Publicado em 07 abr 2020

A inovação e a crescente intersetorialidade da infraestrutura

Redação

O compartilhamento de infraestrutura está sendo testado nos setores de utilidade pública como é o caso das transmissoras de energia e das empresas de saneamento que reconhecem a capacidade de contribuir com novas redes de telefonia e, consequentemente, elevar a taxa de utilização dos ativos.

Franceli Jodas e Rita Knop - 

A transformação digital vem criando novos modelos de negócio. Na era das startups, da inovação e do crescimento exponencial, até as empresas de capital intensivo, como é o caso das que oferecem serviços de utilidade pública, vêm sofrendo pressões para atender os clientes de forma mais ágil. Em busca de altos índices de qualidade, ampla oferta de serviços, forte pressão social, novos marcos regulatórios, elas buscam o conceito de compartilhamento de ativos como forma de ampliação do escopo de trabalho, sem necessariamente aumentar os bens que possuem.

Um exemplo claro é o que acontece nos setores de energia e telecomunicações que vêm buscando de forma intensa o endereçamento dos desafios através do compartilhamento da infraestrutura de postes, comum entre as duas indústrias. Esse é um tema que vem sendo debatido em todos os níveis da sociedade, incluindo, o Ministério Público, Procon e órgãos responsáveis por licenças ambientais (federal, estadual e municipal), a sociedade civil e, é claro, as agências reguladoras (Agência Nacional de Energia Elétrica - Aneel e Agência Nacional de Telecomunicações - Anatel) que realizaram audiências públicas para a revisão dos regulamentos envolvendo o compartilhamento dos postes.

Esse problema ganhou evidência a partir do crescimento substancial do setor de telecomunicações que disponibiliza, aproximadamente, 40 milhões de acessos à telefonia fixa, 31 milhões de banda...

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