A Qualidade do turismo equestre

O turismo equestre que tem nos cavalos e mulas o principal atrativo ou, pelo menos, uma das principais motivações, sendo como turismo de aventura e já é reconhecido em diferentes países como um importante segmento dentro das atividades de turismo e lazer, contando com grande e crescente número de adeptos.

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Hayrton Rodrigues do Prado Filho –

Passeios a cavalos, viagens a cavalo, ou ainda cavalgadas, essa atividade começou a se desenvolver e, hoje em dia, existem muitas operadores junto a hotéis fazenda e outros que atuam com essa exclusiva finalidade. Porém, em sua grande maioria, trabalham sem estrutura adequada ou mesmo com uma forma estratégica de venda e comercialização.

A qualidade do produto turístico, mais do que uma vantagem competitiva, é um pressuposto fundamental para o sucesso das atividades e dos destinos e considerando também o associativismo e as formações de rede como elemento de inteligência para o desenvolvimento. Esse tipo de turismo está incluído no rural e as condições necessárias para garantir a oferta devem considerar que o desenvolvimento do turismo se baseia em princípio em uma estratégia política envolvendo o planejamento da implantação do turismo e da promoção do desenvolvimento.

Necessita de uma estratégia de produção. Os turistas não se conformam com uma simples hospedagem, sendo necessário uma programação simultânea de atividades aos turistas, como a organização de pequenas excursões guiadas pela região.

A oferta de turismo rural necessita ainda de uma estratégia de comunicação. Para causar impacto positivo aos turistas a imagem do turismo rural deve ser agradável, provocar o desejo, sugerindo os prazeres que pode proporcionar. Deve-se ainda considerar uma estratégia de comercialização.

Como é difuso por natureza o turismo rural geralmente é de difícil acesso, por esta razão é necessário desenvolver centrais de reservas para facilitar o acesso dos compradores. É necessário, ainda, uma estratégia de mobilização das populações locais, uma vez que não é possível o desenvolvimento do turismo rural sem contar com o apoio e o envolvimento da população local. As estratégias de desenvolvimento do turismo rural devem partir de uma região organizada para sua exploração.

Os elementos básicos de organização são: a melhoria e garantia da qualidade dos produtos e serviços oferecidos; a preservação dos espaços verdes e das características regionais; a organização do turismo segundo os elementos estruturais da região (um lago, um monumento, uma construção típica, uma festa popular, uma tradição local, etc.); a capacidade de hospedagem suficiente; o cuidado para não descaracterizar a região, isto é, para não perder sua especificidade e originalidade; a oferta de comércio e serviços e a sinalização eficaz das estradas e cruzamentos.

Quanto ao turismo de aventura, é uma tarefa complexa, pois as diversificadas e diferenciadas práticas de aventura atraem públicos distintos. Apresentam, contudo, elementos comuns, como o apreço pela emoção, pelo desafio e por novas experiências e sensações.

Com base nesse pressuposto, podem-se elencar algumas características gerais do consumidor desse segmento: idade entre 18 e 40; poder aquisitivo médio; estudante de nível superior; hábito de viajar em grupos; permanece aproximadamente dez dias em destinos internacionais e quatro nos nacionais; contribui para o planejamento da viagem; demonstra respeito pelo ambiente natural e social; exige qualidade, segurança, acessibilidade e informação.

As motivações incluem: recreação ativa, desafios e emoção; vivências e experiências memoráveis; diferenciação em relação à escolha dos locais; e interação com os outros praticantes. A NBR 15507-1 de 04/2019 – Turismo de aventura — Turismo equestre – Parte 1: Requisitos para produto estabelece os requisitos para produto de turismo equestre relativo à segurança dos participantes, líderes, auxiliares e animais. Estabelece os requisitos para os elementos críticos relacionados a uma operação segura da atividade de turismo, de maneira que uma organização possa estabelecer parâmetros de controle da qualidade e segurança, incluindo os cuidados com as questões ambientais relacionadas à sua execução, utilizando as técnicas de gestão de riscos e incorporando processos de controle e melhoria contínua do produto.

Especifica os requisitos para produtos de turismo equestre e foi redigida de forma a aplicar-se a todos os tipos e portes de organizações, bem como para adequar-se às diferentes condições geográficas, culturais e sociais. Aplica-se a qualquer organização que ofereça produtos de turismo equestre que deseje: aumentar a satisfação e a segurança do participante por meio da efetiva aplicação desta norma; demonstrar a capacidade da organização em assegurar a realização dessas atividades com qualidade e de forma segura; buscar a certificação segundo esta norma por uma organização externa; ou realizar uma autoavaliação da conformidade com esta norma.

