurar a segurança e o desempenho de seus usuários. Fissuras, desgastes na pintura, formação de poças d’água e acessórios como postes, redes, ralos e paredes deteriorados, podem ser fatores que aumentam os riscos de acidentes. Geralmente de concreto ou piso asfáltico, as quadras esportivas possibilitam os esportes mais praticados como futebol, vôlei e basquete.

A NBR 16589-1 de 02/2017 – Superfícies para áreas desportivas – Parte 1: Superfícies internas para uso multiesportivo – Especificação especifica os requisitos de execução, segurança e desempenho dos sistemas e produtos para revestimentos compostos de multicamadas; camadas superiores pré-fabricadas, produzidas in loco ou uma combinação de ambos para o uso em superfícies multiesportivas de ambientes internos. Esta norma se aplica às quadras poliesportivas multiuso cobertas, com finalidades esportiva e recreativa. Não se aplica à pratica de tênis, bem como à utilização extradesportiva (por exemplo, feiras e eventos).

As superfícies esportivas sofrem um complexo sistema de reações quando sujeitas a cargas dinâmicas. Os componentes desejados de interação são a deformação sob o peso, capacidade de absorver o impacto e a capacidade de restituir a energia deste impacto, por exemplo, a quantidade de energia restituída para o praticante da superfície que ele está utilizando.

A aptidão da superfície de absorver o impacto é um aspecto de segurança fundamental. Os valores especificados são, inevitavelmente, um compromisso com estas características fundamentais. Superfícies esportivas reagem de maneira diferente diante de diversas temperaturas e condições de deformação, e tendem a se tornarem mais rígidas sob baixas temperaturas e mais flexíveis em altas temperaturas.

Um requisito importante para a segurança e prática do esporte, refere-se à aderência entre o pé do atleta e a superfície. A baixa aderência pode resultar em o atleta escorregar na superfície, enquanto muita aderência pode causar esforço excessivo das juntas e ligamentos musculares. As informações a respeito da resistência sob impacto repetitivo de pisos sintéticos podem ser encontradas conforme descrito no Anexo A.

Em caso de utilização da superfície para outra atividade que não seja a indicada na Seção 1, o revestimento esportivo deve ser protegido. Quando realizado o ensaio pelo método conforme a BS EN 13036-4, utilizando borracha sob condição seca à temperatura de (23 ± 2) °C, o valor do ensaio do pêndulo deve estar entre 80 e 110, e nenhum resultado individual do ensaio deve diferir na média em mais de quatro unidades.

Para a absorção ao choque, os ensaios devem ser realizados em laboratórios onde: para pisos com deformação point elastic, deve-se utilizar o método de ensaio descrito conforme a BS EN 14904, com amostras de 0,40 m × 0,40 m; para pisos com deformação area elastic, deve-se utilizar o método de ensaio descrito conforme a DIN V 18032-2, com amostras de 1,50 m × 1,50 m; quando utilizado o método de ensaio laboral descrito conforme a BS EN 14808, com um mínimo de quatro ensaios mais um ensaio para cada 500 m² de área, a média de redução da força deve ser entre 15 % e 75 %, e nenhum resultado individual deve diferir da média em ± de cinco unidades; medições in loco podem possuir diferentes temperaturas e taxas de umidade, dependendo das condições do local; e a temperatura e a umidade relativa devem ser indicadas no laudo do ensaio.

Informações relacionadas aos valores da absorção do choque e deformação vertical para pisos elásticos estão marcadas conforme descrito no Anexo B. Quando realizado o método de ensaio descrito conforme a BS EN 14809, a deformação vertical não pode exceder 5,0 mm e 3,5 mm, para pisos sintéticos. Estes valores são laborais.

Medições in loco podem possuir diferentes temperaturas e taxas de umidade, dependendo das condições do local. A temperatura e umidade relativa devem ser indicadas no laudo do ensaio. Informações relacionadas aos valores da absorção do choque e deformação vertical para pisos elásticos estão marcadas conforme descrito no Anexo B.

Quanto ao comportamento da bola na vertical, rebote da bola, os ensaios realizados em laboratório devem respeitar os seguintes requisitos: para pisos com deformação point elastic, deve-se utilizar o método de ensaio descrito na BS EN 14904, com amostras de 0,40 m × 0,40 m; para pisos com deformação area elastic, deve-se utilizar o método de ensaio descrito na DIN V 18032-2, com amostras de 1,50 m × 1,50 m. Os ensaios realizados in loco devem respeitar o seguinte: pelo método de ensaio descrito na BS EN 12235 utilizando uma bola de basquete, com um mínimo de quatro ensaios mais um ensaio para cada 500 m² de área, a média do rebote deve possuir altura superior ou igual a 90 % da altura do rebote obtido no concreto e nenhum resultado individual deve diferir da média em ± três unidades.

