Publicado em 19 mai 2020

Os riscos das cabines de desinfecção

Redação

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprofundou e embasou o posicionamento do Conselho Federal de Química (CFQ) mencionando a falta de comprovação cientifica dos resultados das cabines de desinfecção, bem como descreveu os prováveis riscos possíveis quanto à exposição aos produtos utilizados nesses equipamentos.

Luiz Otávio Goi Junior - 

Durante o período da pandemia do vírus chinês (sars-cov2), a incerteza que paira no meio cientifico se redistribui de forma exponencial para o meio informal, gerando diversas avaliações e análises nos quais os pontos de vista variados direcionam o público para diversas interpretações empíricas. Por falta de estudos detalhados e comprovação cientifica, isso pode levar a tomada de ações que podem a médio e longo prazo gerar diversos efeitos colaterais severos, dos quais gostaria de aprofundar nesse momento especificamente às cabines de desinfecção, amplamente disseminadas pelo país ultimamente como um método revolucionário.

As cabines de desinfecção vem sendo implementadas nos mais variados municípios, empresas e instituições como opção para garantia de período de desinfecção. Essas cabines liberam névoas de produtos desinfetantes por sobre o corpo das pessoas que por ela passam.

Segundo a maiores dos representantes e responsáveis por essas cabines, os processos de desinfecção são eficientes e não geram qualquer risco à saúde, porém as controvérsias começam a surgir e as preocupações dos órgãos responsáveis tendem a crescer. O Conselho Federal de Química (CFQ) posicionou-se contrário ao processo de desinfecção através da nota oficial publicada no dia 29/04/2020, no qual citou a falta de estudos científicos comprob...

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