Não se aplica à concepção de produtos turísticos que envolvem uma fase de planejamento e desenvolvimento do produto e nos casos em que são necessários deslocamentos de acesso e de retorno para o início e após a conclusão das atividades de turismo equestre. Não se aplica ao seguinte: operações com animais que não estejam adaptados ao convívio com os outros animais do grupo; participantes até sete anos de idade; participantes portadores de necessidades especiais.

A qualidade na operação turística envolve pessoas (tanto participantes quanto prestadores de serviços), equipamentos, procedimentos e as próprias empresas operadoras dos serviços, inclusive as organizações públicas. Dessa forma, uma abordagem sistêmica sobre os requisitos de serviços do produto de atividades de turismo é altamente recomendável, de modo a considerá-los sob seus diversos aspectos, inclusive a sustentabilidade ambiental.

Assim, com o propósito de fornecer ferramentas adequadas para promover a qualidade no turismo, a ABNT vem desenvolvendo normas para estas atividades, incluindo as informações a serem fornecidas aos potenciais participantes das competências dos líderes de turismo, sejam genéricas, sejam específicas, de sistemas de gestão da segurança, e também normas que tratam dos requisitos para produto na busca da qualidade. O fornecimento seguro e responsável de serviços de turismo sob a forma de produtos turísticos específicos envolve uma série de aspectos, ações e medidas planejadas, inclusive incorporando práticas de gestão da qualidade e gestão de riscos.

A concepção das normas de requisitos de serviços para produto de turismo equestre pode ser uma referência inovadora para todas as organizações envolvidas com a prestação destes serviços, de maneira semelhante às normas de produtos na indústria. Essa norma pode ser utilizada por operadoras e por aqueles que recebem os turistas nos destinos, que também estão envolvidos no esforço da segurança nas atividades de turismo equestre, e também pode ser usada por consumidores, para selecionar os produtos que pretendem usufruir com qualidade.

A conformidade com os requisitos desta norma, inclusive a sua demonstração, pode desempenhar um papel importante na comunicação de uma empresa com as partes interessadas, incluindo os participantes e potenciais participantes, as autoridades, as seguradoras, os seus concorrentes, os seus parceiros, os seus colaboradores ou os seus investidores, e também na própria confiança que estas partes interessadas tenham. A qualidade do produto turístico depende do comprometimento de todos os níveis e funções na organização, em especial da direção e equipe de líderes e auxiliares.

A finalidade geral desta norma é assegurar, de maneira sistemática e consistente, a prática segura e responsável de atividades de turismo equestre. O produto turístico deve ser planejado e fornecido de maneira que a segurança das pessoas e dos animais envolvidos no fornecimento do produto e que estejam expostos a riscos seja assegurada.

A organização responsável pela operação deve: contar com líderes e auxiliares que atendam aos requisitos de qualificação estabelecido nesta norma; promover a manutenção das competências dos líderes e auxiliares; assegurar que todo serviço contratado a terceiros que tenha relação com a qualidade e segurança do produto turístico atenda aos requisitos desta norma e a outros que a própria organização estabeleça; assegurar que os recursos e meios necessários para a realização da atividade que impactam a segurança estejam disponíveis no momento e local previstos; respeitar as limitações de uso e os instrumentos de gestão existentes para o ambiente visitado e, quando disponível, o planejamento do produto deve levar em conta a capacidade de carga do atrativo onde se realiza a atividade, inclusive na determinação do número de participantes por operação; adotar os planos de uso e zoneamento ecológico disponíveis, quando o atrativo estiver em Unidade de Conservação (UC) ou em áreas com alguma categoria de restrições ambientais; assegurar que sejam disponibilizadas informações necessárias ao processo de tomada de decisão antes da compra do produto, tendo como referência os requisitos da NBR ISO 21103.

No planejamento e operação do produto, devem ser adotadas práticas ambientais e sociais responsáveis, como, por exemplo, recomendações sobre a conduta consciente em ambiente natural. Quando são oferecidos produtos noturnos (como, por exemplo, cavalgada da lua cheia), seu planejamento deve considerar medidas específicas. Este planejamento deve estar documentado.

O percurso deve ser previamente estabelecido e classificado conforme a NBR 15507-2. O itinerário do percurso deve ser documentado e conhecido pelos integrantes da organização, incluindo eventuais rotas alternativas (como, por exemplo, atalhos). A organização deve estabelecer critérios para o dimensionamento da quantidade de pessoal a ser envolvido em cada operação, de modo a assegurar a qualidade e a segurança.

