A proteção por extintores de incêndio em edificações

Os extintores de incêndios devem ser utilizados para o combate a princípios de incêndio por conterem pequenas quantidades de agente extintor sob pressão.

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Da Redação –

Segundo o Corpo de Bombeiros, um incêndio pode ser dividido em três estágios. Na fase inicial, grande parte do calor está sendo consumido no aquecimento dos combustíveis. A temperatura do ambiente, neste estágio, está ainda pouco acima do normal. O calor está sendo gerado e evoluirá com o aumento das chamas.

Na fase seguinte, a queima livre, o ar, em virtude do suprimento de oxigênio, é conduzido para dentro do ambiente pelo efeito da pressão negativa provocada pela convecção, ou seja, o ar quente é expulso do ambiente para que ocupe lugares mais altos, enquanto o ar frio é puxado para dentro, passando pelas aberturas nos pontos mais baixos do ambiente.

Depois, na queima lenta, o consumo das fases anteriores torna o comburente insuficiente para manter a combustão plena, então, caso não haja suprimento suficiente de ar (ou de aberturas para que ele entre), as chamas podem deixar de existir. Com a concentração de oxigênio entre 0%e 8%, o fogo é reduzido a brasas. Neste momento, exige-se bastante atenção, dado que uma abertura feita de maneira indiscriminada pode levar a um suprimento abrupto de oxigênio e uma retomada das chamas de forma explosiva.

Os incêndios podem ser classificados pelas propriedades dos materiais combustíveis e, com isso, tornar mais eficiente a sua extinção. Na Classe A, os combustíveis agrupados são todos aqueles que são sólidos e comuns, tal como a madeira, o papel, o plástico, a borracha, entre outros. Estes combustíveis queimam em razão de sua largura, comprimento e profundidade e, ainda, deixam resíduos após sua queima. Portanto, o método mais indicado para a extinção deste tipo de incêndio é o resfriamento com a utilização de água, embora já existam gases, pós e espumas capazes também de realizar esta extinção.

Na Classe B, os combustíveis são os líquidos inflamáveis, líquidos combustíveis e gases inflamáveis, dado que todos eles queimam em superfície e não deixam resíduos provenientes de sua queima. Quando se trata de líquidos, os métodos de extinção mais utilizados são o abafamento (espumas) e a quebra da reação em cadeia (pós), mas quando se trata de gases, o mais utilizado é o isolamento, ou seja, a retirada ou controle do material combustível (retirando as fontes ou fechando registros, por exemplo).

Na Classe C, são agrupados os equipamentos que estão submetidos à energia elétrica, já que a utilização de água, nestes casos, pode resultar na condução da energia e em risco para quem combate o fogo. Deve-se levar em consideração que, uma vez que o material não está mais energizado, se é sólido, assume características de incêndio classe A, mas, caso possua capacitores ou equipamentos que mantém a energia elétrica ainda que ele esteja desligado de uma fonte de energia, os procedimentos de extinção a serem observados são os prescritos para a classe C.

Na Classe D, são agrupados os combustíveis com maior número de particularidades, pois há a impossibilidade de se utilizar água como agente extintor, ou como parte dele. Esta classe engloba os metais combustíveis (maioria alcalinos). Muitos deles queimam de forma violenta, com elevada produção de luz e calor e, pelo explicado acima, o fogo oriundo desta queima exige pós especiais para sua extinção, que atuarão por abafamento e a quebra da reação em cadeia.

Quanto aos extintores de incêndios, devem ser utilizados para o combate a princípios de incêndio por conterem pequenas quantidades de agente extintor sob pressão. A sua capacidade extintora está diretamente relacionada à quantidade, tipo e eficiência do agente extintor, além das proporções e classe do foco de fogo.

Para a segurança da operação, o operador do extintor deverá manusear o aparelho: mantendo uma distância segura do foco de incêndio; observando a direção do vento; utilizando o extintor mais adequado em relação à classe do foco de incêndio que vai combater; e ter cuidado para que o combate seja feito, com extintores, apenas contra princípios de incêndio. Os aparelhos extintores devem ser inspecionados periodicamente para que seja verificada sua localização, o acesso até eles, a visibilidade, o rótulo de identificação, lacre e selo de segurança, peso, integridade física do casco, obstrução do bico ou da mangueira e pressão dos manômetros.

