Os tampos de vidro para móveis

Como uma opção versátil, o tampo de vidro pode ser aplicado a diversos tipos de mesas, cada uma apropriada para determinado ambiente. Elas oferecem várias vantagens como a facilidade na limpeza, a durabilidade e o fato de que elas não mancham facilmente, pois são feitas com um material que não sofre tanto com as mudanças de temperatura e umidade, como acontece com a madeira, por exemplo. Pode ser utilizado em mesas de centro, mesas de jantar, armários, bancadas, balcões ou aplicados em outros tipos de bases. Disponíveis em diversos acabamentos, são feitos com vidros comuns de espessuras de até 19 mm ou temperados de alta qualidade, o que garante segurança e higiene do produto final. Porém, deve ser cumprida a norma técnica para as exigências de desempenho necessárias para garantir a segurança da aplicação do vidro.

vidro2Da Redação –

Para se utilizar o vidro em móveis, antes de tudo, é necessário pensar em qual tipo escolher. Para cada necessidade e para cada mobiliário existe um material adequado. Ao se pensar em segurança, ou seja, em um material que seja mais resistente, para ser usado em mesas ou prateleiras, por exemplo, deve-se escolher entre os vidros temperados, laminados ou aramados.

Uma opção com textura, que proporcione vários efeitos decorativos combinados com privacidade e conforto, como o efeito jateado, deve-se escolher o vidro impresso ou, como também é conhecido, o vidro fantasia. Quando se quer estética e cores, o vidro ideal para o mobiliário é o acidado. Ele pode ter opacidade total, com ou sem adição de cores, além de ter a possibilidade de ser curvado, bisotado ou temperado.

Na mesma linha se encontra o vidro serigrafado que permite a aplicação de uma imagem no vidro, que pode ser um desenho com detalhes e formas variadas ou uma cor chapada. A opção do vidro em móveis, além de sofisticação e modernidade, pode-se oferecer ao cliente a praticidade, pois o vidro é um material de fácil limpeza e que apresenta grande durabilidade – dependendo do tipo que for escolhido.

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Além disso, ele apresenta algumas outras vantagens, como tornar os ambientes mais claros, proporcionando maior luminosidade; oferecer a sensação de amplitude no espaço; ser resistente ao bolor; evitar infiltrações; e exercer o papel de isolador acústico. Assim, em linhas gerais, pode-se afirmar que o vidro é um material muito versátil, não existindo muitas regras de onde se pode colocá-lo no projeto do móvel.

É necessário somente estar atento aos riscos – já que este é um material passível de acidentes – e quais as finalidades do móvel: atente-se à variedade de tipos de vidros e para quais objetivos eles são destinados; às quinas; e se ele será utilizado para suportar choques e grandes quantidades de pesos; além de outras questões. Por exemplo, as escrivaninhas para escritórios em casa; mesa de centro da sala; aparadores de mesa, para a colocação dos alimentos durante as refeições; armários para closet; proteção para lareira; nichos para a colocação de objetos decorativos na sala; estantes.

Atualmente, cada vez mais a indústria de móveis tem inserido o vidro como parte integrante do móvel, como a porta basculante de um armário de cozinha. É fato que a adição de vidro ao móvel torna a decoração mais leve. E para que os vidros para indústria moveleira sejam duráveis é imprescindível garantir que seja muito bem produzido desde o início.

Os vidros para indústria moveleira são os temperados e isso se deve ao fato de serem mais resistentes que os vidros comuns. Para criar o vidro temperado, a matéria-prima é o vidro comum, que é aquecido e logo depois é submetido a jatos de ar frio em toda a sua extensão. A ideia é que ele enrijeça por fora rapidamente, e por dentro, mais lentamente.