Para este fim, a organização deve utilizar as quantidades referenciadas na tabela abaixo. A operação deve garantir que os grupos sejam no máximo de 15 participantes. Caso haja mais participantes, forma-se outro grupo. De acordo com as características do local da operação e do próprio produto turístico oferecido, pode ser necessário reduzir o número máximo de participantes por grupo. Caso haja dois grupos ou mais, a organização deve estabelecer a identificação entre estes, para que o líder e o auxiliar possam coordenar os participantes.

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De acordo com a experiência dos participantes no grupo e com as características do percurso, a quantidade de auxiliares pode ser alterada, desde que haja justificativa documentada. Em qualquer circunstância, o grupo deve contar com pelo menos um líder. O número de líderes e auxiliares pode aumentar, de acordo com a classificação do percurso, conforme a NBR 15507-2.

A organização deve ter, durante a progressão, um alforje com: o material sobressalente de arreamento (incluindo rédeas, barrigueiras, loros, látegos e cordas finas para amarrações diversas); torquês ou alicate; instrumento para limpeza de casco, ferramental e material para a fixação ou a retirada de ferradura, se necessário; estojos de primeiros-socorros (para os animais e para os participantes). É recomendável levar, se aplicável, outros equipamentos e materiais, como corda, lanterna, pilhas reservas, etc.

A composição dos estojos de primeiros-socorros dos participantes e dos animais deve ser estabelecida pela organização, de acordo com as características do produto. Esta composição deve ser documentada. A critério da organização e em função das características do produto, os itens mencionados podem estar disponíveis no veículo de apoio ou em bases previamente estabelecidas.

A organização deve manter no mínimo os seguintes registros sobre os participantes: nome; telefone para contato; número de documento (como, por exemplo, carteira de identidade ou passaporte); data de nascimento; indicação sobre quem contatar em caso de emergência (nome, endereço e telefone); condições de saúde ou médicas específicas e que podem ser vitais no caso de ocorrência de algum acidente, como, por exemplo, as relacionadas a alergias, cirurgias, diabetes, epilepsia, problemas cardiovasculares, articulares, ósseos e musculares, depressão, fobias, euforia, gravidez, vacinas tomadas, histórico de fraturas ou lesões na coluna, se é portador de necessidade especial, etc.; se o participante possui plano de saúde; medicamentos em uso que devam ser informados à autoridade médica no caso de acidentes; peso e altura; experiência anterior com a atividade. Pode ser utilizada como referência a lista de habilidades do participante conforme mostrado na tabela abaixo.

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No caso da existência de passagens estreitas, pontes cuja tecnologia de construção ou o estado de conservação possa provocar estresse nos animais ao atravessá-la, terrenos muito inclinados, desníveis abruptos, pisos escorregadios ou outros obstáculos, devem ser adotados procedimentos específicos de segurança para condução e progressão, como, por exemplo, fazer a progressão em fila indiana, manter um espaçamento maior entre os animais ou descer do animal (apear) para ultrapassar o obstáculo, de modo a garantir assim a segurança dos envolvidos na operação, antes, durante e após a transposição do obstáculo.

O ritmo do andamento da atividade deve priorizar a segurança e o conforto dos participantes e a integridade dos animais. O ritmo do andamento deve ser impresso exclusivamente pelo líder, a seu inteiro juízo, em conformidade com o procedimento (ou instrução) elaborado e implementado pela organização. Este procedimento deve registrar, entre outras coisas, as velocidades de progressão e os andamentos que podem ser praticados pelos participantes e em quais situações de percurso. É recomendável que as organizações não permitam o galope solto em operações de turismo equestre. O ritmo a ser imprimido com o participante principiante (conforme a classificação da coleta do perfil) somente pode ser realizado ao passo controlado.

A NBR 15507-2 de 04/2019 – Turismo de aventura — Turismo equestre – Parte 2: Classificação de percursos estabelece os critérios referentes à classificação de percursos utilizados em turismo equestre quanto às suas características e severidade. Aplica-se aos percursos utilizados em turismo equestre que são ofertados como produtos turísticos. O percurso pode ser classificado por diversas organizações (como, por exemplo, pelo proprietário do percurso, por operadoras de turismo, por entidades regulatórias, órgãos de fomento, etc.).

