A Qualidade das fitas isolantes

Esse é um produto de uso comum que, além da tradicional utilização para proteção de fios e cabos de energia elétrica, admite muitas outras funções em várias situações distintas, até como fantasia de carnaval. Usada para proporcionar uma maior segurança nas instalações elétricas, as fitas isolantes, mesmo as fabricadas com qualidade, não garantem completamente a segurança do consumidor, pois para além do atendimento às normas, o uso correto do produto e o cuidado com outros fatores na hora de fazer a instalação elétrica são fundamentais para evitar acidentes elétricos.

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Da Redação –

Segundo alguns especialistas, há muitas situações de risco que merecem cuidados, pois, por falta de atenção ou desinformação, muitas pessoas têm sido vítimas de acidentes com eletricidade, algumas vezes fatais, pelo simples fato de tocarem ou se aproximarem demais dos fios elétricos. Para usar corretamente as fitas isolantes evite ligações improvisadas ou gambiarras; para evitar choques, coloque fita isolante nos fios desencapados ou emendas; mantenha a fiação longe do contato com a água; a amarração dos fios não deve ser feita nas ferragens ou partes metálicas; evite deixar os fios elétricos espalhados pelo chão e sem proteção.

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Igualmente, antes de qualquer conserto nas instalações elétricas internas, desligue a chave geral (disjuntor), ao ligar aparelhos nas tomadas, verifique antes se o botão está desligado e se a voltagem (127 ou 220 V) é igual à indicada para o equipamento, ao desligar os aparelhos das tomadas, verifique antes se o botão ou chave estão desligados e depois puxe firme pelo plugue (e não pelo fio), coloque protetores nas tomadas ao alcance de crianças para evitar acidentes.

Além disso, tenha cuidado para não esquecer o ferro elétrico ligado. Isto pode provocar acidentes graves e até incêndios, além de desperdiçar energia. Também, desligue e retire o plugue da tomada quando for limpar os aparelhos eletrodomésticos, para evitar choques, coloque fita isolante nos fios desencapados ou nas emendas, mantenha os fios e plugues dos aparelhos sempre em perfeitas condições de uso para evitar curtos-circuitos.

Não encoste fios e plugues em superfícies quentes. Por fim, as tomadas ou interruptores com partes derretidas ou queimadas devem ser substituídos, evite sobrecarregar a mesma tomada com vários aparelhos usando benjamim ou extensões improvisadas. Não use bocais de lâmpadas como tomadas e não faça consertos nas instalações elétricas internas se não entender bem do assunto.

A fita isolante elétrica é produzida com base em materiais não condutores da eletricidade e, por esse motivo, tem uma elevada utilidade no que respeita ao isolamento de fios elétricos e não-elétricos, servindo também para segurar cabos de iluminação. Com respeito aos seus elementos constituintes, é geralmente feita de plástico, sendo que o vinil é o material mais frequentemente escolhido por conta da sua propriedade elástica e elevada durabilidade.

Devido às suas propriedades, admite múltiplas finalidades, sendo por isso usada não só por eletricistas mas também por profissionais de outras áreas, nomeadamente músicos e atletas. Com relação ao seu uso nas instalações elétricas, é normalmente utilizada na cor preta por conta da sua resistência ultravioleta.

Contudo, os profissionais da área da eletricidade recorrem a fitas isolantes de cores distintas para diferenciarem os níveis de tensão e fases de cada fio. Em comum, as fitas isolantes têm o fato de serem produzidas com vista à proteção contra incêndios em caso de superaquecimento e, por essa razão, são recursos seguros para utilizar quando os fios elétricos se encontram expostos sem o respectivo invólucro de proteção.

A aplicação da fita isolante elétrica é fácil, rápida e econômica, mas só deve ser realizada em instalações elétricas por profissionais com experiência nessa atividade. Por norma, a fita é colocada nos fios que se encontram expostos, sendo envolvida em torno do fio por meio de uma ligeira pressão para que se mantenha no arame – isto é, com o objetivo de manter os fios isolados e seguros ao toque, além de garantir a impermeabilidade da superfície.

