Cadeiras de escritórios devem cumprir a norma técnica

As cadeiras dos escritórios devem ser ergonômicas e adequadas não só para o conforto do usuário, mas também para a saúde. Tamanhos mal dimensionados e falta de regulagens podem causar problemas na coluna, ombros, pescoço e braços que geralmente ocasionam afastamentos no trabalho. Elas devem ser fabricadas, obrigatoriamente, conforme a norma técnica.

Da Redação

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Dor nas costas, no pescoço, bursite, escoliose, LER, tenossinovite, etc. Esse pode ser o tamanho do problema que móveis de escritório sem ergonomia podem causar nos funcionários. Hoje, as pessoas passam a maior parte do seu tempo nos empregos, produzindo valor e recebendo seus salários.

Mas, fica uma pergunta: como aproveitar os benefícios do trabalho, se ao sair dele a pessoas tão torta e cansada depois de ter passado o dia inteiro sentado em uma cadeira sem foras dos requisitos normativos? Se os humanos passam, em média, 70% do tempo na frente de computadores, resolvendo problemas para fazer o mercado girar, se constrói a riqueza do país sentados em home-offices, deve-se prestar atenção de como elas estão fazendo isso.

Há cálculos do governo de que, em média, mais dos 24.000 afastamentos por ano se dão por problemas na coluna como dores nas costas e desvios posturais. Esse fato evidencia um problema social, o que comprova que o ambiente de trabalho impacta diretamente na vida do trabalhador.

Além disso, é evidente o prejuízo econômico que o não investimento em um item tão simples e básico como uma cadeira de escritório de qualidade pode causar. Uma empresa com boa gestão deve estar atenta a todos os detalhes que possam otimizar resultados.

Parece bastante evidente que cadeiras de escritórios com qualidade estão muito distantes de ser apenas um detalhe. Além disso, investir num item de qualidade gera economia porque evita ter de fazer a reposição constante.

Uma revolução no ambiente de trabalho, em que escritórios sejam confortáveis, é extremamente positivo. Desse modo, investir em escritórios modernos com mesas na altura correta e cadeiras ergonômicas e funcionais é um case em que todos os lados saem ganhando. A empresa ganha em produtividade e funcionários satisfeitos podem desenvolver todas as suas potencialidades, sentindo-se recompensados por trabalhar em ambientes que valorizem sua qualidade de vida.

Se os seus clientes frequentam ou não o escritório, isso importa pouco. A verdade é que o escritório de uma empresa é uma espécie de retrato de seu perfil. Um escritório descuidado e velho depõe tremendamente contra a imagem da companhia.

Já um escritório planejado para atender as necessidades dos funcionários e da empresa, com móveis dentro dos requisitos normativos e cadeiras confortáveis, não só agrada a equipe de trabalho, como também os clientes são impactados positivamente. O cliente não precisa ir ao escritório da empresa para perceber isso. Ele busca informações online, vê fotos, ou vídeos, lê relatos e percebe o tipo de imagem que a empresa está tentando construir.

A NBR 13962 de 06/2018 – Móveis para escritório – Cadeiras – Requisitos e métodos de ensaio especifica as características físicas e dimensionais e classifica as cadeiras para escritório, bem como estabelece os métodos para a determinação dimensional, da estabilidade, resistência e durabilidade de cadeiras de escritório, de qualquer material, excluindo-se: cadeiras plásticas monobloco, assentos para espectadores, assentos plásticos para eventos esportivos e assentos múltiplos, pois possuem normas específicas.

As cadeiras giratórias operacionais são classificadas segundo os tipos A, B, C ou D conforme apresentem obrigatoriamente (O) ou facultativamente (F) para os dispositivos de regulagem descritos na tabela abaixo. As dimensões da cadeira giratória operacional devem estar de acordo com a tabela de dimensões abaixo.