Em resumo, o vidro temperado é aquele que passou por tratamento térmico para modificar suas características, como a dureza e a resistência mecânica. Uma brusca mudança de temperatura gera uma compressão das faces externas e expansão na parte interna, tornando o material muito mais resistente. Esta transformação do vidro comum em temperado é feita em fornos de têmpera automatizados, com alto padrão de qualidade. Mas atenção: depois de temperados os vidros não podem ser cortados, partidos ou receber furos. Quando ele se quebra, o faz em pequenas partículas, pouco cortantes, provocando o estilhaçamento completo da peça, evitando danos ou acidentes. O vidro temperado também pode ser usado na decoração. Alcança grandes vãos, pode ser encaixilhado. Está sendo largamente usado para mesas, tampos, pias, prateleiras, etc.

A NBR 14488 de 07/2010 – Tampos de vidro para móveis – Requisitos e métodos de ensaio especifica as exigências de desempenho necessárias para garantir a segurança da aplicação de vidro, utilizado na composição de mesas, aparadores e similares. O vidro de segurança temperado deve estar de acordo com a NBR 14698 e o vidro de segurança laminado deve estar de acordo com a NBR 14697, salvo a condição quando a mesa, que tiver como componentes um aparelho de aquecimento embutido e o vidro, deve somente utilizar vidro de segurança temperado que atenda aos ensaios da NBR 13966.

A estrutura da mesa deve ser projetada de forma a atender aos requisitos da NBR 13966 e sustentar o tampo sem oferecer riscos de danos físicos aos seu usuários. As mesas devem incorporar dispositivos apropriados que garantam a estabilidade vertical e horizontal do tampo, principalmente quando as bordas do tampo não são encaixilhadas. O (s) apoio (s) para o tampo possui (em) a função física de sustentá-lo e mantê-lo sob condições estáveis, e devem ser projetados para garantir as condições descritas acima.

O tampo pode ser deslocado em qualquer direção horizontal, desde que ele sobreponha simultaneamente cada apoio, no limite mínimo especificado pela seguinte equação: Δs =1,5 × E, onde: Δs é a sobreposição por apoio; E é a espessura do vidro utilizado. Os tampos não fabricados com vidros de segurança devem ser determinados a apoiar no mínimo 50% do perímetro do tampo, estando presentes em pelo menos duas regiões diametralmente opostas e distantes no máximo a 100 mm da borda do tampo.

Os tipos de apoio indicados incluem: biapoiado; totalmente apoiado; cantos apoiados; apoio único central; bordas apoiadas. O tampo, pela exigência de uso na estrutura do móvel e pela necessidade ergonômica de uso, requer que fisicamente as bordas sejam lapidadas ou lixadas. A forma das bordas utilizadas deve ser tal que elas não ofereçam riscos de injúria física.

O tampo, pela exigência de uso na estrutura do móvel e pela necessidade ergonômica de uso, requer que os cantos expostos sejam arredondados com um raio mínimo de 5 mm. Objetos aquecidos (panelas, travessas, rechaux) não devem ter contato direto com o tampo de vidro, pois geram choques térmicos que podem levar à fratura do tampo. Recomenda-se, portanto a utilização de material intercalar ou isolante.

De acordo com a NBR 14698, os vidros temperados possuem uma resistência maior ao choque térmico do que os vidros comuns. O tampo deve ser separado através de material intercalar adequado da estrutura que o suporta, quando o material de contato oferecer qualquer possibilidade de dano físico ao vidro. A tolerância de contato do tampo com os elementos que o suportam deve levar em consideração o coeficiente de expansão térmica do vidro e dos componentes ao seu redor, bem como as tolerâncias dimensionais do projeto do tampo.

As tolerâncias de aceitação para peças prontas são: peças para encaixe: 0 a – 2 mm; peças sobrepostas: ± 5 mm. A espessura nominal deve obedecer aos critérios estabelecidos pela NBR NM 294 para vidro float e pela NBR NM 297 para vidro impresso. A maioria dos defeitos lineares ocorre durante o processamento do vidro, portanto deve-se efetuar sempre uma rigorosa limpeza dos equipamentos envolvidos no processo, como pinça, mesa de corte, lapidadoras, lavadoras, assim como dos equipamentos de transporte.

