Os reservatórios de combustível de plástico para veículos

Atualmente, os especialistas automotivos acreditam que os tanques de combustível de metal podem ser corroídos pelo próprio combustível, pelos produtos químicos espalhados pelas estradas, sal, lama e cascalho. A corrosão pode enfraquecer o tanque, o que apresenta sérios riscos de vazamentos e explosões. Defendem os tanques de combustível de polietileno de alta densidade (HDPE) que são resistentes a esses ambientes corrosivos. Os projetistas modelam um carro e, no final do processo, podem preencher o espaço negativo restante com a forma do tanque de plástico. A integridade sem costura dos tanques de plástico aumenta a segurança do veículo. Os fabricantes sopram um tubo grosso e contínuo de várias camadas do polímero em um molde. Tanques de combustíveis sem costura ajudam a evitar vazamentos durante acidentes. Muitas vezes, os projetistas fabricam tanques de combustível de plástico de até seis camadas. Paredes mais espessas do tanque evitam melhor a permeabilidade ao vapor e às emissões e proporcionam maior estabilidade estrutural. Um tanque de plástico médio também pesa dois terços a menos que um tanque de metal.

tanque2Da Redação –

Os tanques de combustível de plástico são feitos de polietileno de alta densidade (HDPE). O aço é mais barato, mas há mais liberdade de projetos com o plástico. Os tanques de plástico são cerca de 30% mais leves e geralmente não têm costuras, o que os torna menos propensos a se romper em um acidente. Essa é uma grande vantagem.

O plástico também não gera faíscas e é um pouco mais flexível que o aço – no sentido de voltar à forma após o impacto. Quando um tanque de aço absorve energia de impacto, ele se dobra e muitas vezes explode nas costuras. O volume diminui e o combustível é ejetado sob pressão – o que é exatamente o que não se deseja, porque evapora rapidamente.

Os tanques de combustível de plástico são muito resistentes. É um isolador ainda melhor se houver um incêndio embaixo do veículo. Portanto, o combustível dentro do tanque leva mais tempo para esquentar. Em um incêndio em um veículos, o combustível em um tanque de plástico permanece mais frio por mais tempo. É menos provável que ele se torne rapidamente pressurizado e expire o vapor inflamável. O problema é que o fogo derreterá o tanque e as pessoas estarão sentadas em um queimador de grande potência.

A NBR 11473 de 06/2016 – Reservatório do combustível de plástico para veículos rodoviários automotores – Determinação da resistência ao impacto especifica o método de determinação da resistência ao impacto do reservatório do combustível de plástico, utilizado em veículos rodoviários automotores. O corpo de prova desses produtos deve ser um reservatório do combustível obtido por meios representativos do processo produtivo. O corpo de prova deve estar provido de tampas, de modo que possa estar hermeticamente fechado durante o ensaio.

Para a preparação do ensaio, o corpo de prova deve ser cheio totalmente com uma mistura eutética de água e etilenoglicol ou outra equivalente, que permaneça no estado líquido durante o ensaio e que não modifique as propriedades do material do reservatório do combustível. Durante todo o ensaio, a temperatura do corpo de prova deve ser de (40 ± 2) °C.

Colocar o corpo de prova na câmara de refrigeração até que este se estabilize na temperatura especificada. Após a estabilização da temperatura do corpo de prova, retirá-lo da câmara de refrigeração e colocá-lo no suporte de fixação.

Posicionar o pêndulo de modo que a sua energia, no instante do impacto contra o corpo de prova, não seja inferior a 30 J, e a mais próxima possível deste valor. Os impactos devem ser feitos nos pontos mais vulneráveis do corpo de prova. Estes pontos são aqueles mais expostos ou mais fracos com relação ao formato do corpo de prova e/ou sua localização no veículo. Os pontos selecionados devem ser indicados no relatório de ensaio.

Durante o ensaio, o corpo de prova deve ser mantido em posição pelos elementos de fixação lateral ou laterais opostos ao lado do impacto. De comum acordo entre fabricante e comprador, todos os impactos podem ser realizados em um único corpo de prova ou em corpos de prova diferentes.

Os resultados devem ser expressos em relatório de ensaio, no qual devem constar: data do ensaio; número do ensaio; responsável pelo ensaio; identificação do corpo de prova; data de fabricação do corpo de prova; massa do corpo de prova; entidade executante do ensaio; anotação dos pontos selecionados para o ensaio, e se houve ou não rupturas ou vazamentos destes.

