A realidade aos olhos dos sistemas de gestão do inovador e do obsoleto que estão no mesmo lugar

Saiba como o obsoleto e inovador podem ser a mesma coisa em períodos de tempo diferente e com isso, nós, seres humanos que lidamos com o padrão de tentativa e erro, detectamos essa possibilidade de solução através de uma busca histórica naquilo que já foi desenvolvido no passado.

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Luiz Otávio Goi Junior

A cada dia, mês e ano, vemos novos métodos, sistemas e formas de avaliar pessoas e seus comportamentos. Essas metodologias (cada uma em sua teoria) demonstram aspectos importantes até então não avaliados(acreditamos nós) ou aprimoram métodos dos quais conhecemos em alguma teoria passada e assim como em todas as coisas existentes no universo, a polaridade dos conceitos (o novo e o antiquado) existe e existirá o tempo todo e nesse caminho a teoria certa estará próximo de cada um dos extremos em um momento específico, bem como o errado.

Não será muito estranho se daqui alguns anos, alguém trouxer uma nova teoria revolucionária, vista de outro ângulo, mostrando que a disrupção não é a forma correta de agir e sim que as coisas devem seguir seu fluxo normal (o que soa altamente estranho para quem vê os conceitos atuais). Hoje, todos podem dizer que estou louco em dizer isso, mas daqui alguns anos concordarão e isso porque a evolução humana acontece de acordo com as dificuldades que enfrentamos naquele momento e a cada novo desafio que surge, novas necessidades são geradas e para essas necessidades por muitas das vezes a solução já foi encontrada.

As pessoas precisam das mesmas coisas, só que em situações diferentes e momentos diferentes. Realidades como esta são demonstrações de como o obsoleto e inovador podem ser a mesma coisa em períodos de tempo diferente e com isso, nós, serem humanos que lidamos com o padrão de tentativa e erro, detectamos essa possibilidade de solução através de uma busca histórica naquilo que já foi desenvolvido no passado (colocamos novos nomes, novas explicações, enquadramos numa realidade atual e então criamos uma solução revolucionária).

Essas percepções são uma forma de ver como nosso mercado de recursos humanos está se desenvolvendo rapidamente, mas não o bastante e enquanto as metodologias de avaliação, gestão e transformação de pessoas cresce de forma linear, a comunicação e tecnologia crescem de forma exponencial, criando um gap de reconhecimento que só aumenta a cada dia. As pessoas se desenvolvem ainda de acordo com os conhecimentos lineares criados por nós mesmos, descrevendo possíveis motivos e formas de lidar com as atualizações, como se nossos sentimentos, interesses e necessidades estivessem o tempo todo em atraso, correndo para tentar alcançar as evoluções comunicativas e tecnológicas do dia-a-dia.

Essa diferença pode ser explicada pelo conceito do GPS (recalcular rotas novas sempre que necessário, independentemente do motivo da falha na rota anterior) que existe no mundo da tecnologia e artificialidade, que nós serem humanos não conseguimos realizar pela presença de nossas emoções e valores. Esse conceito demonstra que tudo aquilo que criamos no mundo da tecnologia tem em sua essência uma amostra de solução para as maiores fragilidades humanas, que são as que impedem nossa evolução exponencial(como citado acima) realizadas pelas atividades do nosso sistema reptiliano entrando em ação.

O sistema reptiliano cerebral que, basicamente, é o responsável pelas ações instintivas, é a nossa herança dos primatas, no qual suas ações são unicamente ligadas a garantir sua própria sobrevivência, atuando diretamente em liberar sinais de medo, fome, sono e semelhantes. Além desse sistema, o cérebro humano tem outras estruturas mais modernas(que são as que nos diferenciam dos animais e primatas) e são responsáveis pelo raciocínio e tomada de decisões baseadas na razão e nesse fator está a condição evolutiva do ser humano.

A questão mais complexa quanto a isso é que existe uma estrutura primária no cérebro humano, chamada de amígdala, que é a estrutura responsável pela autopreservação. Essa estrutura em situações de alto stress libera uma espécie de toxina cerebral que faz com que todo o sistema racional perca por algum tempo sua influência e as únicas atividades cerebrais existentes são as de se autopreservar, fazendo com que tomemos medidas única e exclusivamente ligadas ao medo ou resistência.

Por essa atividade cerebral, nós, seres humanos, ficamos para trás da evolução de nossos conceitos quanto as máquinas que nós mesmos criamos, pois as máquinas agem com correção imediata em todas as falhas que podem ocorrer, pois não tem como necessidade primordial a autopreservação, sendo então fontes de aprendizagem (inteligência artificial) e ainda corrigindo erros de rota. Esse passo evolutivo nos demonstra o quanto precisamos aprender quanto ao controle de nossas estruturas cerebrais antiquadas e como precisamos desenvolvê-las de forma a que sejam uteis e aplicáveis somente em situações reais de risco.

Todo esse processo é executado para que possamos tomar medidas corretivas e evoluir de forma exponencial, pois só assim teremos como equilibrar as necessidades de desenvolvimento humano ao crescimento exponencial de nossas criações. Nesse interim, ferramentas de gestão, avaliações de performance, análises de comportamento e outras ferramentas permanecerão surgindo e desaparecendo na tentativa de encontrar métodos de atualizar o ser humano nessa evolução, mas sempre em medidas de correção e não de prevenção.

O caminho dessa evolução humana está a cada dia nos surpreendendo e nos fazendo enxergar o quanto temos um banco de dados hereditário fantástico que pode solucionar nossos problemas futuros na maioria das vezes somente sendo consultado. A maioria dos problemas está dentro de nós, bem como a melhor forma de solucioná-los, porque a mente humana ainda é a máquina mais incrível em funcionamento, no mundo que conhecemos.

Luiz Otávio Goi Junior é gerente de sistemas de gestão integrados em indústria de grande porte, atua com sistemas de gestão há 12 anos, passando pelos setores de artigos esportivos, energia eólica e na indústria automobilística de autopeças, tem graduação em gestão ambiental, pós graduação em educação, sistemas de gestão integrados e MBA em gestão empresarial – luizgoijraa@gmail.com

Livro: Administrando sistemas, gerindo processos e engajando pessoas

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Administrando sistemas, gerindo processos e engajando pessoas é uma obra específica e única, que uniu a busca por um sistema robusto em momentos de crise e crescimento com as necessidades atuais das empresas, ligadas a evolução tecnológica e ao equilíbrio engajamento x processos. Nesse livro estão compiladas vivências em sistemas de gestão com ferramentas práticas que cabem em empresas de qualquer tamanho, segmento e perfil. A linguagem é simples e objetiva, visando focar em aplicações rápidas e práticas.

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