Para a resistência a cargas rolantes, quando realizado este método de ensaio conforme BS EN 1569, a resistência mínima deve ser de 1.500 N, o puncionamento máximo deve ser de 0,5 mm sob uma régua de 300 mm e nenhum dano permanente deve ser observado após o ensaio. Esta propriedade é importante para garantir que a superfície não seja danificada por qualquer equipamento ou sistemas de arquibancadas móveis, que podem ser movidos sobre ela. Para a resistência à abrasão, para superfícies sintéticas, quando ensaiado pelo método de ensaio conforme a ISO 5470-1, utilizando rodas (H18) com carregamento de (1 kg), a perda máxima de massa a cada 1 000 ciclos deve ser de 1 000 mg.

Para superfícies que requerem aplicação de verniz para sua manutenção, quando realizado o método de ensaio conforme a ISO 5470-1, utilizando rodas (CS10) com carregamento de 500 g, a perda máxima de massa a cada 1.000 ciclos deve ser de 80 mg. Esta propriedade é importante para garantir uma expectativa de vida do produto ao uso, principalmente para áreas de maior uso, como, por exemplo, áreas em frente ao gol, que estão sujeitas à maior perda de material pela abrasão.

Para a reação ao fogo, o preparo da amostra para o ensaio deve ser conforme a BS EN 13501-1. As amostras devem realizar ensaios em um dos dois substratos padrão especificados para revestimentos na BS EN 13238, de acordo com a utilização final pretendida. A composição do produto, inclusive a presença de qualquer aditivo de retardo do fogo (se aplicável), deve ser declarada pelo fabricante previamente ao ensaio.

Para o ensaio das amostras utilizando adesivo, o resultado é válido para o revestimento esportivo, com este adesivo ou adesivo genérico, na condição de utilização final. Para o ensaio das amostras sem o uso de adesivo, o resultado é válido para o revestimento esportivo com adesivo e sem adesivo, na condição de utilização final.

Os aspectos de durabilidade, quando requerido, as superfícies esportivas que contenham retardadores ao fogo estarão sujeitas ao procedimento de extração e limpeza laboratorial em spray, conforme descrito na ISO 11379, com as seguintes modificações. Limpar a amostra de ensaio três vezes, com um intervalo de 2 h e 15 min entre os ciclos, com cada ciclo de limpeza consistindo em dois tempos: para o primeiro tempo, utilizar a máquina com extrator e spray simultaneamente; para o segundo tempo, operar a máquina apenas para extração; executar o primeiro ciclo de limpeza com a solução de limpeza sob temperatura ambiente de (25 ± 10) °C, e o segundo e terceiro ciclos de limpeza com água sob temperatura ambiente sem a adição de quaisquer produtos químicos.

Caso seja solicitado um relatório do desempenho de reação ao fogo, o revestimento esportivo deve ser ensaiado e classificado de acordo com os requisitos e condições da BS EN 13501-1. O resultado deve ser reportado informando a classe e a subclasse. Caso não seja solicitado o relatório do desempenho de reação ao fogo, por exemplo, decide-se inserir um produto ou família de produtos no mercado com classificação Ffl. Nenhum ensaio é necessário para este produto ou família. Os parâmetros do produto demonstrados na Tabela 1 influenciam nos desempenhos de reação ao fogo para superfícies esportivas. A tabela abaixo deve ser seguida se forem realizados os ensaios em uma linha de produtos.

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As superfícies esportivas não podem conter pentaclorofenol ou qualquer componente derivativo desta substância no processo de produção ou em suas matérias-primas. Em casos onde a verificação seja necessária, o requisito para aceitação do produto é que ele contenha menos de 0,1% de sua massa desta substância. O método de ensaio está descrito no Anexo C.

O ensaio inicial deve ser realizado para demonstrar conformidade com os padrões desta norma. Ensaios previamente realizados e de acordo com esta norma (mesmo produto, características, métodos, procedimentos de amostragem, sistema para atestar conformidade etc.) podem ser considerados. Além disso, o ensaio inicial deve ser realizado no começo da produção de um novo tipo de produto (a não ser que seja membro de uma mesma família de produtos) ou no começo do método de produção (onde pode afetar as propriedades declaradas).

Se o fabricante comprar produtos que já foram demonstrados (por exemplo, pela marca CE – Produto em Conformidade Europeia) para cumprir com os critérios desta norma, se o processo de produção não altera seu desempenho, a avaliação não precisa demonstrar novamente estar de acordo com a norma. O fabricante do piso esportivo é, porém, responsável por garantir que os produtos utilizados possuam o nível necessário da classe/desempenho.

