Os riscos à saúde nos salões de beleza

Será que as manicures, pedicuros e podólogas que atuam nos salões de beleza submetem os instrumentos que utilizam a processos de limpeza e esterilização adequados antes do uso? Se os instrumentos perfurocortantes como alicates de unha e cutícula, espátulas de metal, dentre outros, que provocam abrasões na derme ou epiderme, não forem devidamente processados há o risco de transmissão de microrganismo como vírus, fungos e bactérias. Podem também gerar infecções e se constituírem em veículos para a transmissão de doenças infectocontagiosas como as onicomicoses, as hepatites B e C, as quais se têm proliferado de forma alarmante, e até o vírus Human Immunodeficiency Virus (HIV) causador da Acquired Immunodeficiency Syndrome (AIDS).

beleza2Hayrton Rodrigues do Prado Filho –

Normalmente, os salões de beleza poderiam evitar a transmissão de agentes infectantes com a esterilização de seus instrumentos, com uma lavagem com detergente enzimático, escovação e enxague abundante para que os resíduos orgânicos não fiquem impregnados. Depois de secos devem ser embalados antes do processo de esterilização, o que impede a reprodução de todos os organismos presentes.

A esterilização pode ser realizada com a utilização de calor seco, em estufa ou forno de Pasteur, a 170 °C durante 60 minutos; mas pode ser feito usando-se o vapor saturado sob pressão, em autoclaves, a 134 °C por 15 minutos. As embalagens adequadas utilizadas nos dois casos devem ser abertas apenas por ocasião do uso dos instrumentos, com técnica asséptica, para evitar eventuais contaminações. Isso seria o ideal.

Lixas, espátulas e até mesmo o palito de madeira podem transmitir fungos e bactérias originando micose e, por incrível que pareça, o simples alicate de unha, que se for não esterilizado corretamente, pode transmitir hepatite C, infecções e até mesmo vírus como a aids, uma vez que o objeto pode causar feridas com sangue.

O usuário deve verificar como é feita a higienização dos objetos, como escovas e alicates de unha. A melhor maneira seria o salão se equipar com estufas ou com aparelhos chamados autoclave, usados em hospitais, para esterilizar esses objetos com eficiência.

Os clientes também podem levar os seus próprios objetos, como alicate, lixa, espátula e até mesmo maquiagens pessoais, sendo uma maneira segura para evitar a contaminação. Ao levar o seu próprio kit ao salão de beleza, não se deve compartilhar com outras pessoas alguns itens como lixa de unhas e pés, espuma antisséptica, cortadores de unhas e, principalmente, alicates, o que pode reduzir bastante os riscos de contaminação.

Um grande perigo são as bacias e o não uso de luvas durante o trabalho, além de os profissionais não costumarem lavar as mãos nos intervalos entre clientes. No mercado cada vez mais concorrido e com clientes cada vez mais exigentes, quem atua nos salões de beleza deve estar em dia com as tendências da moda e devidamente preparado para aplicar as técnicas ofertadas por fabricantes de produtos e equipamentos, de maneira a proporcionar um serviço de qualidade e que garanta a satisfação dos clientes atendidos.

Além disso, deve ter conhecimento das leis municipais, estaduais e federais vigentes. A competência dos profissionais nas atividades que desempenham nos salões de beleza garante segurança tanto para eles, quanto para os clientes, que se sentem mais seguros ao confiarem os cuidados com sua saúde e beleza a profissionais preparados.

Considerando o crescimento dos salões de beleza no Brasil e o elevado número de clientes atendidos, notou-se a necessidade de serem estabelecidas competências mínimas para os profissionais que trabalham nesses locais, com a finalidade de garantir maior padronização e qualidade nos serviços ofertados. A NBR 16483 de 03/2016 – Salão de beleza — Competências de pessoas que atuam nos salões de beleza especifica as competências dos profissionais dos salões de beleza no desempenho das suas atividades, a fim de que possam prestar serviços de qualidade.

Esta norma inclui os salões de beleza independentemente do tamanho, desde que não regulamentados por legislação específica. Pretende-se que esta norma seja utilizada por: pessoas e organizações envolvidas com as atividades dos salões de beleza; escolas, centros de formação, cursos etc. envolvidos na formação de pessoas para atuação nos salões de beleza; microempreendedores individuais que exerçam as atividades típicas dos salões de beleza; e desenvolvedores de normas, guias, procedimentos e outros documentos normativos relativos às atividades dos salões de beleza. Não se aplica aos serviços que necessitem de orientação médica.