A NBR 12693 de 09/2013 – Sistemas de proteção por extintor de incêndio estabelece os requisitos exigíveis para projeto, seleção e instalação de extintores de incêndio portáteis e sobre rodas, em edificações e áreas de risco, para combate a princípio de incêndio. Extintores de incêndio são utilizados como primeira linha de ataque contra incêndio de tamanho limitado. Eles são necessários mesmo que o local esteja equipado com chuveiros automáticos, hidrantes e mangueiras, ou outro sistema fixo de proteção. Esta norma não se aplica à proteção de aeronaves, embarcações e veículos, nem a outras classes de fogos que não sejam A, B e C.

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Como fazer a seleção de extintores para fogos em líquidos e gases inflamáveis pressurizado?

Qual a capacidade extintora e distribuição para risco classe C?

Qual a classificação dos extintores segundo o agente extintor, carga nominal e capacidade extintora equivalente?

Quais são os valores do potencial calorífico específico dos materiais combustíveis?

Os extintores especificados nesta norma são classificados para o uso em classes A, B e C, conforme definido na Seção 3, e eficiência relativa de extinção em ensaios laboratoriais. As classificações em graus de capacidade extintora, o ensaio de condutividade elétrica, e os requisitos dos extintores conforme a carga de agente extintor, estão estabelecidas na NBR 15808 e NBR 15809.

Os extintores devem ser mantidos com sua carga completa e em condições de operação e instalados nos locais designados. Devem estar em locais facilmente acessíveis e prontamente disponíveis numa ocorrência de incêndio. Preferencialmente, devem estar localizados nos caminhos normais de passagem, incluindo saídas das áreas, não podendo ser instalados em escadas.

Os abrigos de extintores não podem estar fechados a chave e devem ter uma superfície transparente que possibilite a visualização do extintor no seu interior. Quando instalados em locais sujeitos ao vandalismo, os abrigos podem estar fechados a chave, desde que existam meios que permitam o rápido acesso ao equipamento em situação de emergência.

Os extintores não podem estar obstruídos e devem estar visíveis e sinalizados conforme NBR 13434-1. Os extintores portáteis devem ser instalados em suportes ou em abrigos. Os extintores sobre rodas instalados em locais sujeitos a intempéries devem estar protegidos em abrigos. Os extintores instalados em condições onde podem ocorrer danos físicos devem estar protegidos contra impactos.

Os extintores portáteis devem ser instalados nas seguintes condições: sua alça deve estar no máximo a 1,60 m do piso; ou o fundo deve estar no mínimo a 0,10 m do piso, mesmo que apoiado em suporte. Quando instalado no local designado, o quadro de instruções deve estar localizado na parte frontal do extintor em relação à sua posição de instalação. Os extintores não devem ser instalados em áreas com temperaturas fora da faixa de operação, ou onde possam estar expostos a temperaturas elevadas provenientes de fontes de calor.

Deve haver no mínimo um extintor de incêndio distante a não mais de 5 m da porta de acesso da entrada principal da edificação, entrada do pavimento ou entrada da área de risco. Para proteção de locais fechados, tais como: salas elétricas, compartimentos de geradores, salas de máquinas, entre outros, os extintores devem ser instalados no lado externo, próximo a entrada destes locais, respeitando-se as distâncias máximas a serem percorridas, conforme tabelas.

A seleção de extintores para uma dada situação deve ser determinada pela característica e tamanho do fogo esperado, tipo de construção e sua ocupação, risco a ser protegido, as condições de temperatura do ambiente, e outros fatores. A quantidade, capacidade extintora, instalação e limitações de uso dos extintores devem atender aos requisitos da Seção 7.

Os extintores devem ser selecionados para fogo da classe específica do risco a ser protegido. Para a proteção de fogo classe A, devem ser selecionados extintores com grau de capacidade extintora A adequado. Para a proteção de fogo classe B, devem ser selecionados extintores com grau de capacidade extintora B adequado.

Para a proteção de fogo classe B envolvendo gases inflamáveis, devem ser selecionados somente extintores com carga de pó. Para a proteção de fogo classe C, devem ser selecionados extintores que atendam ao ensaio de condutividade elétrica. Os extintores de incêndio sobre rodas devem ser instalados para a proteção de áreas de alto risco onde seja necessária alta vazão de agente extintor, maior tempo de descarga e alcance de jato e maior quantidade de agente extintor, tais como: postos de abastecimento de combustíveis ou inflamáveis, helipontos, heliportos, subestação elétrica e outros locais onde houver manipulação e/ou armazenamento de explosivos, inflamáveis ou combustíveis cujos reservatórios não estejam enterrados.

