Os ensaios em feltros de lã de vidro

Os feltros de lã de vidro são peças de flexíveis de espessura média uniforme, constituída de lã de vidro com aglutinante, que permite que seja enrolada sobre si mesma. São estabelecidos ensaios para espessuras nominais de 50 mm, 70 mm e 90 mm, utilizados em sistemas construtivos constituídos de chapas de gesso para drywall, destinados ao isolamento acústico e térmico entre ambientes construídos.

feltro2Da Redação –

Pode-se dizer que a lã de vidro é feita de areia de sílica à qual são adicionados vidro reciclado (cullet) e agentes de fluxo. O material é derretido a 1.100 ° C em um forno elétrico e, em seguida, condicionado em um pré-aquecimento com gás.

A fibra é formada por centrifugação através de cestos circulares perfurados, onde depois, produtos de ligação e elementos específicos para o uso são adicionados. Nenhum CFC ou HCFC é produzido no processo de produção. As fibras são reunidas em uma forma de esteira em uma câmara de coleta e, em seguida, transportadas para um forno onde é curada sob condições controladas para a espessura e densidade necessárias.

Atualmente, os feltros de lã de vidro se tornaram um material para evitar que o som e outros ruídos vazem de um ambiente para o outro (isolação acústica), além de promover uma melhoria na receptividade acústica de todo o ambiente, principalmente em prédios com diversos apartamentos.

Suas características físicas e químicas permitem ainda benefícios, como baixa reatividade ao meio, sem riscos e altamente segura, econômica e com baixo investimento, facilidade na aplicação (em forros, paredes e divisórias) e alta performance, com uma densidade de espessuras e densidades que mudam de acordo com o projeto. Tem uma ótima durabilidade e, embora pareça frágil, não se deteriora e nem apodrece com o tempo.

Possui entrelaçamento das fibras, resistência mecânica superior, conferindo excepcionais índices de isolação térmica e absorção sonora, além de agregar economia de energia, conforto ambiental, segurança e facilidade na aplicação dos produtos. A diversidade de densidades, espessuras e as variadas formas de apresentação, possibilitam o atendimento das mais diferenciadas gamas de necessidades de isolação industrial e residencial, combinando com o equilíbrio necessário entre custo e benefício.

A NBR 16726 de 04/2019 – Feltro de lã de vidro para isolamento acústico e térmico em sistemas construtivos em chapas de gesso para drywall — Requisitos e métodos de ensaio estabelece os requisitos e métodos de ensaio para feltros de lã de vidro com espessuras nominais de 50 mm, 70 mm e 90 mm, utilizados em sistemas construtivos constituídos de chapas de gesso para drywall, destinados ao isolamento acústico e térmico entre ambientes construídos. A tabela abaixo apresenta os requisitos, critérios e os métodos de ensaio dos feltros de lã de vidro para isolamento em sistemas construtivos em chapas de gesso para drywall.

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A espessura, a largura e o comprimento dos feltros de lã de vidro devem ser medidos de acordo com o Anexo A. Os valores médios obtidos devem ser comparados com as dimensões nominais informadas na embalagem e as variações não podem ultrapassar o estabelecido na tabela acima.

Os feltros de lã de vidro utilizados para isolamento em sistemas construtivos em chapas de gesso para drywall devem apresentar as seguintes gramaturas: feltro de lã de vidro com espessura nominal de 50 mm ≥ 0,450 kg/m²; feltro de lã de vidro com espessura nominal de 70 mm ≥ 0,630 kg/m²; feltro de lã de vidro com espessura nominal de 90 mm ≥ 0,810 kg/m². Nas etiquetas das embalagens, deve ser declarada a gramatura do material, expressa em quilogramas por metro quadrado (kg/m²).

A determinação da gramatura, relativa à média dos três corpos de prova avaliados, deve ser realizada de acordo com o Anexo B. Os feltros de lã de vidro utilizados para isolamento em sistemas construtivos em chapas de gesso para drywall devem apresentar uma absorção de umidade máxima de 5% em relação ao peso bruto do produto, quando avaliados de acordo com o Anexo C.

