Publicado em 15 Oct 2019

O alerta de tempestades elétricas

Redação

Uma nuvem começa a se formar quando o calor que é irradiado pelo Sol atinge a Terra e evapora a água presente em sua superfície. Esse vapor sobe das regiões de baixa altitude, onde é menos denso que o ar, até regiões mais frias da atmosfera, onde se condensa e forma as minúsculas gotinhas de água que compõem a nuvem. Quando ela é formada por partículas de gelo e água em diversos tamanhos, tem uma grande extensão vertical e se encontra em uma região com ventos intensos, tem todos os ingredientes necessários para produzir relâmpagos. São as chamadas cumulonimbus, ou simplesmente nuvens de tempestades. A maioria das descargas ocorre dentro das nuvens, mas como as cargas elétricas na nuvem induzem cargas opostas no solo, as descargas também podem se dirigir a ele. Os raios que tocam o solo podem ser divididos em descendentes (nuvem-solo) e ascendentes (solo-nuvem). Os que não tocam o solo podem ser basicamente de três tipos: dentro da nuvem, da nuvem para o ar e de uma nuvem para outra. O tipo mais frequente é o descendente. Atualmente, já existem os sistemas de alerta aplicáveis à obtenção de dados em tempo real sobre as descargas atmosféricas e/ou sobre a eletrização das nuvens.

editorial2As chamadas cumulonimbus são as nuvens mais perigosas da Terra. Suas dimensões horizontais e verticais são tão grandes que sua forma característica só pode ser vista claramente à longa distância (por isso o fato de serem vistas a até 400 km de distância, dependendo das condições do tempo). Elas produzem neve, chuva, granizo, raios e até tornados.



São bastante convectivas (ou seja, crescem muito verticalmente), e crescem em média até 12 km de altitude, mas podem chegar a mais de 20 km, e às vezes atingindo a estratosfera (chegando a 23 km em casos extremos). No seu estágio maduro, o topo é constituído de cristais de gelo, enquanto a base é constituída de gotículas d'água. Quando o topo, chamado de bigorna ou anvil, para de se desenvolver, se separa do núcleo da cumulonimbus e se expande até dissipar-se completamente, o que pode levar horas.

No Brasil, ocorrem, segundo o Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais ...

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