O profissional deve: receber e preparar o cliente para o atendimento; atender os clientes mantendo uma postura profissional e ética de acordo com as normas do salão; identificar e compreender as expectativas do cliente com relação ao serviço a ser prestado; organizar o ambiente de trabalho; exercer as atividades profissionais de acordo com as boas práticas higiênico-sanitárias pertinentes para cada atividade; exercer as atividades profissionais de acordo com as normas de saúde e segurança no trabalho; indicar, orientar e vender produtos cosméticos e acessórios de acordo com o objeto social da empresa.

Em relação aos produtos cosméticos, é necessário verificar se as substâncias ativas utilizadas são permitidas pela Anvisa. Todos os profissionais devem utilizar os equipamentos de proteção individual específicos para cada atividade; agir de acordo com os princípios da ética, qualidade, sustentabilidade e cidadania; desenvolver atitude empreendedora; conhecer e usar os EPI e EPC necessários ao desenvolvimento das atividades; atuar de acordo com a legislação vigente para cada atividade.

Além do mencionado, devem ser verificados os regulamentos e a NBR 16383. No que diz respeito à tricologia, que não é uma especialidade médica, mas está contida na esfera de atuação do dermatologista, os profissionais dos salões de beleza não estão aptos a realizar diagnósticos sobre o tema, mas convém que conheçam o assunto para melhor prestação dos serviços e orientação junto aos clientes.

O cabeleireiro deve: estar apto a: higienizar e tratar os cabelos, usando produtos e equipamentos adequados ao tipo do cabelo, a fim de manter a integridade dos fios; diagnosticar a condição dos fios e couro cabeludo, conforme sua área de competência e solicitação do serviço; aplicar as técnicas de corte, coloração, modelagem, alisamento e relaxamento, tratamento e higienização dos fios, mais adequadas às expectativas do cliente; responsabilizar-se tecnicamente por eventuais problemas advindos da prestação dos serviços e adotar as devidas medidas corretivas e/ou mitigatórias para o problema apresentado; utilizar e manusear os produtos, utensílios e equipamentos de acordo com o serviço a ser realizado.

Igualmente, deve ter conhecimento dos seguintes temas norteadores: boas práticas higiênico-sanitárias, ética, cidadania, sustentabilidade e qualidade; conceitos de assepsia, antissepsia, desinfecção e esterilização de materiais; tricologia, incluindo a anatomia e fisiologia do cabelo; as patologias do couro cabeludo; as técnicas de higienização dos cabelos; a cosmética capilar; os tipos de utensílios e equipamentos para a realização dos serviços; as noções de consultoria de imagem.

Deve ter conhecimento das técnicas de corte, incluindo: forma; finalização; divisões; geometria; técnicas de modelagem dos fios; técnicas de colorimetria, incluindo: estrela de colorimetria (mais conhecida como estrela de Oswald); cores primárias, secundárias e terciárias; reflexo e numeração das cores básicas e nuances; pigmentos naturais e artificiais; fundo de clareamento; mechas e reflexos; descoloração e decapagem; razão e proporção matemática aplicadas.

Importante conhecer as técnicas de relaxamento, alisamento e ondulação, incluindo: estrutura capilar (ligações de queratina); processos de mudanças (definitivo); diferentes tecnologias alisantes (hidróxidos e tioglicólicos); teste de mecha para a escolha do produto; passo a passo da aplicação do produto, conforme recomendação do fabricante. Deve incluir em seus conhecimentos as noções de penteados; atualizações sobre o mercado e suas tendências; apresentação e postura profissionais; e organização do trabalho.

As competências necessárias para formar o profissional que atua em salões de beleza são em geral desenvolvidas por meio de cursos de formação teórico-prática que apresentam duração e conteúdos programáticos variados. Para orientar as instituições de formação profissional e as pessoas que atuam nos salões de beleza, seguem referências para conteúdo programático, carga horária e escolaridade mínima para cada uma das ocupações relacionadas nesta norma.

A carga horária recomendada para o curso de cabeleireiro, incluindo teoria e prática, é de 400 h. Há instituições de formação que dividem a carga horária em aulas teóricas (25 % da carga horária, em média) e práticas (75 % da carga horária, em média).

Há instituições de formação profissional que desenvolvem metodologia por competências, em que as situações de aprendizagem articulam teoria e prática contempladas no decorrer de toda a carga horária do curso. As boas práticas higiênico-sanitárias englobam o seguinte: conceitos; antissepsia, assepsia, desinfecção, esterilização e descontaminação; métodos utilizados para desinfecção e esterilização de materiais; vacinas ocupacionais; e ergonomia aplicada à profissão.

