Os ensaios em laminados decorativos

Os laminados mais usados estão descritos a seguir. Os laminados plásticos (polipropileno, PVC, poliéster) que são as resinas plásticas, fabricadas pelo processo de extrusão plana, podendo ser em forma de chapas ou bobinas. O laminado finish foil (FF) que é um papel decorativo envernizado aplicado aos painéis através de um processo de colagem e prensagem, sob ação de calor e pressão. Os laminados melamínicos de baixa pressão (BP) são o papel decorativo impregnado com resina sintética, aplicado aos painéis através de um processo de prensagem, sob a ação de calor e pressão. Os laminados melamínicos de alta pressão (AP) são um conjunto de papéis Kraft impregnados com resina fenólica, cuja superfície é composta por papel decorativo impregnado com resinas melamínicas, podendo ser em um ou dois lados, e prensados sob condições de alta temperatura e pressão.

laminados2Da Redação –

A maioria dos móveis de madeira é revestida por lâminas e a qualidade delas é importante para a durabilidade e beleza da peça. Essa espécie de laminação se divide em amadeirado, lâmina natural e laminado decorativo, revestimentos com espessura e aplicação que variam de acordo com o fornecedor.

Quanto à madeira, o substrato empregado na fabricação de móveis pode ser apresentado sob as seguintes formas: maciço, lâmina, compensado, chapa de fibra (chapa dura, MDF, HDF), aglomerado e OSB. O amadeirado é também conhecido no mercado como baixa pressão, é um lâmina sintética cujo desenho se aproxima da madeira natural, podendo ainda ser unicolor. Combina bem com móveis de linhas retas, possui ótimo padrão de cores, não tendo nenhuma variação de tonalidade.

A lâmina natural é um dos produtos que mais valoriza o móvel, em função do desenho diferenciado de cada madeira extraída da floresta, mesmo que seja da mesma espécie de árvore. O mobiliário feito com lâmina natural sempre carrega as diferenças de cores da própria madeira e, com a incidência de luz solar, tende a escurecer ao passar do tempo.

A lâmina sintética em alta pressão é um dos revestimentos mais resistentes para ser utilizado nos móveis. Há décadas o laminado decorativo está em linha, sobretudo em cozinhas e mobiliário corporativo, dada sua resistência a riscos e impactos.

A NBR 15761 de 09/2009 – Móveis de madeira – Requisitos e métodos de ensaios para laminados decorativos estabelece os requisitos e métodos de ensaio para laminados decorativos contra os efeitos provocados por agentes que possam causar dano a estes laminados. Aplica-se a: laminados plásticos (polipropileno, PVC, poliéster, etc.); laminado finish foil (exceto o pós-impregnado); laminados de baixa pressão; e laminados de alta pressão.

Não abrange tintas, vernizes e ceras aplicadas diretamente sobre o substrato e fitas de borda. É de responsabilidade do usuário desta norma estabelecer práticas apropriadas de segurança e salubridade, e determinar a aplicabilidade de limitações que regulamentem seu uso. Em todos os produtos desta norma devem ser aplicados os ensaios constantes na tabela abaixo, denominada aplicação dos ensaios. Os ensaios a serem realizados estão descritos em anexos conforme tabela abaixo, denominada localização dos ensaios.

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O número de corpos-de-prova necessários para os ensaios requeridos deve ser retirado aleatoriamente do produto revestido a ser analisado. As dimensões dos corpos de prova devem atender às recomendações dos ensaios requeridos. Os ensaios devem ser realizados sobre o painel revestido e não sobre painel estruturado final.

A menos que especificado o contrário, antes de iniciar os ensaios, os corpos de prova devem ser condicionados por 24 h nas condições de (23 ± 2) °C e (50 ± 2) % de umidade relativa do ar e as mesmas condições devem ser mantidas durante a realização dos ensaios. A avaliação visual após os ensaios deve ser realizada em uma cabine que possua três iluminantes: TL-84, D-50 e D-65.

A cabine deve ter um revestimento interno em cor cinza munsell N7. Deve-se examinar cuidadosamente cada área ensaiada para detectar danos como, por exemplo, descoloração, mudança de brilho e cor, formação de bolhas e outros defeitos, e comparar a área ensaiada com a superfície não ensaiada usada como referência.

O relatório de ensaio deve conter no mínimo as seguintes informações: identificação da amostra ensaiada; referência a esta norma; temperatura e umidade relativa do ambiente de ensaio; caso ocorra desvio em relação a esta norma, este deve ser registrado; resultados do ensaio de acordo com esta norma; data da realização do ensaio; e nome e endereço do responsável pelo ensaio.

Por exemplo, a determinação da resistência ao impacto é um método para medir a resistência à trinca oferecida por laminados decorativos aplicados em painéis, ao choque de uma esfera metálica maciça em queda livre na sua superfície. A aparelhagem deve incluir: um aparelho de ensaio de queda livre; um projétil de impacto consistindo em uma esfera de aço inoxidável polida pesando (224 ± 3) g, com (38,1 ± 0,2) mm de diâmetro e não tendo superfície danificada ou achatada; base plana e indeformável (por exemplo, chapa de aço, piso de cimento); e folha de papel-carbono.

Como procedimento de ensaio, deve-se examinar cuidadosamente a superfície dos corpos de prova, para verificar a integridade do laminado. Colocar o corpo-de-prova embaixo do aparelho e sobre a base plana. Delimitar uma área central de impacto distante 15 mm das bordas do corpo de prova.

Sobre o corpo de prova colocar uma folha de papel-carbono com a parte de transferência voltada para baixo. Ajustar a altura de queda da esfera para a metade da escala do aparelho. Liberar a esfera, provocando sua queda livre.

O percurso de queda do projétil de impacto deve ser precisamente perpendicular à superfície do corpo de prova. Apanhar a esfera após o primeiro impacto, de maneira que não ocorram impactos múltiplos.

Limpar a superfície, examinar o local de impacto conforme Seção 5 e registrar o resultado. Aumentar ou reduzir a altura da queda, em função do resultado obtido, até que se descubra a máxima altura onde não se observem danos, trincas ou remoção.

Determinada essa altura, deixar a esfera cair mais duas vezes em locais diferentes do corpo-de-prova. Se ocorrerem danos, trincas ou remoção, reduzir a altura até que se obtenham três resultados consecutivos sem ocorrência de danos, trincas ou remoção

O resultado deve ser expresso em milímetros (número inteiro) e indicar a altura máxima de resistência ao impacto para a qual não ocorram danos, trincas ou remoção.

Já a determinação de resistência do filme ao choque térmico é um método para verificar a resistência a trincas do laminado, que consiste no processo de aquecimento e resfriamento da chapa para avaliação da superfície revestida. A aparelhagem a ser usada inclui uma estufa com circulação e renovação de ar.

Para a preparação dos corpos de prova, seguir as orientações da Seção 4. Os corpos de prova não devem apresentar serrilhamento ou qualquer irregularidade nas bordas e arestas. Caso ocorra, proceder ao lixamento para eliminar.

Para o procedimento de ensaio, colocar as amostras na estufa a (70 ± 3) °C durante (23 ± 1) h. Retirar da estufa, climatizá-la à temperatura ambiente por (23 ± 1) h. A amostra é avaliada visualmente conforme Seção 5, observando-se a ocorrência de pequenas trincas na superfície revestida.



Categorias:Metrologia, Normalização

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