Para os propósitos do ensaio inicial (e controle em fábrica de produção), os produtos podem ser agrupados em famílias (por características), onde é considerado que os resultados desta determinada característica, representam todos os produtos agrupados nesta família. Diferentes famílias podem existir para diferentes características.

Quando uma mudança ocorrer no produto, na matéria-prima, no fabricante dos componentes ou no processo de produção (sujeito a definição de uma família), o qual alteraria de maneira significativa uma ou mais características, o ensaio inicial deve ser repetido para a (s) característica (s) apropriada (s). As amostras utilizadas nos ensaios devem representar a produção normal e de longo termo do fabricante.

Os critérios de conformidade estão especificados nas Seções 4 e 5. Os resultados para todos os ensaios devem ser gravados e mantidos pelo fabricante, pelo prazo de pelo menos dez anos após a data de fabricação do produto correspondente ao ensaio relacionado. O fabricante deve estabelecer, documentar e manter um sistema FPC que garanta que os produtos inseridos no mercado estejam em conformidade com os requisitos de desempenho estabelecidos.

Os elementos necessários para os métodos FPC estão listados no Anexo D. Os valores típicos de absorção ao choque e deformação vertical para pisos esportivos point elastic, pisos esportivos area elastic e pisos esportivos combined-elastic são dadas nas tabelas abaixo. Os valores dados não representam todos os possíveis pisos esportivos, dependendo da frequência ou utilização da quadra (tempo de uso).

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A NBR 14050 de 04/1998 – Sistemas de revestimentos de alto desempenho, à base de resinas epoxídicas e agregados minerais – Projeto, execução e avaliação do desempenho – Procedimento estabelece os procedimentos para projeto, seleção, execução, inspeção, avaliação do desempenho e recebimento dos produtos e serviços executados com sistema de revestimentos de alto desempenho (RAD) à base de resinas epoxídicas e agregados minerais. Os sistemas de revestimentos de alto desempenho (RAD) constituem famílias de produtos compostos basicamente de aglutinantes à base de resinas epoxídicas e agregados minerais.

Apresentam alto desempenho físico e químico, com respeito aos ataques químicos, resistência à abrasão, impacto, compressão, tração, flexão e aderência aos substratos, em função dos aglutinantes, endurecedores e tipos de agregados empregados, e principalmente face à sua aplicação. Esta norma alia as características dos produtos, o desempenho requerido e a forma de aplicação, constituindo um corpo único típico de um sistema.

Os campos de aplicação dos produtos RAD são aqueles nos quais se necessitam atender conjunta ou independentemente requisitos higiênicos e estéticos, anticorrosivos, antiderrapantes, resistência à abrasão e a impactos, bem como resistência à ação mecânica, de revestimentos aplicados sobre substratos de concreto e metálico. Os tipos de RAD compreendidos por esta norma são classificados de acordo com o indicado na tabela abaixo.

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Em função das necessidades específicas do usuário, cabe ao projetista considerar os critérios de desempenho, como condições de tráfego, frequência de impactos, limpabilidade, limites de temperatura do ambiente ou do líquido, tipos de cargas, aspecto superficial, característica da superfície quanto ao uso, potabilidade, assepsia, limites de refletância, ataques por substâncias químicas, sua ordem de aplicação, tipos e concentrações, assinalando o grau e/ou tipo de solicitação desejada, e, em função da árvore de decisão indicada no anexo D, compará-los com os requisitos de desempenho.

Em função das necessidades previstas pelo usuário (ver anexos D e E), o projetista deve selecionar entre os requisitos desejados os produtos que atendam ao desempenho mínimo. Para a elaboração do projeto devem-se aplicar os procedimentos listados a seguir: verificação da compatibilidade da resistência mecânica do substrato (laje de concreto ou pavimento) com relação às solicitações mecânicas a que o piso estará sujeito; por exemplo: cargas distribuídas, lineares, pontuais ou cargas móveis; verificação das condições atuais do piso com relação a anomalias tais como: trincas, fissuras, destacamentos entre placas adjacentes e porosidades elevadas; especificação do teor de umidade do concreto da laje ou do pavimento; verificação da existência de umidade ascendente; verificação da existência e da magnitude da movimentação da laje ou pavimento por efeito térmico; detalhamento dos tipos, quantidades, estado e posicionamento das juntas, bem como indicação daquelas que apresentam movimentação; verificação da existência de contaminação com óleos ou graxas; estudo da possibilidade de haver choque térmico; consideração das propriedades elétricas do revestimento; consideração da possibilidade de contato com alimentos ou água potável; e outras interferências.