Os extintores sobre rodas são complementares aos extintores portáteis requeridos para a edificação ou área de risco. Somente são admitidos extintores sobre rodas nos cálculos das unidades extintoras, quando estes puderem acessar, qualquer parte da área a ser protegida, sem impedimentos de portas, soleiras, degraus no piso, materiais, equipamentos ou outras obstruções, não podendo, ainda, protegerem pavimentos diferentes de sua

No combate a fogos envolvendo líquidos e gases inflamáveis pressurizados, devem ser utilizados extintores com carga de pó, já que extintores contendo outros agentes não são eficientes no combate a esse tipo de risco. A seleção de extintores para esse tipo de risco deve ser feita com base nas especificações de seus respectivos fabricantes. As NBR 15808 e NBR 15809 não são aplicáveis a esse tipo de risco.

Os extintores para risco de fogos classe B tridimensionais em movimento, como líquidos inflamáveis vertendo, escorrendo ou gotejando, devem ser selecionados com base nas especificações dos fabricantes de extintores de incêndio. As NBR 15808 e NBR 15809 não são aplicáveis a esse tipo de risco. A instalação de sistema fixo deve ser considerada quando aplicável.

A capacidade extintora mínima de cada tipo de extintor portátil, para que se constitua uma “unidade extintora”, deve ser: carga d’água: extintor com capacidade extintora de no mínimo 2-A; carga de espuma mecânica: extintor com capacidade extintora de no mínimo 2-A:10-B; carga de dióxido de carbono (CO2): extintor com capacidade extintora de no mínimo 5-B:C; carga de pó BC: extintor com capacidade extintora de no mínimo 20-B:C; carga de pó ABC: extintor com capacidade extintora de no mínimo 2-A:20-B:C; carga de halogenado: extintor com capacidade extintora de no mínimo 5-B:C.

Cada pavimento deve possuir no mínimo duas unidades extintoras, sendo uma para incêndio classe A e outra para incêndio classe B e classe C. É permitida a instalação de duas unidades extintoras de pó ABC, com capacidade extintora de no mínimo 2-A: 20-B: C. Em edificações ou risco com área construída inferior a 50 m² pode ser instalada apenas uma única unidade extintora de pó ABC.

A capacidade extintora mínima de cada tipo de extintor sobre rodas, para que se constitua uma “unidade extintora”, deve ser: carga d’água: extintor com capacidade extintora de no mínimo 10-A; carga de espuma mecânica: extintor com capacidade extintora de no mínimo 6-A:40-B; carga de dióxido de carbono (CO2): extintor com capacidade extintora de no mínimo 10-B:C; carga de pó BC: extintor com capacidade extintora de no mínimo 80-B:C; carga de pó ABC: extintor com capacidade extintora de no mínimo 6-A: 80-B:C.

Extintores adicionais podem ser instalados para prover maior proteção para riscos especiais, podendo inclusive ter capacidade extintora inferior ao especificado nas tabelas, desde que não sejam considerados na proteção mínima requerida. Considerações devem ser dadas à armazenagem elevada de produtos, outros riscos que requeiram extintores com um adequado alcance vertical do jato e as demais especificações dos fabricantes.

Os extintores devem ser previstos para a proteção do conteúdo da edificação ou área de risco e de suas respectivas estruturas, quando construídas de material combustível. A proteção do conteúdo da edificação ou da área de risco e de suas respectivas estruturas deve ser realizada por extintores para fogos classes A, B ou C, conforme necessário. As ocupações devem ser classificadas como riscos baixo, médio ou alto, conforme anexos A e B.

Em cada piso a distância a ser percorrida e os extintores a serem instalados devem estar de acordo com as tabelas. Quanto à capacidade extintora e distribuição para risco classe A, os extintores para as diferentes classes de risco devem ser selecionados de acordo com a tabelas.

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Os requisitos de proteção podem ser atendidos com extintores de capacidade extintora maior, contanto que a distância a ser percorrida atenda aos requisitos das tabelas. Quanto à capacidade extintora e distribuição para risco classe B, os extintores para as diferentes classes de risco devem ser selecionados de acordo com a tabelas. Extintores com capacidade extintora inferior às designadas para o risco baixo podem ser utilizados, mas não devem ser considerados para atender aos requisitos das tabelas.

Para atender à capacidade extintora mínima das tabelas, não pode ser utilizada a soma de extintores de menor capacidade extintora, exceto no caso de extintores com carga de espuma mecânica, onde se pode utilizar o somatório de até dois extintores. Os requisitos de proteção podem ser atendidos com extintores de capacidade extintora maior, contanto que a distância a ser percorrida atenda aos requisitos das tabelas.