É importante que a fita seja protegida com algum tipo de revestimento para que não haja lugar à formação de umidade, sendo necessária alguma precaução para que não fique muito apertada (sob pena de estiramento excessivo e desprendimento). Com relação à sua remoção, a fita isolante elétrica pode ser facilmente retirada sem que sejam deixados resíduos de cola adesiva sobre a fiação.

Independente dos ensaios de qualidade a que são submetidas durante o seu processo de fabricação, as fitas isolantes elétricas não garantem, por si só, a segurança do seu utilizador na hora de serem usadas sobre fiações elétricas. Nesse sentido, é necessário observar alguns cuidados para evitar acidentes e preservar a integridade física do seu utilizador: evitar ligações improvisadas, as denominadas gambiarras; manter os fios longe do contato com água ou qualquer solução aquosa; não realizar amarração da fiação sobre partes metálicas ou ferragens; evitar, tanto quanto seja possível, deixar a fiação elétrica bagunçada pelo chão sem qualquer tipo de proteção.

A NBR NM 60454-1 de 01/2007 – Fitas adesivas sensíveis à pressão para fins elétricos – Parte 1: Requisitos gerais (IEC 60454-1:1992, MOD) trata dos requisitos gerais das fitas adesivas sensíveis à pressão para fins elétricos. As fitas adesivas sensíveis à pressão representam uma categoria de fitas revestidas em uma ou em duas faces com adesivo sensível à pressão que é colante de maneira permanente à temperatura ambiente. Elas não requerem ativação por água, solvente ou calor para aderir por contato sobre uma variedade de superfícies, por leve pressão.

Elas devem ser classificadas conforme: a forma e a natureza do dorso; o índice de temperatura da fita adesiva sensível à pressão; o tipo de adesivo; o acréscimo de “2” no fim da designação significa que a fita é adesiva nas duas faces. Os tipos particulares de fitas podem ser designados pela utilização dos códigos de letras da tabela abaixo para a forma e a natureza do dorso, acompanhadas das siglas do índice de temperatura e dos códigos de letras para o adesivo.

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O índice de temperatura da fita utilizada na classificação deve ter o valor indicado na folha correspondente da Parte 3 dessa norma. Mesmo que se possam dar indicações sobre o comportamento do material submetido ao envelhecimento térmico, convém não confundir o índice de temperatura com a temperatura máxima de serviço admissível para este material em um sistema de isolação. A designação do adesivo é dada na tabela abaixo.

As fitas podem ser transparentes, translúcidas ou opacas, e ser fornecidas coloridas ou não. Para a ausência de defeitos, cada rolo deve estar suficientemente livre de deformações e afunilamento. A transferência de adesivo no dorso, rasgo e desfiamento, no desenrolamento da fita, devem ser desprezíveis.

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Os diâmetros internos preferenciais das arruelas sobre os quais a fita é enrolada são de aproximadamente 26 mm e 76 mm. Também é adotado o diâmetro de 38 mm. As larguras preferenciais da fita são de 6 mm, 9 mm, 12 mm, 15 mm, 19 mm, 22 mm, 25 mm, 30 mm, 38 mm ou 50 mm. Outras larguras podem ser utilizadas conforme acordo entre o comprador e fornecedor.

Para a largura, a tolerância é de ± 1 mm para fitas com largura de até 19 mm inclusive e ± 1,5 mm para as larguras superiores. Se necessário, tolerâncias mais restritivas que as indicadas podem ser definidas nas folhas de especificações particulares. Os comprimentos preferenciais da fita em rolo são de 5 m, 10 m, 16 m, 20 m, 25 m, 33 m, 50 m, 55 m, 66 m e 82 m. O comprimento real não deve ser inferior ao comprimento declarado. Outros comprimentos podem ser utilizados conforme acordo entre o comprador e o fornecedor.