A organização que realiza a classificação de um determinado percurso é responsável pelas informações fornecidas. A classificação do percurso permite que o participante tenha informações preliminares que o apoiem na decisão de realizar um determinado percurso. Por outro lado, também auxilia que a organização tenha condições de orientar o participante na escolha do percurso.

A classificação deve ser atualizada caso haja alterações nas condições gerais do percurso. Recomenda-se que a organização utilize esta classificação de percurso de turismo equestre nas informações fornecidas aos participantes, conforme a NBR ISO 21103.

A classificação é composta por três critérios: grau de severidade do meio: refere-se aos perigos e outras dificuldades decorrentes do meio natural que podem ser encontrados ao longo do percurso, como temperatura, riscos de quedas, facilidade de resgate, etc.; orientação no percurso: refere-se ao grau de dificuldades para orientação para completar o percurso, como presença de sinalização, trilhas bem marcadas, presença de pontos de referência, etc.; grau técnico do percurso: refere-se aos aspectos encontrados no percurso em relação ao piso e às condições para percorrê-lo, como tipos de pisos, trechos com obstáculos, trechos com pedras soltas, etc.

O percurso a ser classificado deve ser dividido em trechos para se avaliar cada critério. Um trecho é uma parte do percurso com características tais que possa ser considerado ele mesmo um percurso ou que a sua inclusão ou exclusão modifique a classificação do percurso. Todos os trechos devem ser avaliados e cada trecho deve ser avaliado para cada um dos critérios de classificação.

A cada critério de classificação é atribuído um valor em uma escala de 1 a 5. Um percurso deve ser classificado necessariamente utilizando-se os três critérios de classificação. O valor final atribuído a cada critério de classificação para o percurso deve ser o do trecho com maior valor.

As tabelas abaixo apresentam as escalas aplicáveis na classificação do percurso, de acordo com os critérios e a atividade de turismo equestre. No caso dos critérios de severidade do meio e grau técnico do percurso, quando um percurso tiver 80% ou mais de sua extensão classificado com valor menor do que o valor atribuído ao percurso total, esta informação deve ser fornecida ao participante. Como exemplo, em um percurso de 10 km avaliado como nível 3 para severidade do meio, dos quais 8 km são classificados como nível 1, é informado ao participante como sendo de nível 3, mas com 8 km do percurso de nível 1.

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A classificação para este critério deve ser efetuada por meio da contagem do número de ocorrências dos fatores listados a seguir, de forma cumulativa: exposição no itinerário a desprendimentos espontâneos de pedras; exposição no itinerário a desprendimentos de pedras provocados pelo próprio grupo ou outro; eventualidade de queda no vazio ou por um declive acentuado; travessia no itinerário em trechos permanentemente escorregadios, pedregosos ou alagados; exposição no itinerário a trechos escorregadios ou alagados devido às chuvas; alta probabilidade de que pela noite a temperatura caia para abaixo de 0 °C; alta probabilidade de que pela noite a temperatura caia para abaixo de 5 °C e a umidade relativa do ar ultrapasse 90%; alta probabilidade de que a umidade relativa do ar seja inferior a 30%; alta probabilidade de exposição ao calor (acima de 35 °C); longos trechos de exposição ao sol forte; tempo de realização da atividade igual ou superior a 1 h sem passar por um lugar habitado, um telefone de socorro (ou sinal de celular ou radiocomunicador) ou uma estrada aberta com fluxo de veículos; tempo de realização da atividade igual ou superior a 3 h sem passar por um lugar habitado, um telefone de socorro (ou sinal de celular ou radiocomunicador) ou uma estrada aberta com fluxo de veículos; a diferença entre o tempo necessário para completar o percurso e a quantidade de horas restantes de luz natural ao fim do dia (disponível na época do ano considerada) é menor que 1 h; operação que envolva período noturno; em algum trecho do percurso, uma eventual diminuição da visibilidade por fenômenos atmosféricos que aumente consideravelmente a dificuldade de orientação; o percurso, em algum trecho, transcorre por vegetação densa ou por terreno irregular que dificulte a localização de pessoas; região sem acesso a água potável; área sem oferta de água para o participante e para o animal; presença de animais que possam assustar o participante/animal; alta probabilidade da presença de insetos/parasitas que possam picar/infectar o participante/animal; longo trecho a ser percorrido em trajetos com tráfego denso de veículos motorizados (estradas de rodagem); travessia de valas, valetas, fendas ou de pontes cuja largura ou tecnologia de sua construção possa provocar estresse no animal.

