A manutenção de elevadores, escadas e esteiras rolantes

O elevador tem um princípio básico de funcionamento que é o mesmo desde que foi inventado há mais de 150 anos: fica ligado a um contrapeso por meio de cabos e polias, movidas por um motor que torna possível o sobe e desce vertical. Já as escadas rolantes são uma das máquinas mais caras e que as pessoas usam regularmente, mas também são uma das mais simples. Confira como deve se a manutenção desses equipamentos.

elevador2Da Redação –

Um elevador é um sistema de transporte vertical projetado para movimentar as pessoas ou bens entre diferentes níveis ou andares. Ele pode ser usado tanto para subir ou descer em um edifício ou uma construção, sendo compatível com as peças mecânicas, elétricas e eletrônicas que trabalham juntas para alcançar um meio seguro de mobilidade.

E, por mais incrível que possa parecer, o princípio básico de funcionamento é o mesmo desde que foi inventado há mais de 150 anos atrás: fica ligado a um contrapeso por meio de cabos e polias, movidas por um motor que torna possível o sobe e desce vertical. Claro que hoje existem modelos mais modernos que contam com vários aditivos, tudo para garantir a segurança e a rapidez no transporte de pessoas: freios de emergência, um computador que calcula o caminho mais lógico a ser percorrido pela cabine e sensores que impedem o fechamento da porta quando há pessoas no caminho.

A cabina é montada sobre uma plataforma, em uma armação de aço constituída por duas longarinas fixadas em cabeçotes (superior e inferior). O conjunto cabina, armação e plataforma denomina-se carro. O contrapeso consiste em uma armação metálica formada por duas longarinas e dois cabeçotes, onde são fixados pesos (intermediários), de tal forma que o conjunto tenha peso total igual ao do carro acrescido de 40 a 50% da capacidade licenciada.

A cabina e o contrapeso deslizam pelas guias (trilhos de aço do tipo T), através de corrediças. As guias são fixadas em suportes de aço, os quais são chumbados em vigas, de concreto ou de aço, na caixa. O carro e o contrapeso são suspensos por cabos de aço ou novos elementos de tração que passam por polias, de tração e de desvio, instaladas na casa de máquinas ou na parte superior da caixa.

O movimento de subida e descida do carro e do contrapeso é proporcionado pela máquina de tração, que imprime à polia a rotação necessária para garantir a velocidade especificada para o elevador. A aceleração e o retardamento ocorrem em função da variação de corrente elétrica no motor.

A parada é possibilitada pela ação de um freio instalado na máquina. Além desse freio normal, o elevador é dotado de um freio de segurança para situações de emergência. O freio de segurança é um dispositivo fixado na armação do carro ou do contrapeso, destinado a pará-los, de maneira progressiva ou instantânea, prendendo-os às guias quando acionado pelo limitador de velocidade. Sua atuação é mecânica.

O limitador de velocidade, por sua vez, é um dispositivo montado no piso da casa de máquinas ou no interior da caixa, constituído basicamente de polia, cabo de aço e interruptor. Quando a velocidade do carro ultrapassa um limite preestabelecido, o limitador aciona mecanicamente o freio de segurança e desliga o motor do elevador.

Há uma sistemática de cálculo que permite avaliar se a quantidade de elevadores e a área das caixas previstas durante o desenvolvimento de um projeto serão satisfatórias para proporcionarem um transporte vertical adequado ao fluxo de pessoas do edifício. É indispensável para a fixação das especificações básicas dos elevadores e de seu número.

Já as escadas rolantes são uma das máquinas mais caras que as pessoas usam regularmente, mas também são uma das mais simples. Em seu nível mais básico, uma escada rolante é apenas uma variação simples de uma correia transportadora. Um par de elos de corrente giratórios puxa uma série de escadas em um ciclo constante, movendo muitas pessoas a uma curta distância a uma boa velocidade.

As primeiras escadas rolantes eram conhecidas por uma variedade de nomes, incluindo escada em movimento, elevador inclinado e escada mágica. Por volta de 1900, Charles Seeberger, que projetou o precursor da escada rolante moderna, surgiu com o nome que finalmente ele ficou conhecido.

O núcleo de uma escada rolante é um par de correntes, em volta de dois pares de engrenagens, um motor elétrico que as movimentam na parte superior e que que giram as alças da corrente. Uma escada rolante típica usa um motor de 100 CV para girar as engrenagens. O motor e o sistema de corrente estão alojados dentro da armação – uma estrutura de metal que se estende entre os dois andares.

Em vez de mover uma superfície plana, como em uma correia transportadora, as alças da corrente movem uma série de etapas. O interessante em uma escada rolante é a maneira como essas etapas se movem. Conforme as correntes se movem, as etapas sempre permanecem niveladas.

