Os ensaios nos sistemas de exibição de imagens médicas

Os sistemas de comunicação e armazenamento de imagem médicas já se tornaram a opção tecnológica preferida para as tarefas de transmissão, armazenamento e visualização de dados na área de diagnóstico por imagem. Contudo, é importante conhecer os ensaios práticos que podem ser visualmente avaliados ou medidos, usando um equipamento básico de ensaio. Medições mais avançadas ou mais quantitativas podem ser executadas nestes dispositivos, mas elas estão além do escopo deste documento.

imagem2Da Redação –

Para um médico, o primeiro passo para realizar um diagnóstico é a entrevista do paciente. Nela é possível obter informações sobre a doença atual e dados importantes relacionados a ela. No entanto, nem sempre é possível definir o que acomete o paciente somente com dados clínicos, ou seja, no consultório.

Para complementar e ganhar a agilidade do diagnóstico, o médico pode fazer uso de imagens e exames laboratoriais. Neste post vamos explicar o que são as imagens médicas, quais são os seus usos e vantagens e qual a melhor forma de armazená-las. E o que são imagens médicas?

No Brasil, existe uma especialidade chamada radiologia e diagnóstico por imagem em que os especialistas estão aptos a encontrar alterações e patologias em figuras. Atualmente, existem diversos tipos de aparelhos que formam tais representações na área médica. A mais antiga e comum é a figura formada pelo aparelho de Raio-X. Cada parte do corpo possui uma densidade específica e, assim, absorve os raios de maneira diferente. Dessa forma é possível formar uma imagem, visto que os raios não absorvidos pelo organismo serão absorvidos pelo filme. Essa imagem é especialmente útil para ver ossos e diagnosticar patologias do pulmão.

A tomografia computadorizada também utiliza radiação. No entanto, é um exame mais completo e que permite ver todos os órgãos do corpo. No aparelho são gerados diversos cortes que abrangem todos os eixos corporais, o que permite a formação de uma imagem mais detalhada e precisa.

Já a ressonância magnética não utiliza radiação e sim uma tecnologia eletromagnética. A imagem formada por esse exame é útil para o sistema cardiovascular, músculos e encéfalo. A ultrassonografia forma sua figura a partir da emissão e captação de ondas sonoras. Dessa forma, é um exame que não causa nenhum prejuízo a saúde, além de ser muito útil para examinar o trato urinário e os órgãos internos femininos.

Na saúde, um diagnóstico preciso é essencial. Muitas vezes é possível definir a doença apenas no consultório ou por exames laboratoriais, como o exame de sangue. No entanto, existem casos em que os sintomas são pouco específicos o que conduz à exclusão das patologias possíveis para achar o diagnóstico correto.

Nesse contexto, as imagens médicas fazem toda a diferença. É evidente que o avanço da tecnologia está ligado a uma melhora na confiabilidade dos resultados. Isso acontece porque as imagens são ricas em informações e detalhes, o que agiliza o processo de encontrar um diagnóstico. A rapidez é essencial em casos de emergência.

Existem pneumonias, por exemplo, que não se manifestam como as demais, ou seja, com episódios de tosse e febre. Na pneumonia atípica o paciente fica cansado e com dor nos músculos, sintomas muito inespecíficos e que não apontariam essa doença como primeira opção diagnóstica. Dessa forma, o diagnóstico demoraria a ser encontrado, o que pode ser perigoso para o paciente. Um raio-X de tórax resolveria o problema rapidamente. Afinal, essa tecnologia fornece uma imagem excelente da saúde dos pulmões.

Os atletas e esforçados de fim de semana são os maiores clientes de ortopedistas. Sabe aquele futebol despretensioso com os amigos. Pois bem, sem eles muitos médicos ficariam ociosos, pois há uma demanda com fraturas ou lesões musculares e de ligamentos.