Uma estratégia para o turismo brasileiro

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O governo, por meio da Ministério do Turismo, desenvolveu o Programa Investe Turismo, um pacote de ações estratégicas para alavancar o setor no Brasil. Com investimentos iniciais de R$ 200 milhões e 158 municípios contemplados, o objetivo é acelerar o desenvolvimento, aumentar a qualidade e a competitividade e gerar empregos em 30 Rotas Turísticas Estratégicas em todas as regiões do país.

As rotas turísticas selecionadas receberão ações organizadas em quatro linhas de trabalho que vão desde o fortalecimento da governança, por meio de uma agenda estratégica entre setor público e privado; melhoria dos serviços e atrativos turísticos, com foco especial nas micro e pequenas empresas; marketing e apoio à comercialização, por meio de campanhas, produção de inteligência mercadológica e participação em eventos estratégicos; até a atração de investimentos e o apoio ao acesso a linhas de crédito e fontes de financiamento.

Os projetos visam o aumento da qualidade da oferta turística nas rotas selecionadas em todas as regiões brasileiras. O programa também possibilitará a entrega de um Plano Integrado de Posicionamento de Imagem do Brasil, um Plano Nacional de Atração de Investimentos e também a implantação de um Mapa do Turismo Inteligente. Prevista no Plano Nacional de Turismo 2018/2022, a primeira ação tem como foco identificar e definir um novo posicionamento do Brasil como destino turístico.

Por meio de uma plataforma online, o mapa vai identificar e georreferenciar iniciativas inovadoras de empresas, instituições e órgãos públicos no setor de turismo de todo o Brasil. Gerar ambiente propício ao surgimento de novos negócios também é um resultado prioritário do programa.

Segundo um manual do projeto, a ideia é promover a convergência de ações e investimentos para acelerar o desenvolvimento, gerar empregos e aumentar a qualidade e competitividade de 30 Rotas Turísticas Estratégicas do Brasil. Pretende-se fortalecer a governança integrada das Rotas Turísticas, por meio de uma agenda estratégica entre setor público e privado.

A ideia é melhorar, por meio de processos inovadores, os serviços prestados pelos empreendimentos existentes nas Rotas, com foco nas micro e pequenas empresas; ampliar e facilitar o acesso ao crédito aos órgãos públicos, aos empreendimentos privados existentes e a potenciais investidores para melhoria da estrutura e de serviços e/ou implantação de novos estabelecimentos; facilitar e convergir a atração de investimentos públicos e privados para as Rotas Turísticas Estratégicas; e gerar um ambiente propício ao surgimento de novos negócios nas Rotas Turísticas Estratégicas.

As Rotas Turísticas Estratégicas receberão atenção especial, por meio de um conjunto de projetos que transformarão, para melhor, suas realidades. O Ministério do Turismo, o Sebrae e a Embratur convergirão suas ações, de forma cooperada e sinérgica, para essas Rotas. Espera-se que os seus resultados possam servir de referência para outros destinos e gerar outros projetos similares, já com os devidos aperfeiçoamentos necessários, a partir das experiências realizadas.

As Rotas que receberão os projetos foram definidas por meio de critérios técnicos, tais como: as Rotas foram compostas apenas por destinos que estão no Mapa Brasileiro do Turismo 20181 , com categorias A, B, C ou D. Os destinos com categoria D foram inseridos, em caráter de exceção, no casos em que sua oferta turística é integrada ou complementar aos municípios A, B ou C.

Para composição das Rotas foram considerados apenas destinos já promovidos em âmbito nacional pelo Ministério do Turismo. Cada Unidade da Federação (UF) foi incluída em, no máximo, uma Rota (forma de possibilitar experiências no máximo de UF).

Em caráter excepcional, as Unidades da Federação com Patrimônio Cultural Mundial reconhecidos pela Unesco puderam participar de, no máximo, duas Rotas Turísticas. Assim, a rota possui, obrigatoriamente, pelo menos um destino turístico consolidado no mercado internacional.

Também foram considerados aspectos como acesso, conectividade, venda conjunta e existência de projetos de consolidação das rotas como produto turístico. Após aplicados os critérios, nos casos em que uma mesma Unidade da Federação foi contemplada em mais de uma Rota, foi selecionada aquela com maior fluxo turístico internacional. As Rotas Turísticas Estratégicas poderão ser acessadas no endereço eletrônico: www.turismo.gov.br/investeturismo

Baixe o manual no link http://www.turismo.gov.br/images/Investe%20Turismo/mtur-cartilha-investe-turismo.pdf



Categorias:Normalização, Qualidade

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