Na parte superior e inferior da escada rolante, os degraus colapsam uns nos outros, criando uma plataforma plana. Isso facilita a entrada e saída da escada rolante. Cada degrau da escada rolante tem dois conjuntos de rodas, que rolam ao longo de duas trilhas separadas. O conjunto superior (as rodas próximas ao topo do degrau) fica conectado às correntes giratórias e, portanto, são puxados pela engrenagem de acionamento na parte superior. O outro conjunto de rodas simplesmente desliza ao longo de sua trilha, seguindo atrás do primeiro conjunto.

O sistema de escadas rolantes não é tão bom quanto um elevador para levantar dezenas de pessoas, mas é muito melhor para mover as pessoas a uma curta distância. Isso é devido à alta taxa de carregamento da escada rolante. Uma vez que um elevador esteja cheio, deve-se esperar até que ele alcance o andar e retorne antes que qualquer outra pessoa possa entrar. Em uma escada rolante, assim que se carrega uma pessoa, há espaço para outra.

A esteira rolante para transporte de pessoas foi patenteada em 1871 pelo empresário Alfred Speer. A ideia era a de uma calçada que se movesse. Sua estreia, porém, só aconteceria duas décadas depois.

Também chamadas de calçadas móveis de Speer deslizaram pela primeira vez em 1893, na Feira Universal de Chicago. Elas eram operadas pela empresa Columbian Movable Company. Sua capacidade total de carga era de até 31.680 pessoas por hora. Contudo, um incêndio a destruiu no ano seguinte.

Com o aumento do tráfego de pessoas nos centros urbanos, levou a se reconsiderar a esteira rolante como equipamento auxiliar no transporte de pessoas. Porém, o objetivo agora era auxiliar o tráfego em curtas distâncias. A primeira esteira sob este novo objetivo foi instalada em 1954, na cidade de Jersey, e foi construída pela Goodyear.

A NBR 16083 de 07/2012 – Manutenção de elevadores, escadas rolantes e esteiras rolantes — Requisitos para instruções de manutenção especifica os elementos necessários para a preparação das instruções de operações de manutenção que são fornecidas para as novas instalações de elevadores de passageiros, elevadores de cargas, elevadores de passageiros e cargas, monta-cargas, escadas rolantes e esteiras rolantes. Não se aplica a: instruções para instalação e desmontagem; quaisquer inspeções e ensaios baseados em regulamentos nacionais; instalações já existentes.

Esta norma pode ser aplicada como referência para instalações existentes. Assim, somente a manutenção corretiva e preventiva realizada por pessoa de manutenção competente, em conformidade com as instruções de manutenção, pode garantir o funcionamento pretendido e seguro de uma instalação.

As instalações devem ser mantidas em boas condições de funcionamento, de acordo com as instruções do instalador. Para este efeito, manutenção regular da instalação deve ser realizada, para garantir, em particular, a segurança da instalação. Para a segurança de uma instalação, deve-se levar em conta a habilidade de ser manutenida sem causar ferimentos ou danos à saúde.

A manutenção regular da instalação deve ser realizada para garantir a confiabilidade da instalação. O acesso e o ambiente associado devem ser mantidos em boas condições de funcionamento de acordo com as instruções do instalador. As instruções para manutenção de uma instalação devem ser fornecidas pelo instalador ao proprietário da instalação, após a conclusão da instalação, como resultado de uma avaliação de riscos.

Para que os objetivos das instruções de manutenção sejam alcançados, eles devem ser formulados de forma que possam ser clara e facilmente compreendidos pelos profissionais de manutenção competentes. A competência do profissional de manutenção dentro da empresa de manutenção deve ser atualizada continuamente. A manutenção inclui: lubrificação e limpeza.

Entretanto, as seguintes operações de limpeza podem não ser consideradas como manutenção: limpeza das partes externas da caixa; limpeza das partes externas de escadas rolantes ou esteiras rolantes; limpeza do interior da cabina. As verificações de funcionalidade não devem ser incluídas assim como as operações de resgate de passageiros; operações de configurações e ajustes; reparos ou mudanças de componentes que podem ocorrer devido ao desgaste e que não afetem as características da instalação.

As seguintes operações não são consideradas operações de manutenção: substituição total da instalação; modernização da instalação, incluindo a mudança de qualquer característica da instalação (como velocidade, carga nominal, etc.); operações de resgate realizadas pelo Corpo de Bombeiros; remoção de água, resíduos perigosos e/ou infectantes, objetos no poço; eliminação de vazamentos de água na casa de máquinas; assistência para transporte de materiais (cargas incomuns) em elevadores de passageiros; acompanhamento de terceiros durante a instalação de equipamentos acessórios e serviços não necessários para a operação do elevador.