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Para o procedimento de medição, deve-se usar um gabarito de carga, composto por base de formas arredondadas, massas fixas e móveis, que deve ser posicionado sobre o assento, simetricamente ao plano mediano, de modo que o centro de gravidade da massa principal esteja contido: para cadeiras giratórias, no eixo de rotação da cadeira; para todos os outros tipos de cadeiras, no ponto A, localizado com o auxílio do gabarito de posicionamento de carga em cadeiras fixas (ver Anexo A). A massa móvel deve ser posicionada de modo que a face do fundo de seu entalhe contenha a linha vertical tomada pela borda frontal do assento.

Para a determinação do ponto S do encosto, deve-se seguir a seguinte metodologia. Utilizando-se o gabarito de posicionamento de cargas “L” (Anexo A), deve-se encontrar a posição mais vertical para o ângulo de abertura entre o assento e o encosto que esteja entre 88° e 92°. Registrar o ângulo de abertura utilizado. Em seguida, mantendo-se a posição entre o assento e o encosto, deve-se encontrar o ponto mais proeminente do encosto nas posições mais baixa e alta para o encosto.

Utilizando-se a superfície de carregamento do assento e da instrumentação para medição, encontram-se os pontos proeminentes na posição mais inferior e mais superior para o ajuste da altura do encosto, conforme mencionado anteriormente. O intervalo de regulagem encontrado deve atender ao requisito para a variável “f”, constante na tabela de dimensões desta norma.

A profundidade do assento é a distância horizontal da borda anterior do assento à projeção vertical do ponto S, medida no plano mediano, desconsiderando perfis de acabamento, quando houver. Antes da tomada desta medida, caso o encosto possua regulagem de inclinação, ajustá-lo na posição mais vertical possível. Se o encosto possuir regulagem de altura, ajustar para que o ponto S esteja a 220 mm acima do ponto A.

Porém, se as regulagens de assento e de encosto forem conjugadas, isto é, se o aumento da profundidade do assento acarretar o aumento da altura do encosto, o valor mínimo da profundidade do assento deve ser tomado com o encosto em sua posição mais baixa, e o valor máximo, com o encosto em sua posição mais alta. Para a altura do ponto S do encosto – f, o assento deve estar comprimido pelo gabarito de carga.

Para a altura do apoia-braço – p, o assento deve estar comprimido pelo gabarito de carga. Caso o apoia-braço não seja horizontal e tenha formas curvilíneas, ou seja, feito de material não rígido, a dimensão p deve representar a altura da parte útil do apoia-braço e deve ser medida entre o plano situado 20 mm abaixo do ponto mais alto do apoia-braço e o ponto A do assento.

Para essa variável, o apoia-braço deve estar no plano mais horizontal, paralelo à linha de centro do assento, recuado e na menor distância interna entre os apoia-braços. A cadeira deve ser fornecida com manual do usuário, no qual constem a classificação, as instruções para uso e regulagem e as recomendações de segurança cabíveis.

Considerar as partes acessíveis em relação a um único usuário em posição sentada. Considerar partes acessíveis com movimento de ambas às partes ou somente uma delas com as demais fixas, podendo existir ou não mecanismo de fechamento automático. Não considerar como ponto de cisalhamento distâncias que não variam durante seu movimento, não acarretando efeito tesoura.

Não considerar como ponto de cisalhamento onde ocorram contatos com usuário provido de elementos flexíveis, em uma ou ambas as partes, como espumas, borrachas ou elementos retráteis, promovendo a possibilidade de abertura maior que 25 mm sobre força ou pressão. Ou seja, considerar somente onde ocorra contato entre partes rígidas.

Não considerar como ponto de cisalhamento aquele em que o usuário é capaz de controlar seus movimentos e cessar a aplicação de esforço no momento da aparição da dor. Não podem existir pontos de cisalhamento em partes acessíveis do móvel, produzidos por mecanismos de acumulação de energia, como, por exemplo, molas ou cilindros de gás. Não podem existir pontos de cisalhamento se o risco se produz pelo peso do próprio usuário durante ações de movimentos normais (involuntários), como, por exemplo, o deslocamento de uma cadeira para levantar o assento ou para ajustar o encosto.