A NBR 16383 de 10/2015 – Salão de beleza — Requisitos de boas práticas na prestação de serviços especifica os requisitos de boas práticas a serem seguidos por salões de beleza que desejam comprovar e documentar que fornecem serviços e comercializam produtos de acordo com as boas práticas de atendimento aos clientes e com as condições higiênico-sanitárias, por meio de processos e procedimentos devidamente estruturados. Esta norma inclui os estabelecimentos citados, independentemente do tamanho, desde que não regulamentados por legislação específica.

Pretende-se que esta norma seja utilizada por: pessoas e organizações envolvidas com as atividades dos salões de beleza; microempreendedores individuais que exerçam as atividades típicas dos salões de beleza; e desenvolvedores de normas, guias, procedimentos e outros documentos normativos relativos às atividades dos salões de beleza. Não se aplica aos serviços que necessitem de orientação médica.

Os salões de beleza devem planejar, implantar, implementar e manter boas práticas, por meio de procedimentos e processos para a prestação do atendimento com qualidade e em condições higiênico-sanitárias adequadas, para cada unidade de serviço. As boas práticas devem ser apropriadas ao tamanho e à natureza dos serviços ofertados pelos salões de beleza.

Os salões de beleza, incluindo os parceiros prestadores de serviços e microempreendedores individuais que exerçam as atividades típicas dos salões de beleza, estão sujeitos e devem atender às legislações federais, estaduais e/ou municipais vigentes. Os salões de beleza que possuam mais de uma unidade de serviço devem indicar, de forma clara, qual (is) atende (m) a esta norma.

As edificações e instalações do salão de beleza devem ser mantidas organizadas e em adequado estado de conservação e funcionamento. Devem ser de construção sólida e sanitariamente adequada, de acordo com a legislação aplicável. Os materiais utilizados na construção e na manutenção não podem transmitir qualquer substância indesejável durante o processo de execução dos serviços de beleza.

As edificações do salão de beleza devem ser livres de focos de contaminação, objetos em desuso, animais, insetos e roedores. Convém que o acesso às instalações do salão de beleza não seja comum a outros usos, como, por exemplo, para habitação. As atividades do salão de beleza, onde apropriado, devem ser separadas por meios físicos (paredes, divisórias ou similares) ou outros meios e procedimentos eficazes.

As superfícies das paredes, divisões e pisos do salão de beleza devem ser construídas com materiais impermeáveis, lisos e laváveis, e devem ser mantidas íntegras, conservadas, livres de rachaduras, trincas, vazamentos, infiltrações, bolores, descascamentos, entre outros, possibilitando a manutenção, a limpeza e a desinfecção. Os tetos, telhados e forros do salão de beleza devem ser construídos e revestidos de modo a minimizar o acúmulo de sujidades e a não permitir condensação. Devem também ser mantidos livres de goteiras, trincas, descascamentos, vazamentos e infiltrações, especialmente nas áreas de prestação dos serviços.

As portas e janelas do salão de beleza devem ser projetadas de forma a impedir o acesso de pragas. Elas devem ser mantidas limpas e sem acúmulo de sujidades. Convém que o salão de beleza possua condições adequadas de acessibilidade e que o ambiente destinado à recepção seja de fácil acesso e proporcione condição de conforto ao usuário.

Deve ser garantida a privacidade do cliente em um ambiente individual durante os procedimentos que necessitem despir as vestes ou partes destas. Devem ser proporcionados mecanismos adequados de ventilação natural ou mecânica, de forma a garantir um ambiente com conforto térmico para os clientes, colaboradores e parceiros do salão de beleza.

A iluminação e a ventilação do salão de beleza devem ser naturais e/ou artificiais, de forma a proporcionar condições adequadas de segurança e conforto aos clientes. Os sistemas de ventilação e/ou climatização do salão de beleza devem ser projetados e construídos de tal forma que o ar não circule de áreas contaminadas para as áreas limpas e, quando necessário, devem poder ser submetidos à manutenção e limpeza adequadas.

Os equipamentos e os filtros para climatização do salão de beleza devem estar conservados. A limpeza dos componentes do sistema de climatização, a troca de filtros e a manutenção programada e periódica destes equipamentos devem ser registradas e realizadas conforme recomendação dos fabricantes dos equipamentos e/ou legislação aplicável. As instalações sanitárias do salão de beleza devem ser mantidas organizadas e em estado adequado de conservação e funcionamento.

As instalações sanitárias do salão de beleza devem possuir lavatórios e estar supridas de produtos destinados à higiene pessoal, como papel higiênico, sabonete líquido inodoro antisséptico ou produto antisséptico, bem como toalhas de papel descartáveis ou outro sistema higiênico e seguro para secagem das mãos. Os coletores dos resíduos devem ser dotados de tampa e acionados sem contato manual.

