Publicado em 06 jan 2026

Os agentes de IA são a nova fronteira da governança corporativa

Redação

Os agentes autônomos de inteligência artificial (IA) não se restringem a roteiros fixos de automação; eles planejam, raciocinam e agem conforme o contexto. Diferenciam-se da RPA tradicional justamente por essa adaptabilidade: enquanto um robô de processo segue passos pré-programados, um agente de IA combina percepção, raciocínio e ação, executando tarefas e ajustando o seu comportamento. Segundo projeções da Gartner, até 2028 cerca de 33% dos softwares corporativos incluirão IA com autonomia embutida – um salto grande frente a menos de 1% em 2024. Nesse mesmo horizonte, espera-se que 15% das decisões diárias de trabalho sejam tomadas autonomamente por sistemas de IA.

Sylvio Sobreira Vieira – 

Uma recente pesquisa da Cisco apontou que ao menos 92% das empresas no Brasil pretendem implementar agentes de IA – e pouco mais de metade (52%) já espera que a tecnologia esteja funcionando no próximo ano. Com essa profusão de ferramentas que facilitam a criação e integração desses agentes, é bem possível que, em 2026, mais empresas tenham acesso a esses recursos. 

O ponto é que os agentes de IA mudam mais do que fluxos de trabalho: deslocam a fronteira da governança corporativa para um território onde responsabilidade, rastreabilidade e controle passam a depender de sistemas que aprendem sozinhos, e que podem acertar ou falhar em uma velocidade que nenhum gestor humano consegue acompanhar. Os agentes autônomos de IA não se restringem a roteiros fixos de automação; eles planejam, raciocinam e agem conforme o contexto.

Diferenciam-se da RPA tradicional justamente por essa adaptabilidade: enquanto um robô de processo segue passos pré-programados, um agente de IA combina percepção, raciocínio e ação, executando tarefas e ajustando o seu comportamento. Segundo projeções da Gartner, até 2...

Artigo atualizado em 29/12/2025 02:37.
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