Como requisitos para os substratos, no caso do concreto, deve apresentar-se íntegro e dentro da faixa de umidade superficial especificada em projeto; sua superfície deve estar limpa e isenta de nata de cimento, produtos de cura química ou selantes incompatíveis com o RAD, contaminações com óleos, graxas ou pinturas anteriores.

A umidade superficial deve ser especificada em projeto, em função do tipo ou classe de RAD e do método de medição ou equipamento. A umidade ascendente deve ser evitada através de sistemas de drenagem ou uso de membranas impermeáveis. Em lajes existentes onde não haja uma membrana impermeável ou onde esteja danificada, pode ser necessário adotar sistemas permeáveis ao vapor d’água ou utilizar técnicas de imprimações especiais.

As condições ambientais locais, bem como profundidade de medição da umidade devem ser levadas em consideração. O substrato deve apresentar resistência mecânica compatível com as solicitações atuantes, medida por meio de esclerômetro de reflexão conforme a NBR 7584 e procedimento executivo constante no anexo A.

A superfície do concreto novo, contrapisos e rebocos devem receber acabamento uniforme nivelado e apresentar uma textura levemente áspera quanto ao aspecto, muito semelhante àquele apresentado por uma lixa de papel de gramatura nº 50. Recomenda-se para substratos novos de laje de concreto resistência característica à compressão maior ou igual a 20 MPa.

A resistência de aderência do substrato deve ser de no mínimo 1,0 MPa, ensaiado conforme o anexo B. No caso do aço, deve apresentar-se íntegro, seco, sem carepas de laminação, ausência de produtos de corrosão ou contaminações com óleos, graxas, pinturas ou revestimentos anteriores. Como procedimentos para execução e aplicação, certificar-se de que o substrato tenha sido dimensionado para a finalidade que se deseja e executado adequadamente.

Todas as superfícies que irão receber o RAD devem ser tratadas, a fim de remover eventuais contaminações e conferir rugosidade necessária à aderência do revestimento ao substrato. Selecionar para cada substrato e tipo de RAD o método de tratamento do substrato a ser adotado em função do tempo disponível para a aplicação, das condições locais requeridas, da idade do substrato de concreto, se velho ou novo, e do perfil de rugosidade compatível com a espessura do revestimento.

Recomenda-se aplicar os RAD em concretos novos com idade de cura mínima de sete dias, respeitando as condições de umidade do substrato conforme projeto. Obras especiais e/ou concretos de alto desempenho podem ter o período de cura reduzido conforme especificações em projeto, desde que respeitadas as condições de umidade do substrato e do ambiente.

Recomenda-se adotar, para o preparo das superfícies, métodos mecânicos ao invés de métodos químicos. Limpar o substrato removendo óleos e graxas superficiais. Caso haja impregnações em camadas mais profundas, estas devem ser removidas.

Para a limpeza dos substratos, no caso do concreto novo, proceder a uma verificação cuidadosa da superfície no sentido de detectar a existência de eventuais membranas de cura química ou selantes incompatíveis com o RAD, removendo-as, caso existam. Aplicar superficialmente o concreto, removendo-as, caso existam. Remover a nata de cimento e eventual excesso de argamassa superficial, inclusive de exsudação do concreto.

Em concreto velho, no caso de as superfícies se apresentarem muito lisas devido ao desgaste ao longo do tempo ou até mesmo apresentarem qualquer elemento que venha a se interpor entre o RAD e o concreto, recomenda-se a lavagem com uma solução apropriada, ou proceder ao desbaste mecânico da camada contaminada. Para o aço-carbono, remover totalmente escamas de óxido, restos de pintura, etc., através de um jateamento abrasivo com jato de areia, de forma a se obter a condição de metal branco ou quase branco, conforme grau Sa 3 a Sa 2 1/2 da SIS 05 59 00.

Imediatamente aplicar o primer conforme especificações do fabricante. Caso necessário, em regiões onde haja irregularidades acentuadas, rebarbas ou produtos de corrosão fortemente aderidos, pode ser utilizado um esmeril ou disco de desbaste acoplado a uma lixadeira para a remoção destes.

Para áreas restritas e de difícil acesso, recomenda-se o preparo com pistola de agulha. Onde houver soldas, estas devem ser contínuas, penetrantes, livres de bolhas de ar, porosidades ou falhas, e esmerilhadas do lado a ser revestido; os cantos devem ser arredondados com solda ou por esmerilhamento das bordas. Em seguida, deve ser efetuada limpeza com solvente volátil (acetona) e estopa.

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Hayrton Rodrigues do Prado Filho

hayrton@hayrtonprado.jor.br



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