As espessuras são indicadas nas folhas de especificações particulares. Quando corretamente estocada em sua embalagem de origem, a uma temperatura entre 10°C e 30°C, e umidade relativa entre 40% e 75%, a fita deve respeitar os requisitos da presente norma durante um período especificado na folha correspondente da parte 3 ou até a data de validade indicada pelo fornecedor.

Cada rolo deve ser embalado da maneira que segue: suficientemente protegidos de umidade, de poeira e de luz solar; podem facilmente ser separados; suficientemente protegidos contra danos em condições normais de transporte. Cada rolo deve ter a identificação do fabricante ou do fornecedor claramente marcada na arruela e/ou na etiqueta do rolo.

Cada embalagem de despacho deve ter as informações seguintes, clara e indelevelmente marcadas: o número da presente norma; a designação da fita, conforme a seção 4; a aparência da fita, conforme a seção 5; a largura nominal da fita; o comprimento nominal da fita por rolo; a espessura nominal da fita; a quantidade de rolos na embalagem de despacho; a marcação “este lado para cima” ou outra marcação similar, para garantir que os rolos estejam apropriadamente dispostos em estoque.

A NBR NM 60454-2 de 01/2007 – Fitas adesivas sensíveis à pressão para fins elétricos – Parte 2: Métodos de ensaio (IEC 60454-2:1992, MOD) especifica métodos de ensaio para fitas adesivas sensíveis à pressão para fins elétricos. Salvo especificação contrária, os rolos devem ser condicionados no mínimo 24 h a 23°C ± 2°C e 50% ± 5% de umidade relativa e todo procedimento de ensaio deve ser feito nestas condições. Remover e descartar as três camadas externas antes de retirar qualquer corpo de prova do rolo condicionado.

A preparação dos corpos de prova deve ser realizada com cuidado num ambiente limpo. Os detalhes de preparação do corpo de prova serão incluídos nos métodos de ensaio correspondentes. Outros condicionamentos dos corpos de prova podem ser requeridos. Para a determinação da espessura, usa-se um micrômetro de pressão tendo duas superfícies circulares e centradas sobre um mesmo eixo vertical, planas com uma precisão de 0,001 mm e paralelas com uma precisão de 0,003 mm.

A superfície superior deve ter um diâmetro de 6 mm a 8 mm e a inferior deve ser maior. A superfície superior deve se deslocar sobre um eixo perpendicular às duas superfícies. A escala do indicador deve ser graduada de modo a permitir uma leitura direta com precisão de 0,002 mm.

O corpo do micrômetro deve ter uma resistência tal que uma carga de 15 N, aplicada ao alojamento do indicador, sem contato com nenhum dos pratos, produza uma deflexão no corpo não superior a 0,002 mm (indicação lida no corpo). A pressão exercida sobre o corpo de prova deve ser de 50 kPa ± 5 kPa. A precisão do micrômetro deverá ser verificada periodicamente por meio de um jogo de calibradores feitos em aço.

Os erros de medição do micrômetro não devem exceder 0,005 mm. Retirar cinco corpos de prova de 75 mm de comprimento cortados com intervalos não inferiores a 300 mm. Deixar em repouso por no mínimo 5 min. Colocar o corpo de prova entre as superfícies do micrômetro, com o adesivo voltado para a parte fixa.

Evitar a presença de bolhas de ar. Abaixar lentamente a parte móvel sobre a superfície da fita e efetuar a leitura do indicador em até 2 s. A leitura é feita com aproximação de 0,002 mm. Registrar, em milímetros, o valor central bem como os valores máximos e mínimos das cinco medidas de espessura efetuadas.