Deve-se reprovar o móvel com bordas ou arestas cortantes que estejam em contato com o usuário, considerando-se somente as bordas rígidas. Bordas flexíveis não podem ser consideradas. As extremidades de tubos e demais componentes construtivos ocos, situados na área útil, que permitam o acesso às regulagens da cadeira pelo usuário quando na posição sentada, devem ser seladas ou providas de tampões.

As partes lubrificadas do assento devem ser projetadas de modo a evitar o contato com o corpo e com as roupas do usuário em posição sentada. Os ensaios consistem na aplicação, para várias partes da amostra, de forças simulando função normal de uso, bem como pode ser que ocorra de forma razoável a má utilização. Os ensaios são concebidos para avaliar as propriedades desconsiderando os materiais, design/construção ou processos de fabricação.

Os resultados dos ensaios são válidos somente para o artigo ensaiado. Quando os resultados dos ensaios forem destinados para serem aplicados a outros artigos similares, é importante que a amostra do ensaio seja representativa do modelo de produção. Os ensaios realizados de acordo com esta norma são destinados a demonstrar a capacidade do produto para se obter um serviço satisfatório no seu ambiente de trabalho.

Os ensaios foram desenvolvidos para unidades/componentes que não tenham sido utilizados. No entanto, quando devidamente justificado, eles podem ser usados para a investigação da falha. Os dados para o projeto da superfície de carregamento são apresentados no Anexo C e para o projeto do dispositivo de carregamento para estabilidade no Anexo D.

Esta norma não oferece quaisquer requisitos de produto. Estes podem ser especificados em um documento de requisitos. Se este não estiver disponível, possíveis forças e ciclos são sugeridos no Anexo B. Estas forças e ciclos podem ser usados para adultos, independentemente do seu peso e do número de horas de trabalho.

Avaliação do envelhecimento e degradação não estão inclusas. Os ensaios não se destinam a avaliar a durabilidade dos estofados, ou seja, materiais de enchimento e revestimento. Antes de iniciar o ensaio, inspecionar visualmente a unidade completa. Registrar quaisquer defeitos de modo que eles não sejam adotados como resultantes dos ensaios. Realizar medições, se especificado.

Salvo disposição em contrário, os ensaios podem ser aplicados por qualquer dispositivo adequado porque os resultados dependem somente da correta aplicação das forças e não do aparelho. O equipamento não pode inibir a deformação nem causar deformação anormal da unidade/componente, isto é, deve ser capaz de se mover de modo que possa acompanhar a deformação da unidade/componente durante o ensaio.

Todas as superfícies de carregamento devem ser capazes de pivotarem em relação à direção da força aplicada. O ponto pivô deve ser o mais próximo possível da superfície de carregamento. As forças nos ensaios de carga estática devem ser aplicadas suficientemente devagar, para garantir que não sejam aplicadas forças dinâmicas por descuido.

Cada força deve ser mantida por não menos que 10 s e não mais que 15 s. As forças nos ensaios de durabilidade devem ser aplicadas a uma taxa que garanta que não ocorra o aquecimento excessivo. Cada força deve ser mantida por (2 ± 1) s. As forças podem ser aplicadas usando massas. As forças podem ser aplicadas usando massas.

Nesse caso, seguir a relação de equivalência entre kgf e N, ou seja, 9,8 N = 1 kgf. Exceto quando especificadas, as seguintes tolerâncias são aplicáveis: forças: ± 5 % da força nominal; massas: ± 5 % da massa nominal; dimensões: ± 5 mm da dimensão nominal em superfícies macias; 2 mm da dimensão nominal em outras superfícies; ângulos: ± 2° do ângulo nominal. A precisão para o posicionamento das superfícies de carregamento deve ser de ± 5 mm.



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1 resposta

  1. Deveria haver uma fiscalização pelo Ministério do Trabalho, para verificar os moveis utilizados nos escritórios, tanto do poder privado e publico.

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