Complementando essa norma, há a NBR 11472 de 10/1990 – Reservatório do combustível de plástico para veículos rodoviários automotores que fixa as condições exigíveis para a homologação do reservatório do combustível de plástico para veículos rodoviários automotores de passageiros (automóveis) e veículos rodoviários automotores mistos, visando assegurar uma qualidade adequada ao produto final. Ela destaca que o plástico é um material orgânico de elevada massa molecular, que foi conformado por uma deformação permanente e que se encontra no estado sólido em sua condição final (produto acabado).

A mistura eutética é a de duas ou mais substâncias líquidas que atingem a temperatura eutética que, por sua vez, é a mais baixa na qual uma solução resiste, permanecendo completamente líquida. O ponto de pressurização é o orifício existente no reservatório do combustível, através do qual este reservatório é conectado ao dispositivo de pressurização. A perda de massa do combustível devido à sua passagem através da parede do reservatório é a permeabilidade.

O respiro do reservatório é o orifício existente no reservatório do combustível, através do qual o interior deste se comunica com o meio exterior. Os insertos metálicos e plásticos são os componentes integrados ao reservatório do combustível e que desempenham diferentes funções nele mesmo (exemplo: reforços de fixação, pipetas para conexão de mangueiras, etc.).

Uma identificação indelével e clara deve estar integrada no reservatório do combustível, com possibilidade de ser facilmente visível após a instalação deste reservatório no veículo. Desta identificação devem constar, no mínimo, as seguintes informações: dia, mês e ano de fabricação; marca, identificação, ou código do fabricante do reservatório (se diferente do fabricante do veículo); marca registrada do fabricante do veículo; número da peça atribuído pelo fabricante do veículo; identificação por abreviatura do material utilizado (exemplo: PE – Polietileno). Podem ser adicionadas outras informações que sejam do interesse do fabricante do reservatório e/ou do veículo.

Os reservatórios ensaiados devem satisfazer às seguintes exigências: não deve haver vazamentos, após o ensaio de resistência ao impacto; não deve haver vazamentos ou trincas, após o ensaio de resistência mecânica sob pressão; perda de massa do combustível: a máxima perda média de combustível admissível, a 40 ºC, é de 20 g para cada 24 h de ensaio de permeabilidade ao combustível; a máxima perda média de combustível admissível, a 23 ºC, é de 10 g para cada 24 h de ensaio de permeabilidade ao combustível; não deve haver vazamentos ou trincas, após o ensaio de resistência ao combustível utilizado; e não deve haver vazamento, após o ensaio de resistência mecânica à queda; não deve apresentar vazamentos ou deformações importantes, após o ensaio de resistência a altas temperaturas; não deve haver vazamentos do reservatório, após o ensaio de resistência ao fogo.

Para a inspeção, os ensaios a executar são: o ensaio de resistência ao impacto, conforme MB-3288; o ensaio de resistência mecânica sob pressão, conforme MB-3289; o ensaio de permeabilidade à ação do combustível utilizado, conforme MB-3290; o ensaio de resistência ao combustível utilizado, conforme MB-3291; o ensaio de resistência mecânica à queda livre, conforme MB-3292; o ensaio de resistência a altas temperaturas, conforme MB-3293; e o ensaio de resistência ao fogo, conforme MB-3294.

Os reservatórios de combustíveis são os responsáveis por armazenar o combustível para a locomoção dos veículos, sendo as peças fundamentais no bom funcionamento do motor. Além de acondicionar o material inflamável, os reservatórios de plástico são opções seguras e econômicas para carros, motos e caminhões.

Os tanques de plástico vêm ganhando mercado entre os veículos de grande porte pelas inúmeras vantagens em comparação a seus concorrentes metálicos, além de serem os únicos que são submetidos exaustivamente a testes normalizados por normas NBR. Hoje, a maioria dos tanques de combustíveis para carros populares já é de plástico, seguindo a tendência da Europa onde praticamente 100% desses reservatórios são de polietileno e dos USA onde esse número está em torno de 65%.

A expectativa é que o segmento de caminhões também consolide a versão, pois se percebe os benefícios dos tanques plásticos em detrimento aos metálicos galvanizados, pela não corrosão provocada pelo diesel. Resistente às aplicações mais severas quanto ao uso e às intempéries climáticas, o tanque de plástico se torna um produto competitivo e eficiente, que pode ser produzido de acordo com a necessidade de cada cliente.



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