No salão de beleza, devem existir lavatórios exclusivos para a higiene das mãos nas áreas de execução dos serviços, em posições estratégicas e em número suficiente, de modo a atender a toda a área onde o serviço é prestado, possuindo sabonete líquido inodoro antisséptico ou produto antisséptico, bem como toalhas de papel descartáveis ou outro sistema higiênico e seguro para secagem das mãos. Os coletores dos resíduos devem ser dotados de tampa e acionados sem contato manual.

O salão de beleza deve dispor de coletores identificados e íntegros, de fácil higienização e transporte, e em número e capacidade suficientes para conter os resíduos produzidos no processo de prestação dos serviços. Os coletores utilizados pelo salão de beleza para deposição dos resíduos das áreas de execução dos serviços devem ser dotados de tampas acionadas sem contato manual.

Os resíduos do salão de beleza devem ser frequentemente coletados e estocados em local fechado e isolado da área de prestação de serviços, de forma a evitar focos de contaminação e atração de vetores e pragas urbanas até o seu recolhimento, cumprindo as exigências legais pertinentes. Os resíduos de produtos utilizados nos serviços prestados pelo salão de beleza (resíduos de cera para depilação e colorações e alisamentos preparados, por exemplo) devem ser descartados de acordo com a legislação específica, se houver.

Os resíduos perfurantes, cortantes ou que têm contato com secreção ou sangue no salão de beleza devem ser acondicionados previamente em recipiente rígido, estanque, vedado e identificado pela simbologia do produto infectante. A coleta desse material deve obedecer à legislação pertinente. As instalações, equipamentos, mobiliários e utensílios do salão de beleza devem ser mantidos em condições higiênico-sanitárias apropriadas.

Os utensílios do salão de beleza devem ser higienizados, desinfectados ou esterilizados de acordo com as finalidades propostas e a legislação pertinente. Tais operações devem ser realizadas por colaboradores ou parceiros comprovadamente capacitados e com a frequência que garanta a manutenção destas condições e minimize o risco de contaminação.

Todos os equipamentos e mobiliários devem ser posicionados de forma a permitir o acesso embaixo, em cima e ao seu redor para facilitar a limpeza e a manutenção, que devem ser periódicas, com o devido registro de realização. O salão de beleza deve garantir que a segurança do cliente, dos colaboradores e dos parceiros não seja afetada durante as operações de manutenção dos equipamentos e utensílios.

As cadeiras, armários, macas, colchões, travesseiros e almofadas do salão de beleza devem ser revestidos de material impermeável, resistente, de fácil limpeza e desinfecção, mantidos em bom estado de conservação e higiene. Os utensílios do salão de beleza devem ser acondicionados em recipiente limpo e protegido após os processos de limpeza, desinfecção e esterilização. Os utensílios que necessitem de esterilização devem ser acondicionados em invólucros adequados à técnica empregada durante o processo de esterilização, devendo constar a data que esta foi realizada.

Os utensílios e equipamentos utilizados pelo salão de beleza na higienização devem ser próprios para a atividade e estar conservados, limpos e disponíveis em quantidade suficiente bem como devem ser guardados em local reservado para esta finalidade. Os utensílios (escovas, pentes etc.) que entram em contato com o couro cabeludo dos clientes, devem ser limpos após cada utilização.

Os saneantes utilizados pelo salão de beleza devem estar regularizados de acordo com a legislação aplicável. A diluição, o tempo de contato e o modo de uso e aplicação dos saneantes devem obedecer às instruções recomendadas pelo fabricante. Os saneantes devem ser identificados e guardados em local reservado para esta finalidade.

A rouparia limpa utilizada pelo salão de beleza nos processos de prestação de serviços deve ser acondicionada em sacos plásticos e/ou ambientes fechados, sendo trocadas a cada cliente. O acondicionamento da rouparia suja deve ser feito em recipiente plástico com tampa e identificado de forma clara e inequívoca, para não haver mistura com a rouparia limpa.

Utensílios (lâminas de barbear, lixas para unhas e pés, palitos e espátulas de madeira e esponjas para higienização ou esfoliação da pele, por exemplo) e materiais para proteção de equipamentos (proteção de macas, bacias de manicure e pedicure, por exemplo) são de uso único, devendo ser descartados, ficando vedado os seus reprocessamentos. Os salões de beleza devem estabelecer rotinas de desinsetização e desratização, com os devidos registros de realização.

