Publicado em 12 mai 2020

Compliance: uma responsabilidade solidária

Redação

Cada vez mais as pessoas e as empresas têm notado que ética e compliance devem ser os pilares que norteiam o mundo dos negócios, e há a necessidade de todas as organizações atuarem com o mesmo princípio ético, exigindo-o uns dos outros.

Thiago Nascimento - 

Em um universo corporativo marcado pelo excesso de informação e a difusão das mídias sociais - que podem promover ou depreciar a reputação de uma marca em poucos instantes, com desdobramentos no valor da ação ou no custo da reputação da empresa -, a sensibilidade em relação à imagem e a associação da marca com seus parceiros de negócios precisam ser muito bem avaliadas. Cada vez mais as pessoas e empresas têm notado que ética e compliance devem ser os pilares que norteiam o mundo dos negócios, e há a necessidade de todas as organizações atuarem com o mesmo princípio ético, exigindo-o uns dos outros.

A tendência hoje é que os negócios sejam pautados pela ética, e desvios sejam menos tolerados ou encarados como aceitáveis ou normais. A Lei Anticorrupção em diversos artigos aponta a obrigação de os terceiros estarem alinhados com a integridade da empresa (art. 42, III, VIII, X e XIII). Assim, as companhias têm o dever de conhecer seus parceiros e monitorar suas práticas, para garantir o cumprimento desse pressuposto.

Dessa forma, caso a companhia note em seu parceiro a prática de alguma irregularidade ou ato ilícito - seja da ordem tributária, trabalhista, regulatória ou de qualquer outra natureza -, fica obrigada a exigir dele as providências para sanar o problema. Caso contrário, fica...

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