Os exames complementares de imagem são amplamente usados na ortopedia e traumatologia. Isso porque os ossos são cercados por músculos e tecidos. Dessa forma, um diagnóstico só pode ser bem executado se garantir a visibilidade interna da região fraturada. A imagem médica fornecerá os detalhes que são importantes para o tratamento e não puderam ser descobertos no exame físico.

Nesse caso, as imagens médicas são usadas pelos ortopedistas para diagnosticar e definir o tipo de abordagem que utilizarão. Se uma pessoa caiu de uma escada e machucou a perna, por exemplo, o ortopedista pode pedir uma imagem de raio-X para verificar se o osso está ou não quebrado, se precisará de cirurgia ou não.

Enfim, atualmente, as imagens médicas são essenciais em todas as áreas da medicina. Afinal, com as diferentes tecnologias é possível obter registros de todas as estruturas do corpo, tornando essa funcionalidade muito útil para todas as especialidades. É importante salientar que esse tipo de exame é de caráter complementar, ou seja, não deve ser substituído por uma conversa — anamnese — e um exame físico. Após esses passos, o médico decidirá se é ou não necessário realizar algum tipo de exame.

A NBR IEC 62563-1 de 05/2017 – Equipamento eletromédico – Sistemas de exibição de imagens médicas – Parte 1: Métodos de avaliação descreve os métodos de avaliação para ensaios dos SISTEMAS DE EXIBIÇÃO DE IMAGENS médicas. O escopo desta norma é direcionado a ensaios práticos que podem ser visualmente avaliados ou medidos, usando um equipamento básico de ensaio. Medições mais avançadas ou mais quantitativas podem ser executadas nestes dispositivos, mas elas estão além do escopo deste documento.

Esta norma se aplica a SISTEMAS DE EXIBIÇÃO DE IMAGENS médicas, os quais podem exibir informações de imagens monocromáticas na forma de valores em escalas de cinza tanto nos SISTEMAS DE EXIBIÇÃO DE IMAGENS em cores quanto nos SISTEMAS DE EXIBIÇÃO DE IMAGENS em escalas de cinza (por exemplo, monitores de TUBOS DE RAIOS CATÓDICOS (CRT), MONITORES DE TELA PLANA, SISTEMAS DE PROJEÇÃO). Esta norma se aplica a SISTEMAS DE EXIBIÇÃO DE IMAGENS médicas utilizados para objetivos de diagnósticos (interpretação de imagens médicas para geração de diagnóstico clínico) ou de visualização (visualização de imagens médicas para objetivos médicos que não sejam aqueles para fornecer uma interpretação médica) e, portanto, apresentam requisitos específicos em termos de qualidade de imagem. SISTEMAS DE EXIBIÇÃO DE IMAGENS com utilização na cabeça e SISTEMAS DE EXIBIÇÃO DE IMAGENS utilizados para confirmar o posicionamento e para operar o sistema não são abrangidos nesta norma. Não está no seu escopo a definição dos requisitos dos ensaios de aceitação e de constância nem as frequências dos ensaios de constância.

Um sistema de exibição de imagens é uma estação de trabalho consistindo em um DISPOSITIVO DE EXIBIÇÃO DE IMAGENS, um CONTROLADOR DO MONITOR e hardware e software do computador, capaz de exibir imagens. Assim, esta norma fornece métodos de avaliação para ensaios de SISTEMAS DE EXIBIÇÃO DE IMAGENS, utilizados nos EQUIPAMENTOS ELETROMÉDICOS e nos sistemas eletromédicos para captura de imagens para fins de diagnóstico por imagem. Dois tipos de ensaios podem ser executados, no local ou após a instalação. Um ensaio de aceitação é executado após a instalação de um novo SISTEMA DE EXIBIÇÃO DE IMAGENS ou após modificações significantes tiverem sido feitas no SISTEMA DE EXIBIÇÃO DE IMAGENS existente.

