Os ensaios em caixa de descarga para limpeza de bacias sanitárias

Normalmente, a caixa de descarga é colocada à montante para gerar a quantidade de água necessária e suficiente para produzir um funcionamento adequado que significa limpar a superfície da bacia, remover os dejetos líquidos e sólidos do poço e transportar esses dejetos a uma distância considerada adequada. O aparelho de descarga normalmente utilizado é uma caixa ou uma válvula de descarga. Existem modelos de bacias em que a caixa de descarga é fornecida junto pelo próprio fabricante. Os corpos das caixas de descarga convencionais podem ser fabricados em qualquer material, inclusive material cerâmico. No passado, eram fabricados de ferro fundido e de cimento-amianto, mas atualmente são largamente fabricados em material plástico, principalmente polietileno.

caixa2Da Redação –

Atualmente, a caixa de descarga com descarga dual oferece ao usuário a possibilidade de escolha entre dois volumes de descarga, um maior, igual ao volume útil da caixa, e outro menor, igual à metade desse volume, utilizado, por exemplo, no caso da bacia sanitária ter uma quantidade menor de dejetos líquidos e sólidos. A caixa de descarga de volume de descarga indefinido oferece a possibilidade do volume de descarga ser ajustado à vontade pelo usuário, para o valor que desejar, numa variação contínua de possibilidades.

A NBR 15491 de 11/2010 – Caixa de descarga para limpeza de bacias sanitárias – Requisitos e métodos de ensaio estabelece as condições a que devem atender as caixas de descarga destinadas a limpeza de bacias sanitárias fabricadas de material cerâmico. As caixas de descarga (todos os tipos) são classificadas pela posição da sua instalação em relação à bacia sanitária em: acopladas; integradas; convencionais: elevada, externa à parede; média altura; externa à parede; média altura, embutida na parede; baixa, externa à parede.

As caixas de descarga convencionais são classificadas pela forma como se processa a descarga do volume útil em: ciclo fixo; ciclo seletivo. As caixas de descarga convencionais são classificadas em função da energia da descarga em: caixa de alta energia; caixa de baixa energia; caixa de descarga universal. As caixas de descarga de qualquer tipo são projetadas para serem utilizadas com pressão estática máxima de alimentação de água igual a 400 kPa, conforme estabelecido na NBR 5626.

Pode-se dizer que uma caixa de descarga convencional de alta energia é comercializada como peça independente da bacia sanitária e apresenta vazão de regime maior ou igual a 1,20 L/s e menor ou igual a 1,50 L/s. A caixa de descarga convencional universal é comercializada como peça independente da bacia sanitária, que apresenta possibilidade de regular a vazão de regime para a faixa estabelecida para as caixas de descarga de baixa energia (0,7 L/s a 1,1 L/s) e para a faixa estabelecida para as caixas de descarga de alta energia (1,20 L/s a 1,50 L/s).

O fabricante deve fornecer, junto com a caixa de descarga, instruções, por escrito, sobre o modo correto de instalar a caixa e como proceder às regulagens necessárias, particularmente aquela que permite o ajuste do nível operacional e do repositor do fecho hídrico, para alta ou baixa pressão. As caixas de descarga, de todos os tipos, devem apresentar volume útil igual a 6,8 L, com tolerância de ± 0,30 L, quando ensaiada conforme o procedimento estabelecido no anexo A.

As caixas acopladas e integradas (avaliadas conjuntamente com as bacias sanitárias) são ensaiadas de acordo com as instruções do fabricante e, nestes casos específicos, o volume útil pode estar compreendido entre 5,8 L e 7,1 L. As caixas convencionais de ciclo seletivo podem apresentar um volume residual de descarga de no máximo 500 ml. Nestes casos específicos, o volume total descarregado deve estar compreendido entre 6,5 L e 7,6 L.