Para líquidos inflamáveis em profundidade superior a 6 mm e com superfície aberta, como em tanques de armazenamento ou de tratamento térmico e submersão, o extintor classe B deve ter capacidade extintora mínima na proporção de 20-B por metro quadrado de área máxima de fogo estimada, ou de 10-B quando o extintor for do tipo espuma mecânica.

A proteção com sistemas fixos pode ser complementar ao sistema de combate por extintores. Riscos dispersos e muito separados devem ser protegidos individualmente. Extintores próximos ao risco devem ser cuidadosamente distribuídos e de fácil acesso, para que não haja risco ao operador.

Risco classe C envolve risco elétrico diretamente ao equipamento ou equipamentos circundantes. Os extintores para risco classe C devem ser distribuídos com base na proteção do risco principal da edificação ou da área de risco, ou seja, acompanhando-se a mesma distribuição dos riscos classe A ou B.

Sempre que possível, deve-se instalar estes extintores da classe C próximos a riscos especiais mantendo-se uma distância segura para o operador, tais como: casa de caldeira, casa de bombas, casa de força elétrica, casa de máquinas, galeria de transmissão, incinerador, elevador (casa de máquinas), ponte rolante, escada rolante (casa de máquinas), quadro de redução para baixa tensão, transformadores, contêineres de telefonia, gases ou líquidos combustíveis ou inflamáveis e outros riscos semelhantes.

Manutenção dos extintores

A realização de ensaios nos extintores de incêndio é obrigatória. Deve ser realizada de maneira a verificar se o extintor, que foi submetido à manutenção de segundo ou terceiro nível, atende aos requisitos estabelecidos nas normas técnicas. Isso deve ser feito quanto aos seguintes aspectos: tempo de descarga; rendimento, na posição de uso ou vertical, quando aplicável; tolerância de carga, conforme norma aplicável; alcance do jato, quando aplicável.

Para a avaliação dos extintores de incêndio, deve ser coletada uma amostra, constituída de três unidades, por tipo de extintor a ser avaliado, retirados da empresa no setor da expedição. Devem ser utilizados para a realização de esta avaliação extintores de incêndio com o mesmo tipo de pressurização, considerando ainda se o mesmo é portátil ou sobre rodas.

Segundo o Inmetro, devido ao alto índice de não conformidades por parte das empresas certificadas, decidiu-se mudar o programa de avaliação da conformidade de extintor de incêndio, passando a utilizar o mecanismo de Declaração do Fornecedor, procedimento pelo qual um fornecedor dá garantia escrita de que um produto, processo ou serviço está em conformidade com requisitos especificados.

A declaração de conformidade feita pelo fornecedor será sucedida por um registro feito pelo Inmetro, tendo este maior poder de acompanhamento das empresas registradas e dos produtos por ela fornecidos. Esse mecanismo representa uma intervenção menos onerosa nas relações de consumo, e, também, mais ágil no atendimento das demandas da sociedade por avaliação da conformidade. O acompanhamento desse programa – por meio de verificações de acompanhamento inicial e de manutenção do Registro das Empresas de Inspeção Técnica e Manutenção de Extintores de Incêndio – será feito pela Rede Brasileira de Metrologia Legal e Qualidade (RBMLQ).

Há alguns cuidados que devem ser tomados para a manutenção. Os extintores de gás carbônico devem ser inspecionados semestralmente. Os demais, anualmente.

Quando o extintor de incêndio estiver submetido à ação do tempo e às condições agressivas, merecem atenção especial quanto aos prazos para inspeção mencionados no item anterior, que podem ser reduzidos em razão do estado em que o extintor se apresentar. Não se deve permitir que pessoas e empresas não habilitadas inspecionem o extintor. Em caso de dúvida, ligue para a Ouvidoria do Inmetro – 0800 285-1818 ou para os Institutos de Pesos e Medidas do seu estado.

Deve-se exigir da empresa, que fará a manutenção, extintores substitutos para deixar no local, garantindo a segurança e, também, a ordem de serviço devidamente preenchida e assinada pelo técnico responsável. Assim como a relação das peças trocadas. O indicador de pressão de todos os extintores deve ser verificado se está na posição correta, com o ponteiro na área verde e o extintor não deve apresentar sinais de ferrugem ou amassados.

A NBR 12962 de 02/1998 – Inspeção, manutenção e recarga em extintores de incêndio fixa as condições mínimas exigíveis para inspeção, manutenção e recarga em extintores de incêndio. Define a inspeção como o exame periódico, efetuado por pessoal habilitado, que se realiza no extintor de incêndio, com a finalidade de verificar se este permanece em condições originais de operação.