Os critérios para aceitação de tampos de mesa com relação a defeitos estão demonstrados nas tabelas abaixo e devem ser observados sob as seguintes condições: luz natural; o vidro deve estar em posição horizontal; o observador deve fazer a análise a 1 m de distância, num ângulo de 90°.

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Para o ensaio de estabilidade sob impacto horizontal, o piso para o ensaio deve ser horizontal, plano e rígido, com superfície lisa. As travas para impedir o deslizamento do móvel, quando do impacto, não podem ter mais de 12 mm de altura e devem impedir o deslizamento, mas não a virada do móvel. O dispositivo de impacto horizontal consiste numa bola de basquete inflada com uma pressão de (73,5 ± 5) kPa, presa por uma rede elástica suportada por um anel.

A esfera deve ser montada em um anel de madeira ou similar, como mostra a figura abaixo, com um diâmetro exterior de (150 ± 5) mm e um diâmetro interno de (90 ± 5) mm. A face de traseira do anel deve ser unida ao corpo do dispositivo de impacto e a face dianteira deve moldar-se para acomodar a bola.

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O dispositivo de impacto deve ser suportado por um cabo flexível de (850 ± 50) mm, de modo que a linha central longitudinal do dispositivo permaneça na horizontal, quando o cabo flexível se deslocar na vertical. O dispositivo de impacto deve ter uma massa, incluindo todas as partes móveis, menos o cabo, de 45 kg.

Para o procedimento, colocar a mesa no piso com as travas posicionadas contra a parte inferior dos pés da mesa, no sentido do impacto. Deixar cair o dispositivo de impacto de acordo com a altura de 35 mm, de modo que ele golpeie a borda da mesa na posição mais difícil para o seu equilíbrio, por exemplo, a parte superior da borda.

A altura máxima do ponto de impacto até o nível do piso será de no máximo 1600 mm. O móvel deve ser aprovado no teste se não tombar e se conservar seus requisitos, conforme especificação. O ensaio acima foi traduzido da BS 4875:2001 – Parte 5.

Os tampos de vidro devem ser manuseados sem permitir a ocorrência de danos mecânicos em suas superfícies ou bordas. Os tampos devem ser transportados ou armazenados com inclinação de 4° a 6° em relação ao plano vertical. É recomendável o uso de cavaletes apropriados.

Os tampos, quando transportados ou armazenados, devem ser intercalados por materiais que protejam as superfícies do vidro. Os tampos devem ser armazenados em local protegido de poeira e umidade, evitando o surgimento de condensações ou contatos físicos que possam danificar as superfícies do vidro. Cada unidade de acondicionamento deve identificar o tipo de tampo e suas dimensões, bem como conter símbolos convencionais de manuseio, proteção contra umidade e choques mecânicos.

Os fabricantes de móveis devem fornecer um manual ou um folheto com informações relativas ao uso, manutenção e cuidados com o tampo. Estas informações devem incluir o descrito a seguir. As informações sobre o móvel e seu fabricante: modelo, número do lote e data da fabricação do móvel; nome, endereço e CNPJ do fabricante do móvel; número e ano desta norma e os resultados do ensaio tipo; tipo de vidro do tampo e suas dimensões. No caso de o móvel ser importado, os dados do agente importador e do distribuidor devem ser fornecidos.

As informações sobre o uso e cuidados com o tampo: o tampo, quando lascado ou quebrado, deve ser substituído por outro conforme o tipo de vidro do tampo e suas dimensões; o choque de objetos duros e pontiagudos com o tampo pode danificá-lo; o contato direto de objetos quentes ou frios com a superfície do vidro deve ser evitado, sob risco de quebra; a limpeza do tampo deve ser feita somente utilizando-se um pano umedecido com água e sabão ou detergente neutro, ou um produto comercial apropriado para limpeza do vidro; não sentar ou ficar em pé sobre o tampo.

Quanto às espessuras dos vidros, para tampos que não tenham toda a superfície apoiada, recomendam-se as espessuras de vidro especificadas nas tabelas abaixo. Para tampos que tenham toda a superfície apoiada, recomendam-se as espessuras de vidro especificadas na tabela abaixo.

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