Qualquer risco deve ser limitado, tanto quanto possível, através de medida de segurança e instruções apropriadas. As instruções nunca poderão substituir uma medida de segurança apropriada que é fornecida para reduzir riscos. É necessário que se determinem os diferentes procedimentos de intervenção das operações de manutenção e as medidas de segurança apropriadas para cada um destes procedimentos.

O uso de sistemas de diagnóstico (por exemplo sistema de monitoramento remoto) pode ajudar a detectar falhas, melhorar a possibilidade de manutenções das instalações e reduzir a exposição da (s) pessoa (s) de manutenção a danos. A segurança das operações de manutenção da instalação é garantida pelo cumprimento das medidas de segurança e instruções fornecidas. As medidas de segurança da instalação e do edifício devem ser fornecidas pelo instalador e pelo proprietário da instalação, respectivamente.

Para qualquer área de trabalho, é necessário identificar a lista de perigos específicos relacionados à saúde e à segurança, bem como realizar a avaliação de riscos para qualquer operação de manutenção, incluindo o acesso à área de trabalho. Com este propósito, o seguinte deve ser levado em consideração: a presença de uma ou mais pessoas de manutenção na área de trabalho; ações previstas de pessoas que não sejam de manutenção (por exemplo: pessoas que liguem ou desliguem os circuitos de energia e circuitos dependentes ou que tentem usar a instalação durante a operação de manutenção, etc.); possíveis estados da instalação (normal ou anormal devido a falhas previstas das partes componentes, distúrbios externos, distúrbios no fornecimento de energia etc.).

O Anexo B fornece uma lista com exemplos de elementos a serem levados em consideração em qualquer avaliação de riscos para operações de manutenção. Entretanto, uma série de métodos está disponível para a avaliação sistemática de riscos. Um exemplo é dado na EN ISO 14121-1:2007, Anexo B.

Caso a avaliação de riscos da empresa de manutenção indique que avisos específicos são necessários para a manutenção, estes devem ser afixados diretamente na instalação ou componente da instalação ou, quando não for possível, nas proximidades. Marcações, sinais, pictogramas e avisos escritos devem ser fáceis de entender e sem ambiguidades.

Deve-se dar preferência aos sinais e pictogramas fáceis de entender em vez de avisos escritos. Sinais ou avisos escritos contendo apenas a palavra “PERIGO” não podem ser utilizados. As informações fixadas diretamente na instalação ou nos componentes da instalação devem ser permanentes e legíveis.

Quaisquer marcações, sinais, pictogramas e avisos escritos fixados na instalação devem ser renovados quando ficarem ilegíveis. Avisos escritos devem estar na língua oficial do país onde a instalação se encontra.

O manual com instruções de manutenção para qualquer instalação deve conter na página de rosto no mínimo o seguinte: tipo de instalação e o número de identificação do equipamento para o qual as instruções se aplicam; título do manual; data de emissão; nome e endereço do responsável pela instalação e fabricante; nome de quem o publicou, quando diferente do responsável pela instalação ou fabricante.

No manual: todas as unidades devem estar em conformidade com o sistema internacional de unidades (SI); todas as páginas devem estar sequencialmente numeradas para que se identifiquem páginas que possam estar faltando; todas as referências a outros documentos devem ser completas. Avisos devem estabelecer o perigo, os riscos relacionados e as medidas de segurança apropriadas.

O tipo e o tamanho dos caracteres devem assegurar a melhor legibilidade possível. Avisos de segurança e/ou precauções devem ser enfatizados pelo uso de cores e/ou impressões maiores. Quando possível, os sinais devem cumprir o descrito na ISO 3864.

As instruções de manutenção devem ser dadas na língua oficial do país onde a instalação está localizada. Se mais de uma língua for utilizada, cada língua deve estar claramente distinta da outra e devem ser feitos esforços para manter o texto traduzido e a ilustração pertinente juntas. Documentos que deem instruções para a manutenção devem ser produzidos de forma durável (devem permanecer em boas condições mesmo com o manuseio frequente) ou cópias triplicadas devem ser providenciadas.

Uma norma importante é a NBR 5665 (NB596) de 04/1983 – Cálculo do tráfego nos elevadores que fixa as condições mínimas exigíveis para o cálculo de tráfego das instalações de elevadores de passageiros em edifícios, para assegurar condições satisfatórias de uso. Aplica-se a todos os elevadores destinados ao transporte da população dos edifícios. Para o cálculo de tráfego, a população deve ser consignada no projeto e estipulada em comum acordo entre o proprietário e o autor do projeto em função do espaço útil projetado do edifício atendendo os valores mínimos prescritos nessa norma.

O tráfego deve ser calculado em função da população estipulada e atendendo aos percentuais das áreas de ocupação prescritos, objetivando o transporte de pessoas em edifícios destinados a: escritórios; apartamentos: hotéis; restaurantes; hospitais; escolas; edifícios-garagem com rampas, sem manobrista; e lojas ou centros comerciais. O cálculo de tráfego deve ser condensado em formulário próprio conforme modelo do Anexo A.