A manutenção é o serviço efetuado no extintor de incêndio, com a finalidade de manter suas condições originais de operação, após sua utilização ou quando requerido por uma inspeção. A recarga é a reposição ou substituição da carga nominal de agente extintor e/ou expelente e os componentes originais são aqueles que formam o extintor como originalmente fabricado ou que são reconhecidamente fabricados pelo fabricante do extintor.

Pode-se dizer que o ensaio hidrostático é aquele executado em alguns componentes do extintor de incêndio sujeitos à pressão permanente ou momentânea, utilizando-se normalmente a água como fluido, que tem como principal objetivo avaliar a resistência do componente a pressões superiores à pressão normal de carregamento ou de funcionamento do extintor, definidas em suas respectivas normas de fabricação.

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A frequência de inspeção é de seis meses para extintores de incêndio com carga de gás carbônico e cilindros para o gás expelente, e de 12 meses para os demais extintores. Recomenda-se maior frequência de inspeção aos extintores que estejam sujeitos a intempéries e/ou condições especialmente agressivas.

O relatório de inspeção deve conter no mínimo as seguintes informações: data da inspeção e identificação do executante; identificação do extintor; localização do extintor; e o nível de manutenção executado, discriminado de forma clara e objetiva. Todo extintor deve possuir um controle para registro das inspeções.

A manutenção de primeiro nível consiste em: limpeza dos componentes aparentes; reaperto de componentes roscados que não estejam submetidos à pressão; colocação do quadro de instruções; substituição ou colocação de componentes que não estejam submetidos à pressão por componentes originais; e conferência, por pesagem, da carga de cilindros carregados com dióxido de carbono.

A manutenção de segundo nível consiste em: desmontagem completa do extintor; verificação da carga; limpeza de todos os componentes; controle de rosca visual, sendo rejeitadas as que apresentarem crista danificada, falhas de filetes e francos desgastados; verificação das partes internas e externas, quanto à existência de danos ou corrosão; substituição de componentes, quando necessária, por outros originais; regulagem das válvulas de alívio e/ou reguladora de pressão, quando houver; verificação do indicador de pressão; fixação dos componentes roscados (exceto roscas cônicas) com torque recomendado pelo fabricante, no mínimo para as válvulas de descarga, bujão de segurança e tampa; e pintura.

A pintura deve ser feita conforme estabelecida na NBR 7195 (NB76) de 06/1995 – Cores para segurança que fixa cores que devem ser usadas para prevenção de acidentes, empregadas para identificar e advertir contra riscos, e colocação do quadro de instruções, quando necessário; verificação da existência de vazamento; colocação do lacre, identificando o executor; exame visual dos componentes de materiais plásticos, com o auxílio de lupa com aumento de pelo menos 2,5 vezes, os quais não podem apresentar rachaduras ou fissuras.

A recarga deve ser efetuada considerando-se as condições de preservação e manuseio do agente extintor, recomendadas pelo fabricante. Não são permitidas a substituição do tipo de agente extintor ou do gás expelente nem a alteração das pressões ou quantidades indicadas pelo fabricante.

A NBR 13485 de 06/1999 – Manutenção de terceiro nível (vistoria) em extintores de incêndio fixa as condições mínimas exigíveis para a manutenção de terceiro nível (vistoria) em extintores de incêndio, define a manutenção de terceiro nível (vistoria) que consiste e ensaio hidrostático do recipiente para o agente extintor e do cilindro para o gás expelente, quando houver; ensaio hidrostático da válvula de descarga e mangueira; remoção da pintura existente e aplicação de novo tratamento superficial do cilindro e componentes, onde necessário.

Para a manutenção das condições de operação do extintor de incêndio, devem ser utilizados os componentes originais. Ocorrendo qualquer situação divergente, o vistoriador fica impedido de executar a manutenção, devendo informar ao solicitante que o extintor de incêndio em questão deve ser posto fora de operação. Todos os extintores de incêndio devem ser vistoriados em um intervalo máximo de cinco anos, contados a partir de sua data de fabricação ou da última vistoria, ou quando apresentarem qualquer situação prevista a seguir.

A corrosão no recipiente ou nas partes que possam ser submetidas à pressão momentânea ou que estejam submetidas à pressão permanente, ou nas partes externas contendo mecanismo ou sistemas de acionamento mecânico; ilegibilidade das gravações da data de fabricação ou vistoria; defeito no sistema de rodagem, na alça de transporte ou acionamento, desde que estes constituam parte integrante de componentes sujeitos à pressão permanente ou momentânea; existência de reparos na solda ou deformações mecânicas em partes sujeitas à pressão permanente ou momentânea.



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