Este requisito não se aplica às caixas de descarga acopladas e integradas. Nenhum material constituinte da caixa de descarga deve facilitar o desenvolvimento -de bactérias ou de qualquer atividade biológica capaz de causar risco à saúde. Os materiais e peças que constituem a caixa de descarga devem ser resistentes à corrosão. No caso de utilização de vários metais, deve-se cuidar para não ocorrer a corrosão eletrolítica.

O corpo e a tampa das caixas de descarga fabricadas em material cerâmico devem obedecer à NBR 15097. O corpo e a tampa das caixas de descarga devem ser construídos de forma a obedecer às condições impostas pelos ensaios de resistência à carga estática. As caixas de descarga devem permitir a manutenção de seus componentes.

No caso das caixas de descarga embutidas na parede, a manutenção deve ser possível sem que haja a necessidade de sua remoção do local de instalação, com exceção do mecanismo de descarga das bacias com caixa acoplada por estar conectado ao tubo de descarga ou à bacia sanitária. A caixa de descarga deve ter uma tampa removível, protegida contra deslocamentos acidentais (escorregamento).

A conexão da caixa de descarga com o tubo de descarga ou com o corpo da bacia, no caso das caixas acopladas, deve ser estanque à água quando do seu funcionamento. O fabricante deve fornecer, junto com a caixa de descarga, instruções, por escrito, sobre o modo correto de instalar a caixa e como proceder às regulagens necessárias, particularmente aquela que permite o ajuste do nível operacional.

Deve-se informar, também, sobre a limitação da pressão no ponto de utilização da instalação hidráulica predial (400 kPa). No caso de caixa de descarga convencional, as instruções devem informar sobre a forma de fazer a instalação correta, alertando sobre a necessidade ou não de entrar ar pelo local onde a saída da caixa é ligada ao tubo, prejudicando ou não o bom funcionamento do produto.

A unidade de compra é a caixa de descarga, inclusos corpo, tampa, mecanismo de descarga, mecanismo de acionamento e torneira de boia. O tubo de descarga da caixa de descarga convencional deve ser fornecido nos casos em que a caixa de descarga é de baixa, ou média altura de instalação.

Para os ensaios de volume útil, as caixas de descarga, de todos os tipos, devem apresentar volume útil igual a 6,8 L, com tolerância de ± 0,30 L, quando ensaiada conforme o procedimento estabelecido no anexo A. As caixas acopladas e integradas (comercializadas conjuntamente com as bacias sanitárias) são testadas de acordo com as instruções do fabricante e, nestes casos específicos, o volume útil pode estar compreendido entre 5,8 L e 7,1 L.

As caixas convencionais de ciclo seletivo podem apresentar um volume residual de descarga de no máximo 500 ml. Este requisito não se aplica às caixas de descarga acopladas e integradas. As caixas de descarga convencionais podem possibilitar uma regulagem para o volume de 9,0 L, para quando forem utilizadas para reposição, em instalações que ainda possuam bacias sanitárias sem a marcação de 6 LPF (litros por fluxo).

As caixas de descarga convencionais de alta e baixa energia devem dispor de sistema de reposição do fecho hídrico que apresente volume de reposição de 650 ml, com tolerância de – 50 ml e + 80 ml, quando ensaiadas conforme procedimento estabelecido no anexo 8. Esse requisito não se aplica às caixas de descarga acopladas e integradas.

A vazão de regime da caixa de descarga convencional de baixa energia deve apresentar valor médio entre 0,70 L/s e 1,10 L/s, quando ensaiada conforme o procedimento estabelecido no anexo C. Na determinação desse número, nenhuma das dez medições feitas deve apresentar valor inferior a 0,65 L/s ou superior a 1,20 L/s.

A vazão de regime da caixa de descarga convencional de alta energia deve apresentar valor médio entre 1 ,25 L/s e 1,55 L/s, quando ensaiada conforme o procedimento estabelecido no anexo C.