Uma vez que um SISTEMA DE EXIBIÇÃO DE IMAGENS pode se degradar com o tempo, o ensaio de constância é executado pelo usuário em ciclos periódicos para verificar que o desempenho é mantido para a utilização destinada. A norma descreve vários métodos de avaliação sem impor quais ensaios específicos devem ser utilizados para ensaios de aceitação e/ou de constância. Em vez disso, a intenção desta norma é ser uma referência para outras normas e diretrizes específicas para cada modalidade ou ser definida por autoridades nacionais que irão se referir aos métodos de avaliação desta norma e mencionar os valores e as frequências limite para os ensaios de aceitação e de constância. O Anexo A mostra exemplos de relatórios sobre essa referência.

Para manter a homogeneidade nas normas IEC para EQUIPAMENTOS ELETROMÉDICOS, convém que a IEC 61223-2-5, Evaluation and routine testing in medical imaging departments – Part 2-5: Constancy tests – Image display devices, seja revisada. Nos SISTEMAS DE EXIBIÇÃO DE IMAGENS, cada componente individual pode limitar ou reduzir a qualidade de imagem do sistema. Portanto, é necessário adotar medidas adequadas para monitorar a qualidade. Se os SISTEMAS DE EXIBIÇÃO DE IMAGENS forem corretamente ajustados e mantidos, esses dispositivos podem, consistentemente, gerar imagens similares.

Equipamentos de ensaio simples são utilizados (medidor de LUMINÂNCIA, IMAGENS DE ENSAIO) com PRECISÃO apropriada para fins de ensaio. Antes de um ensaio, todos os equipamentos de ensaio devem ser verificados em relação ao seu funcionamento de acordo com as especificações do fabricante. Os dados do fabricante (por exemplo, os requisitos sobre a tensão de operação, a umidade, etc.) são requeridos para o ajuste e instalação corretos dos SISTEMAS DE EXIBIÇÃO DE IMAGENS. Os dados do fabricante devem acompanhar a documentação técnica dos SISTEMAS DE EXIBIÇÃO DE IMAGENS.

Os ensaios listados nesta norma são uma compilação de todos os métodos de avaliação que podem ser utilizados para ensaiar um SISTEMA DE EXIBIÇÃO DE IMAGENS. Um subconjunto destes itens de ensaio ou métodos de ensaio pode ser selecionado e aplicado em qualquer ordem, dependendo do propósito destinado do SISTEMA DE EXIBIÇÃO DE IMAGENS. Para sistemas móveis, um local fixo para esses ensaios deve ser determinado e utilizado, de modo a ser representativo para os locais onde estes sistemas móveis podem ser utilizados.

Convém tomar cuidado para garantir que a luz ambiente nessas áreas seja adequadamente controlada. Antes de ensaiar o SISTEMA DE EXIBIÇÃO DE IMAGENS, deve-se considerar alguns parâmetros. Os ensaios de um SISTEMA DE EXIBIÇÃO DE IMAGENS devem incluir o sistema completo, incluindo o software, o hardware e as configurações envolvidas na manipulação das imagens. Para todos os SISTEMAS DE EXIBIÇÃO DE IMAGENS a serem ensaiados, todos os componentes, incluindo o computador, o DISPOSITIVO DE EXIBIÇÃO DE IMAGENS, a placa de vídeo, o software de exibição e a versão do software devem ser rastreáveis.

As IMAGENS DE ENSAIO e as imagens clínicas devem ser apresentadas da mesma forma no SISTEMA DE EXIBIÇÃO DE IMAGENS. Antes do início dos ensaios, a superfície frontal do DISPOSITIVO DE EXIBIÇÃO DE IMAGENS deve ser limpa de acordo com as instruções para utilização. Deve-se garantir que não houve nenhuma alteração anterior nas configurações nominais. A iluminação da sala, janelas, dispositivos de visualização etc. não pode causar quaisquer reflexões capazes de afetar o DISPOSITIVO DE EXIBIÇÃO DE IMAGENS. Métodos para prevenir reflexões são descritos nas normas ISO 9241-302, ISO 9241-303, ISO 9241-305 e ISO 9241-307.