Os colaboradores e parceiros do salão de beleza devem manter-se em condições de higiene e saúde adequadas. Os colaboradores e parceiros do salão de beleza não podem fumar ou praticar outras atividades que possam incomodar, constranger ou contaminar os clientes durante o desempenho das atividades. Os colaboradores e parceiros do salão de beleza devem realizar a lavagem e a assepsia das mãos ao chegar ao trabalho, antes e após a execução de um serviço com contato direto com o cliente, após qualquer interrupção do serviço, após tocar em materiais contaminados, antes e após usar os sanitários e sempre que se fizer necessário.

No salão de beleza, devem ser afixados cartazes de orientação aos colaboradores e parceiros sobre a correta lavagem e assepsia das mãos e demais hábitos de higiene, em locais de fácil visualização, inclusive nas instalações sanitárias e lavatórios. Convém que seja realizado um controle adequado para garantir o cumprimento deste requisito.

Para a gestão do salão de beleza, devem ser definidas as diretrizes de comportamento a ser conhecidas, utilizadas e cumpridas por todos. Convém que os colaboradores e parceiros participem de treinamentos programados e periódicos sobre as regras estabelecidas pela empresa no tocante ao atendimento aos clientes. As diretrizes do salão de beleza quanto ao atendimento prestado aos clientes devem estar, preferencialmente, registradas em documento que possa ser facilmente consultado por todos os colaboradores e parceiros.

Os colaboradores e parceiros do salão de beleza devem manter posturas e atitudes adequadas e respeitosas com o cliente e devem oferecer a todo o momento um tratamento cortês, independentemente da idade, da aparência e do momento em que se apresente o cliente, da importância do serviço, da solicitação de uma devolução ou da apresentação de uma reclamação.

O salão de beleza deve manter em local visível, no seu interior e exterior, os horários de atendimento ao público, assim como o canal de comunicação de fácil acesso pelos clientes, como telefone, site, redes sociais, etc. 4.9.1.4 Os colaboradores e parceiros do salão de beleza devem evitar qualquer comentário que possa resultar ofensivo ou provocar situações incômodas para os clientes.

Enfim, o mercado da beleza e estética têm crescido muito, devido, principalmente, à divulgação nas redes sociais. A internet acabou trazendo novos padrões de imagens e estilos que atingem todas as camadas sociais e faixas etárias. No entanto, o referido avanço não impede, por exemplo, que os riscos de infecções e contágio de doenças com os profissionais envolvidos diretamente com a beleza e a estética aconteçam com certa frequência.

Esses locais de trabalho locais de trabalho acabaram sendo de interesse da saúde, pois podem representar um risco para usuários e profissionais, principalmente quando as boas práticas de biossegurança não forem executadas. Com base nesse enfoque, os profissionais dos salões de beleza e centros de estética e os seus clientes devem saber dos riscos de doenças adquiridas nesses ambientes que são ocasionadas pela falta de higienização dos instrumentos utilizados para fazer unhas, depilar ou ainda em procedimentos estéticos.

No caso da estética corporal, o contato direto com a pele do cliente e a manipulação de micro-organismos podem se comportar como agentes potencialmente infecciosos e são alguns dos fatores que contribuem para o aumento dos riscos de se contrair doenças no ambiente de trabalho. Assim, o ambiente e as atividades realizadas nos salões de beleza e estética são propícios para a transmissão de micro-organismos, seja por contato direto ou indireto.

Neste contexto, deve-se ressaltar os riscos nos centros de beleza e estética dos denominados riscos ocupacionais que podem ser biológicos, físicos, mecânicos, psíquicos, químicos e ergonômicos. Por serem ambientes bastante frequentados, o que se nota é que o fluxo no atendimento não permite que certas medidas de segurança sejam tomadas e, com isso, há o contato direto entre diferentes tipos de pessoas, o que pode ser visto como um problema quando se trata do contágio de doenças.

Contudo, é possível reverter esse quadro com iniciativas simples como a lavagem das mãos, uso de luvas, uso de instrumentos pessoais depois de feita a devida higienização, dentre outros. A lavagem correta das mãos é uma ação simples e é tida como uma das mais importantes medidas utilizada na diminuição da propagação de doenças em estabelecimentos de beleza e estética.



Categorias:Normalização, Qualidade

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2 respostas

  1. Acredito que tenham se confundido com as temperaturas. Não seria 134ºC?

  2. adorei !!! muito bom o conteúdo de seu trabalho esta somando muito no meu aprendizado para que eu possa apresentar um material de qualidade para meus leitores pois estou iniciando agora e espero um dia poder postar um artigo assim.
    parabéns para você

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