Quanto à lotação das cabinas, quando for projetada uma instalação que satisfaça às condições de capacidade e de intervalo de tráfego, pode ser ampliada, mesmo que esta modificação altere o cálculo do intervalo de tráfego, desde que atenda a relação entre a lotação e a área útil, conforme a Tabela 1 (disponível na norma).

A população de um edifício deve ser calculada baseada nas relações: escritório de uma única entidade: 1 pessoa por 7 m² de sala; escritório em geral e consultórios: 1 pessoa por 7 m² de sala; apartamentos: 2 pessoas por 1 dormitório; 4 pessoas por 2 dormitórios; 5 pessoas por 3 dormitórios; 6 pessoas por 4 dormitórios ou mais; 1 pessoa por dormitório de serviçal; hotéis: 2 pessoas por dormitório; hospitais: 2,5 pessoas por leito; restaurantes: 1 pessoa por 1,5 m² de salão de refeição; escolas: salas de aula= 1 pessoa por 2m²; salas de administração = 1 pessoa por 7 m²; edifícios-garagem com rampas, sem manobrista: 1,4 pessoas por vaga; lojas e centros comerciais: 1 pessoa por 4 m² de loja.

Em qualquer tipo de edifício podem ser descontados 50% da população do pavimento imediatamente acima e/ou do pavimento imediatamente abaixo do pavimento de acesso, desde que estes pavimentos estejam situados a uma distância máxima de 5 m em relação ao pavimento de acesso. Nos edifícios escolares podem ser descontados 30% da população dos pavimentos acima e/ou imediatamente abaixo do pavimento de acesso, contidos dentro de uma distância máxima de 12 m em relação ao pavimento de acesso.

Nos edifícios de escritório, para efeito de cálculo da população, devem ser incluídas áreas de todos os compartimentos, independentemente de suas denominações, excluindo apenas aquelas que pela sua própria natureza não ofereçam quaisquer possibilidades de utilização como local de trabalho, ou que no interior destes compartimentos não se inscreva um círculo de 1,30 m de diâmetro. Para os compartimentos com área até 7,00 m², deve ser considerada uma pessoa; para os compartimentos com área maior que 7,00 m² e menores que 14,00 m² devem ser consideradas duas pessoas.

Em edifícios de escritórios pode ser reduzida em 15% a área de salas corridas que ocupam todo o pavimento, ou salas com área igual ou superior a 200 m². Em qualquer tipo de edifício pode deixar de ser computada a população dos pavimentos servidos por escadas rolantes, desde que estas tenham ligação ao pavimento de acesso e capacidade para transportar essa população. Em qualquer tipo de edifício, as áreas de pavimentos utilizadas como restaurantes de utilização exclusiva, depósitos, garagens, mesmo quando servidas por elevadores, não deverão ser computadas para o cálculo da população.

Considerando-se o tráfego predominante de subida, os elevadores devem ser capazes de transportar em 5 min as seguintes porcentagens mínimas da população de um edifício: escritórios de uma única entidade: 15%; escritórios em geral e consultórios: 12%; apartamentos: 10%; hotéis: 10%; restaurantes: 6%; hospitais: quando houver tubos de queda, para roupa e lixo e monta carga para o serviço de nutrição: 8%; quando não houver essas condições: 12%; escolas: 20%; edifícios-garagem com rampa sem manobrista: 10%; e lojas e centros comerciais: 10%.

Enfim, para edifícios de médio e grande porte recomenda-se uma análise detalhada do projeto e orientações do fabricante que permitam alcançar a melhor performance de tráfego para o edifício. Vários municípios exigem a apresentação do cálculo de tráfego que demonstre estarem os elevadores atendendo aos preceitos mínimos exigidos pela norma, para que seja aprovado o projeto do edifício.

Posteriormente, para a expedição dos alvarás de instalação e funcionamento dos elevadores, esses municípios exigem que o cálculo de tráfego seja novamente apresentado, este feito pela empresa fabricante dos equipamentos. Recomenda-se que seja feito o cálculo de tráfego, pois esse é um instrumento de grande valia na fixação da solução mais adequada e mais econômica para o uso dos elevadores.

Para que se possa efetuar o cálculo, as seguintes variáveis deverão ser conhecidas: população do prédio, número de paradas dos elevadores, percurso dos elevadores, tipos de portas dos elevadores, capacidade das cabinas, velocidade dos elevadores e quantidade de elevadores. Para efeito do cálculo de tráfego, os elevadores com comando em grupo devem ter: as mesmas paradas; as entradas no mesmo hall; somente um pavimento principal de acesso definido em projeto; e a mesma destinação de uso.



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