A luz ambiente na sala deve ser mantida em condições normalmente utilizadas. Antes do início dos ensaios, o SISTEMA DE EXIBIÇÃO DE IMAGENS deve ser instalado e iniciado de acordo com as recomendações do fabricante; para garantir desempenho estável, o DISPOSITIVO DE EXIBIÇÃO DE IMAGENS deve ser ligado antes do ensaio por um período especificado pelo fabricante (por exemplo, 30 min). Convém que o SISTEMA DE EXIBIÇÃO DE IMAGENS seja ajustado para a função de exibição desejada. A FUNÇÃO DE EXIBIÇÃO PADRÃO EM ESCALAS DE CINZA (GSDF) é recomendada e é um pré-requisito necessário para alguns ensaios.

Os símbolos dos parâmetros físicos utilizados nesta norma estão listados na tabela abaixo. Todas as medições referenciadas na tabela estão no centro do DISPOSITIVO DE EXIBIÇÃO DE IMAGENS. Notar que a LUMINÂNCIA também pode ser medida em outros locais de acordo com as metodologias descritas neste documento.

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Um medidor de LUMINÂNCIA deve ter as seguintes especificações. A faixa do medidor de LUMINÂNCIA deve cobrir pelo menos a faixa de LUMINÂNCIA do SISTEMA DE EXIBIÇÃO DE IMAGENS com PRECISÃO de no máximo 5 % (repetibilidade) e EXATIDÃO de no máximo 10 %, com calibração rastreável ao laboratório de padrões primários. O fabricante do medidor deve fornecer um programa claro de calibração. O ângulo de abertura não pode exceder 5°. A sensibilidade espectral relativa deve corresponder à resposta espectral fotópica CIE de BRILHO (CIE S 010/E:2004). A influência da resposta fotópica deve estar dentro de uma EXATIDÃO geral de ± 10%, que está descrita nesse parágrafo.

Para medidores de LUMINÂNCIA de curto alcance, um ângulo e uma distância de medição pré-definidos resultam em um tamanho de campo de medição definido. Durante uma medição, a área a ser medida deve ser exibida por um campo (ou patch) que seja significantemente maior que o tamanho do campo de medição definido. Um medidor de LUMINÂNCIA pode estar integrado no SISTEMA DE EXIBIÇÃO DE IMAGENS ou ser um dispositivo individual.

Um medidor de ILUMINÂNCIA pode ser requerido para ensaiar SISTEMAS DE EXIBIÇÃO DE IMAGENS com uma faixa de 1 lux a 1000 lux, com EXATIDÃO de no máximo 10 % e PRECISÃO de no máximo 5 % (repetibilidade). A calibração do dispositivo deve ser rastreável ao laboratório de padrões primários e deve ter um programa de calibração claro. O dispositivo deve ter uma resposta uniforme à fonte de luz Lambertiana.

Nos métodos de medições B, C e D (descritos no Anexo B), o medidor de ILUMINÂNCIA está idealmente localizado no centro do display com a face voltada para fora. Locais próximos também serão aceitáveis desde que eles forneçam valores medidos similares. Um colorímetro pode ser requerido para ensaiar SISTEMAS DE EXIBIÇÃO DE IMAGENS. O medidor deve ser capaz de avaliar a coordenada de cor especificada pela CIE (ISO 11664-1:2007), com EXATIDÃO melhor do que ± 0,004 no espaço u’,v’ (0,007 no espaço x,y) para um iluminante padrão, dentro da faixa de LUMINÂNCIA do SISTEMA DE EXIBIÇÃO DE IMAGENS. A calibração do dispositivo deve ser rastreável ao laboratório de padrões primários e deve ter um programa de calibração claro.



Categorias:Metrologia, Normalização

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