Publicado em 16 Nov 2021

Os riscos do lançamento de efluentes líquidos industriais no esgoto sanitário

Redação

As atividades industriais, durante o processo produtivo, geram os efluentes líquidos, os quais podem poluir/contaminar o solo e a água, sendo preciso observar que nem todas as indústrias geram efluentes com poder impactante nesses dois ambientes. Em um primeiro momento, é possível imaginar serem simples os procedimentos e atividades de controle de cada tipo de efluente na indústria. Todavia, as diferentes composições físicas, químicas e biológicas, as variações de volumes gerados em relação ao tempo de duração do processo produtivo, a potencialidade de toxicidade e os diversos pontos de geração na mesma unidade de processamento recomendam que os efluentes sejam caracterizados, quantificados e tratados e/ou acondicionados, adequadamente, antes da disposição final no meio ambiente. O efluente líquido industrial é o despejo líquido proveniente do estabelecimento industrial, compreendendo emanações de processo industrial, águas de refrigeração poluídas, águas pluviais poluídas e esgoto doméstico. Por muito tempo não existiu a preocupação de caracterizar a geração de efluentes líquidos industriais e de avaliar seus impactos no meio ambiente. No entanto, a legislação vigente e a conscientização ambiental fazem com que algumas indústrias desenvolvam atividades para quantificar a vazão e determinar a composição dos efluentes industriais. As características físicas, químicas e biológicas do efluente industrial são variáveis com o tipo de indústria, com o período de operação, com a matéria prima utilizada, com a reutilização de água, etc. Com isso, ele pode ser solúvel ou com sólidos em suspensão, com ou sem coloração, orgânico ou inorgânico, com temperatura baixa ou elevada. Entre as determinações mais comuns para caracterizar a massa líquida estão as determinações físicas (temperatura, cor, turbidez, sólidos, etc.), as químicas (pH, alcalinidade, teor de matéria orgânica, metais, etc.) e as biológicas (bactérias, protozoários, vírus, etc.). O conhecimento da vazão e da composição do efluente industrial possibilita a determinação das cargas de poluição/contaminação, o que é fundamental para definir o tipo de tratamento, avaliar o enquadramento na legislação ambiental e estimar a capacidade de autodepuração do corpo receptor. Desse modo, é preciso quantificar e caracterizar os efluentes, para evitar danos ambientais, demandas legais e prejuízos para a imagem da indústria junto à sociedade. Por isso, deve-se entender os critérios e os riscos para o lançamento de efluentes líquidos industriais no sistema coletor público do esgoto sanitário.

Da Redação – 

Os efluentes industriais frequentemente possuem uma carga poluidora formada por altos níveis de íons metálicos tóxicos devido ao uso crescente de metais em diferentes campos como mineração e fundição de minérios metalíferos, indústria de acabamento de superfície, produção de energia e combustível, indústria e aplicação de fertilizantes e pesticidas, metalurgia do ferro e do aço, galvanoplastia, eletrólise, eletro-osmose, couro, fotografia, tratamento de superfícies metálicas, aeroespacial e usinas de energia atômica, etc. As águas residuais industriais têm qualidade e volume muito variáveis, dependendo do tipo de indústria que as produz.

As águas pluviais poluídas são provenientes de áreas de estocagem ou de transbordo, sujeitas à poluição por produtos utilizados ou produzidos no estabelecimento industrial. Enquanto o esgoto doméstico é o despejo líquido resultante do uso da água pelo homem em seus hábitos higiênicos e atividades fisiológicas, o esgoto sanitário é o despejo líquido constituído de esgoto doméstico e industrial, água de infiltração e a parcela de contribuição pluvial parasitária julgada conve...

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