Os requisitos para o cabeamento estruturado

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Os requisitos para os caminhos e espaços, dentro ou entre edifícios, para troca de informações e cabeamento estruturado.

Da Redação –

O cabeamento estruturado é uma infraestrutura de telecomunicações de um prédio ou campus que consiste em um número de pequenos elementos padronizados chamados de sub-sistemas. Sua origem é datada da década de 1980, quando os edifícios ainda eram feitos sem um devido planejamento para o crescimento da empresa que fizesse o local como “casa”.

Ou seja, a infraestrutura atendia requisitos mínimos para funcionamento, muitas vezes ditadas pelo próprio instalador ou pelo fabricante dos equipamentos e cabos que eram trançados e sem blindagem. Com a evolução do cabeamento estruturado, surgiram diversas normas aplicáveis, que com o passar do tempo deixaram de ser requisito mínimo para instalação, fazendo com que os fabricantes as adotassem.

NBR 16415 – Caminhos e espaços para cabeamento estruturado especifica a estrutura e os requisitos para os caminhos e espaços, dentro ou entre edifícios, para troca de informações e cabeamento estruturado de acordo com a NBR 14565 – Cabeamento estruturado para edifícios comerciais e data centers. Essa norma também influencia a alocação de espaço no interior do edifício. São considerados nesta norma edifícios monousuário e multiusuários.

Ela não cobre os aspectos de segurança do projeto do edifício, medidas de contenção de incêndio ou sistemas de telecomunicações que requeiram quaisquer tipos especiais de medidas de segurança. Os requisitos de segurança elétrica, incêndio e compatibilidade eletromagnética estão fora do escopo desta norma.

Os seguintes critérios se aplicam a todos os espaços de telecomunicações: devem ser adequadamente iluminados e livres de poeira, e a iluminação deve ser no mínimo de 500 lux no ponto de terminação; recomenda-se que uma parede seja revestida com compensado com tratamento anti chama, fixado rigidamente, com espessura de 20mm e altura de 2,4m, capaz de sustentar equipamentos e terminações; os interruptores de luz devem ser de fácil acesso e devem estar localizados próximos à entrada da sala; recomenda-se uma altura de instalação de 1m a partir do piso acabado; a abertura da porta da sala de equipamentos deve ser de tamanho adequado para permitir a passagem e instalação dos equipamentos; o piso, as paredes e o teto devem ser construídos de modo a reduzir a quantidade de pó e/ou outros contaminantes no interior do espaço; os acabamentos devem ser de cor clara para melhorar a iluminação do espaço e devem ser selecionados materiais de piso com propriedades anti estáticas; circuitos elétricos independentes devem ser dimensionados para a alimentação dos equipamentos instalados no espaço; considerações climáticas devem ser aplicadas nas salas de equipamentos e salas de telecomunicações; recomenda-se que a temperatura do ar ambiente, no interior do espaço, permaneça entre 18 °C e 27 °C.

A umidade relativa do ar deve ser no mínimo de 30% e no máximo de 60%. A temperatura máxima do ponto de condensação deve estar entre 5,5 °C e 15 °C, dependendo da umidade relativa do ar. A máxima variação de temperatura do ar ambiente é de 5 °C em 1h. O aterramento e a equipotencialização devem atender às especificações da NBR 5410 – Instalações elétricas de baixa tensão. As medidas de proteção contra sobretensão e descargas atmosféricas devem atender às especificações da NBR 5410 e as normas provenientes da NBR 5419 – Proteção de estruturas contra descargas atmosféricas.

O espaço de entrada é o local que recebe os cabos de backbone de campus e edifício, bem como os circuitos de provedores de acesso e serviços externos, deve estar localizado em área seca não sujeita a inundações. Deve-se levar em consideração que esse espaço necessita de alimentação elétrica em conformidade com a NBR 5410.

A infraestrutura de entrada é de responsabilidade do proprietário do edifício. A decisão entre utilizar uma sala ou um espaço deve basear-se nos critérios segurança, quantidade de cabos, tipo de protetores, tamanho do edifício e localização física dentro do edifício. Seu dimensionamento deve levar em consideração expansão futura, bem como os requisitos atuais.

Um espaço de entrada para serviços por antena deve ser projetado conforme 5.2.2 da norma e deve estar localizado tão próximo quanto possível do pátio de antenas. Se dispositivos de interface de rede e equipamentos de telecomunicações são requeridos na sala de entrada, espaço adicional será necessário e pode combinar as características de um espaço de entrada do edifício e de uma sala de equipamentos. Ele é normalmente usado como um espaço separado em edifícios multiusuários para servir a todos os ocupantes.

O espaço de entrada deve abrigar apenas instalações diretamente relacionadas ao sistema de cabeamento estruturado e seus sistemas de suporte. Equipamentos não relacionados ao suporte da sala de telecomunicações (por exemplo: canalização de água, gás, esgoto, dutos em geral etc.) não podem ser instalados, passar ou entrar no espaço de entrada.

Os eletrodutos podem ser rígidos ou flexíveis e seu uso em projetos de instalações elétricas em edifícios deve estar em conformidade com as normas brasileiras aplicáveis. O uso de eletrodutos como um caminho para cabeamento estruturado somente deve ser considerado quando: for uma exigência de outras normas ou legislações locais; as áreas de trabalho forem permanentes em suas posições (não sujeitas a mudanças de leiaute); a densidade de equipamentos ativos for baixa; a flexibilidade da instalação não for um requisito de projeto.

Caminhos construídos com eletrodutos embutidos no piso (cobertos por concreto) em geral não oferecem a flexibilidade requerida pelos sistemas de cabeamento estruturado e devem ser evitados. O comprimento máximo ininterrupto de um segmento de eletroduto deve ser de 15 m (entre caixas de passagem, por exemplo) e não pode conter mais de duas curvas de 90°, ou o equivalente a isso.

Curvas em forma de “U” (180°) não são permitidas, e quando tal conversão for necessária, esta deve ser feita por meio de uma caixa de passagem ou inspeção. O raio interno de uma curva no eletroduto deve ser pelo menos dez vezes seu diâmetro interno, vinculado à ocupação, em conformidade com a Tabela B.1 (disponível na norma). As curvas nos eletrodutos não podem conter quaisquer dobras ou descontinuidades que possam causar danos aos cabos durante o puxamento.



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