Outros ensaios disponíveis na norma incluem: determinação da largura, determinação do comprimento do rolo, propriedades relacionadas à corrosão, resistência à tração e alongamento na ruptura, propriedades em baixas temperaturas, resistência a penetração em temperaturas elevadas, adesão, adesão ao dorso a baixas temperaturas, adesão ao dorso por cisalhamento após imersão em líquido, propriedades de cura das fitas adesivas termoendurecíveis, ensaio de desenrolamento, permeabilidade ao vapor de água, rigidez dielétrica, rigidez dielétrica após condicionamento em meio úmido, resistência à propagação da chama, teste de chama e resistência térmica.

A NBR NM 60454-3-1 de 01/2007 – Fitas adesivas sensíveis à pressão para fins elétricos – Parte 3: Especificações para materiais individuais – Folha 1: Filmes de PVC com adesivos sensíveis à pressão (IEC 60454-3-1:1998, MOD) contém os requisitos para fitas de filme de PVC com adesivos sensíveis à pressão. Os materiais em conformidade com estas especificações atendem os níveis de desempenho estabelecidos. Entretanto, a seleção de um material pelo usuário, para uma determinada aplicação, deverá estar baseada nos requisitos realmente necessários, visando obter um desempenho adequado para essa aplicação, não se baseando apenas nesta especificação.

Os produtos fornecidos de acordo com esta especificação devem ser classificados da seguinte forma: Tipo 1: Produtos com índice térmico 60 e temperatura nominal mínima 0°C; Tipo 2: Produtos com índice térmico 60 e temperatura nominal mínima -10°C; Tipo 3: Produtos com índice térmico 60 e temperatura nominal mínima -18°C; Tipo 4: Produtos com índice térmico 60 e temperatura nominal mínima -33°C; Tipo 5: Produtos com índice térmico 90 e temperatura nominal mínima 0°C; Tipo 6: Produtos com índice térmico 90 e temperatura nominal mínima -10°C; Tipo 7: Produtos com índice térmico 90 e temperatura nominal mínima -18°C; Tipo 8: Produtos com índice térmico 90 e temperatura nominal mínima -33°C; Tipo 9: Produtos com índice térmico 105 e temperatura nominal mínima 0°C; Tipo 10: Produtos com índice térmico 105 e temperatura nominal mínima -10°C; Tipo 11: Produtos com índice térmico 105 e temperatura nominal mínima -18°C; Tipo 12: Produtos com índice térmico 105 e temperatura nominal mínima -33°C.

Quando solicitado pelo comprador, o fabricante deve fornecer evidências de que, quando testado de acordo com a seção 21 da NM 60454-2, o produto terá um índice de temperatura não inferior a 60 para os tipos 1, 2, 3 e 4; não inferior a 90 para os tipos 5, 6, 7 e 8; e não inferior a 105 para os tipos 9, 10, 11 e 12. As temperaturas de exposição são: 85°C, 100°C e 120°C para os tipos 1 a 4; 100°C, 110°C e 120°C para os tipos 5 a 8; 120°C, 130°C e 140°C para os tipos 9 a 12.



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1 resposta

  1. Quando responsável pela Inspeção de Recebimento da TELESP em meados dos anos 60/70, fita isolante era um dos itens com maior reclamação dos instaladores/reparadores da rede externa de telefonia. Para se ter ideia da complexidade do caso, a Rede Leste e a Rede Oeste contavam com mais mil instaladores nas ruas de São Paulo emendando cabos telefônicos, enterrados e externos, com revestimento de fita isolante. Nós da inspeção não tínhamos procedimentos normalizados de testes de isolamento elétrico, de aderência ou de resistência à intempérie. Fazíamos alguns testes de laboratório para cada lote de recebimento dos poucos fornecedores existentes (de pano e de plástico), mas o material somente era liberado para estoque depois do teste prático de uso da amostra pelo pessoal da “Rede”. Por meio do artigo “A Qualidade da Fita Isolante” percebe-se que fita isolante no Brasil tem qualidade garantida. Grato.

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