Na determinação desse número, nenhuma das dez medições feitas deve apresentar valor inferior a 1 ,20 L/s ou superior a 1,60 L/s. Esse requisito não se aplica às caixas de descarga acopladas e integradas. A caixa de descarga convencional, todos os tipos, deve apresentar uma vazão de reposição do fecho hídrico menor ou igual a 0,025 L/s, quando ensaiada conforme procedimento apresentado no anexo C, independentemente de a reposição ocorrer por tubo específico ou por sistema de descarga controlada.

Esse requisito não se aplica às caixas de descarga acopladas e integradas. O tempo de enchimento é o necessário para abastecer a caixa de descarga até o volume útil menos 200 ml de água, quando ensaiada conforme procedimento estabelecido no anexo D, deve ser menor ou igual a 240 s. a capacidade do extravasar é a distância entre o nível da água no interior da caixa de descarga (de qualquer tipo) e o nível de afogamento do dispositivo antirretorno da torneira de boia ou da extremidade da saída de água dessa torneira (quando não houver tal dispositivo) ou, ainda, de qualquer outro furo existente na caixa de descarga não deve ser menor do que 5 mm.

A verificação desse requisito deve ser feita conforme procedimento estabelecido no anexo E. A torneira de boia da caixa de descarga deve ser estanque, quando submetida à pressão hidrostática de 600 kPa. A verificação do requisito deve ser feita conforme o procedimento estabelecido no anexo F.

A torneira de boia da caixa de descarga deve ser estanque, quando submetida à pressão hidrostática de 16 kPa, no caso de caixa convencional elevada, ou de 24 kPa, nos demais casos. A verificação desse requisito deve ser feita conforme o procedimento estabelecido no anexo F.

A caixa de descarga de qualquer tipo não deve permitir retorno de água do seu interior, através da torneira de boia, no caso de ser submetida a pressão manométrica negativa de meia atmosfera (vácuo parcial) na entrada desta última. A verificação desse requisito deve ser feita conforme procedimento estabelecido no anexo G.

A caixa de descarga de qualquer tipo não deve apresentar vazamento pelo obturador do mecanismo de descarga. Não deve vazar por qualquer parte do corpo ou, no caso de material que absorva água, permitir a formação de gotas por exsudação. A verificação desse requisito deve ser feita conforme procedimento estabelecido no anexo H.

O esforço necessário para acionar a caixa e iniciar a descarga deve ser igual ou inferior a 30 N nos casos em que o esforço é uma força normal ou a 1 N.m nos casos em que o esforço é um torque. A verificação desse requisito deve ser feita conforme procedimento estabelecido no anexo J. O mecanismo de acionamento não deve sofrer fraturas ou deteriorações que impeçam o funcionamento normal da caixa de descarga ou alterem o seu aspecto, quando se aplica, no órgão de acionamento, um esforço igual a 5 vezes o esforço necessário para acionar a caixa, medido em Newton, no caso em que o esforço é uma força normal, ou N.m, no caso em que o esforço é um torque. A verificação desse requisito deve ser feita conforme procedimento estabelecido no anexo K.

A boia oca não deve permitir a penetração de água em seu interior. A verificação desse requisito deve ser feita simulando uma condição de falha do sistema de alimentação da caixa, conforme procedimento estabelecido no anexo L. Esse requisito não se aplica a outros tipos de boia.

A caixa de descarga, após ser submetida a 15.000 ciclos de funcionamento, segundo procedimento estabelecido no anexo M, não deve apresentar quebra ou dano mecânico em qualquer das partes da torneira de boia ou dos mecanismos de acionamento e descarga. A caixa de descarga também deve continuar atendendo aos seguintes requisitos: estanqueidade da torneira de boia; estanqueidade da caixa de descarga; esforço de acionamento.

A caixa de descarga, quando ensaiada conforme anexo N, deve resistir a um esforço de compressão de 100 N, aplicado durante 300 s, através de um disco de 150 mm de diâmetro, na região frontal e central do corpo da caixa, próxima à tampa, que é a região considerada crítica, sem que ocorram fraturas ou deteriorações que impeçam seu funcionamento normal ou alterem seu aspecto exterior em caráter permanente.



Categorias:Metrologia, Normalização

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