As sete ferramentas da qualidade

Os problemas de gestão poderão ser resolvidos com a utilização das sete ferramentas da qualidade.

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Cristiano Bertulucci Silveira

As sete ferramentas da qualidade que podem ser aplicadas na indústria e utilizada por qualquer trabalhador que busca a qualidade e melhoria contínua. Algumas delas foram desenvolvidas por engenheiros e outras adaptadas de outras aplicações sendo que todas possuem uma finalidade comum: Fornecer meios para a tomada de decisões de gestão da qualidade com base em fatos.

Tanto o Total Quality Management (TQM) como o Total Quality Control (TQC) frequentemente mencionam na literatura essas ferramentas. O seu criador, Kaoru Ishikawa, conhecido como o homem mais importante no Japão pela defesa do controle de qualidade, organizou essas ferramentas com o intuito de possibilitar que qualquer pessoa com um conhecimento básico pudesse analisar e interpretar dados ou informações importantes da empresa.

De acordo com Kaoru, cerca de 95% dos problemas enfrentados por uma organização podem ser resolvidos utilizando as ferramentas da qualidade, pois foram desenvolvidas para simplificar e subsidiar melhor análise de informações. Desde o seu desenvolvimento, estas ferramentas passaram a ser utilizadas em empresas de todo o mundo e por diferentes funcionários abrangendo todos os níveis de uma empresa, desde gerentes até operadores.

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As sete ferramentas da qualidade apresentadas na tabela acima são instrumentos fundamentais para melhorar a qualidade dos produtos. Na prática, elas são utilizadas para analisar o processo de produção, identificar os principais problemas, as flutuações de controle de qualidade do produto e fornecer soluções para evitar defeitos no futuro.

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Elas também utilizam técnicas estatísticas e conhecimento para acumular dados e analisá-los. Elas ajudam a organizar as informações coletadas, de maneira que seja fácil o seu entendimento. Com sua utilização, os problemas específicos de um processo podem ser identificados e estudados.

O Diagrama de Pareto mostra a distribuição dos itens e organiza eles do mais frequente para o menos frequente. Ele é utilizado para definir os problemas, definir suas prioridades, ilustrar os problemas detectados e determinar a sua frequência no processo. É uma imagem gráfica das causas mais frequentes de um problema particular. A maioria das pessoas o utilizam para determinar onde colocar seus esforços iniciais para obter ganho máximo.

O Diagrama de Causa e Efeito é também chamado de gráfico de espinha de peixe por causa de sua aparência e de gráfico de Ishikawa devido ao homem que popularizou o seu uso no Japão. Ele é utilizado para listar a causa de problemas particular. A ferramenta dispõe de uma linha horizontais central com ramos principais para exibir as principais causas e linhas que saem dos ramos principais para mostrar as causas de um problema específico.

Esta ferramenta também é usada para descobrir as possíveis causas de um problema. Ela permite que uma equipe para identificar, explorar e apresentar graficamente, em mais detalhes, todas as possíveis causas relacionadas a um problema ou condição para descobrir sua causa.

O Diagrama de Dispersão mostra o padrão de relacionamento entre duas variáveis. Este diagrama estabelece que quanto mais próximos os pontos estão em uma linha diagonal, mais haverá uma estreita relação de um-para-um. Portanto, este diagrama é uma ferramenta gráfica que permite plotar muitos pontos de dados de maneira a mostrar um padrão de correlação entre duas variáveis.

O Histograma é um gráfico de barras que mostra a distribuição das variáveis. Esta ferramenta ajuda a identificar a causa de problemas de um processo, bem como a largura da distribuição dos dados. Ele mostra um gráfico de barras de dados acumulados e é a maneira mais fácil de avaliar a distribuição dos dados.

O Fluxograma é uma representação de um processo e utiliza símbolos gráficos para descrever passo a passo a natureza e o fluxo deste processo. O objetivo é mostrar de forma descomplicada o fluxo das informações e elementos, além da sequência operacional que caracteriza o trabalho que está sendo executado.

Na Carta de Controle, de uma maneira geral, os gráficos estão entre as técnicas mais simples e melhores para analisar e exibir dados e estabelecer comunicação fácil em um formato visual. Os dados podem ser representados graficamente através de gráficos de barras, gráficos de linha, gráficos de pizza e gráficos de controle. Enquanto os três primeiros são comumente usados, o último é um gráfico de linhas com limites de controle.

Dentre as sete ferramentas da qualidade, esta é a que fornece limites de controle que são três desvios-padrão acima e abaixo da média, estando o processo em análise sob controle ou não. Ela também permite ao usuário monitorar, controlar e melhorar o desempenho do processo ao longo do tempo, estudando a variação e sua fonte.

Por fim, a Folha de Verificação mostra a história e o padrão de variações. É uma ferramenta utilizada no início do processo de mudança para identificar os problemas e recolher dados facilmente (tabelas e planilhas). É uma boa forma de fazer com que a equipe possa coletar e estudar os dados observados. Também é utilizada no final do processo de mudança para ver se a alteração resultou na melhoria permanente.

Dessa forma, são instrumentos fundamentais para melhorar a qualidade dos produtos. Na prática, elas são utilizadas para analisar o processo de produção, identificar os principais problemas, as flutuações de controle de qualidade do produto e fornecer soluções para evitar defeitos no futuro.

De uma forma geral, a maior parte dos problemas de gestão poderão ser resolvidos com a utilização destas sete ferramentas da qualidade. É importante ressaltar que cada uma delas tem sua própria forma de ser aplicada e a maneira de fazer isto dependerá muito do problema a ser resolvido, das informações passíveis de serem coletadas, dos dados históricos e do conhecimento que se tem sobre o processo. Com a sua utilização, é possível atingir alguns benefícios como: elevar os níveis de qualidade; diminuir os custos; executar projetos melhores; melhorar a cooperação em todos os níveis da organização; identificar problemas no processo, fornecedores e produtos; e identificar causas raízes nos processos.

Cristiano Bertulucci Silveira é engenheiro eletricista pela Unesp com MBA em Gestão de Projetos pela FVG e certificado pelo PMI. Atuou em gestão de ativos e gestão de projetos em grandes empresas como CBA-Votorantim Metais, Siemens e Votorantim Cimentos. Atualmente é diretor de projetos da Citisystems –cristiano@citisystems.com.br – Skype: cristianociti



Categorias:Qualidade

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1 resposta

  1. Matéria muito boa.
    Uma boa oportunidade para implementar uma boa!

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