Os feltros de lã de vidro utilizados para isolamento em sistemas construtivos em chapas de gesso para drywall devem apresentar uma resistência à tração longitudinal mínima equivalente a duas vezes o peso próprio de um feltro de lã de vidro com dimensões de 2.500 mm × 600 mm, quando avaliados de acordo com o Anexo D. Os feltros de lã de vidro utilizados para isolamento em sistemas construtivos em chapas de gesso para drywall devem apresentar uma condutividade térmica máxima de 0,049 W/mK a uma temperatura média de 24°C, conforme a ASTM C 518.

O ensaio de condutividade térmica deve ser realizado com uma frequência mínima de cinco anos. Caso seja feita alguma alteração na composição do produto, informada na ficha técnica fornecida pelo fabricante, este ensaio deve ser realizado independentemente da data de realização dos ensaios anteriores. Os feltros de lã de vidro utilizados para isolamento em sistemas construtivos em chapas de gesso para drywall devem ser classificados como “incombustíveis” ou classe II-A quando submetidos ao ensaio de reação ao fogo, conforme os requisitos de segurança contra incêndio da NBR 15575-4.

O ensaio de reação ao fogo deve ser realizado com uma frequência mínima de cinco anos. Caso seja feita alguma alteração na composição do produto, informada na ficha técnica fornecida pelo fabricante, este ensaio deve ser realizado independentemente da data de realização dos ensaios anteriores. O Anexo E especifica o método de ensaio de contribuição à corrosão dos perfilados de drywall.

Este ensaio deve ser previamente acordado entre o comprador e o fabricante, não sendo obrigatório para a aprovação do produto. A inspeção para recebimento é realizada pelo comprador ou seu preposto e tem como característica que a aceitação ou reprovação da amostra implica na aceitação ou rejeição do lote. O local de inspeção deve ser previamente acordado entre fornecedor e comprador, podendo ser no pátio da fábrica, no distribuidor ou na obra.

Todo o lote de entrega deve ser dividido pelo fornecedor em lotes de fornecimento, expresso na unidade de comercialização, de uma mesma gramatura, proveniente da mesma unidade fabril. Os ensaios para recebimento devem ser feitos conforme estabelece esta norma e limitam-se aos lotes de produto acabado apresentados pelo fornecedor. De cada lote formado, deve ser retirada a amostra.

Os feltros de lã de vidro constituintes das amostras devem ser submetidos aos seguintes ensaios: não destrutivos: análise dimensional conforme 4.2; destrutivos: gramatura conforme 4.3; absorção de umidade conforme 4.4; e resistência à tração longitudinal conforme 4.5. Para a execução das inspeções dos requisitos e para lotes acima de 10.000 unidades, adota-se o plano de amostragem duplo normal, nível de inspeção geral II e nível de qualidade aceitável (NQA) igual a 6,5%, de acordo com a NBR 5426.

Para a verificação da contribuição à corrosão dos perfilados de drywall, deve-se estabelecer um método para verificação da possível contribuição por parte dos feltros de lã de vidro à corrosão dos perfilados de drywall, quando colocados em contato. A aparelhagem para a realização do ensaio é a seguinte: placas de aço, retiradas de perfis metálicos utilizados em sistemas em drywall, retangulares, com dimensões de 25 mm × 100 mm e espessura (0,5 ± 0,13) mm; elásticos; câmara de névoa salina atendendo às especificações da NBR 8094; algodão estéril em manta com espessura de (13 ± 3,2) mm; tela metálica com dimensões (38 ± 6,3) mm × (114 ± 6,3) mm de aço inoxidável tipo 304 com diâmetro do fio de (1,60 ± 0,13) mm.

A tela deve apresentar malha quadrada com (11 ± 1,60) mm de lado. Para o ensaio em uma amostra de feltro de lã de vidro, são necessárias 12 telas, sendo seis delas para a própria amostra e as outras seis para o material padrão (algodão). São necessários, por amostra, três corpos de prova compostos pelo feltro de lã de vidro e outros três corpos de prova compostos por algodão estéril.

Cortar seis segmentos do feltro de lã de vidro com dimensões de (38 ± 6,3 × 114 ± 6,3) mm e espessura de (25,4 ± 1,6) mm. Cortar seis segmentos de algodão. O algodão deve apresentar a mesma largura e comprimento do feltro de lã de vidro e espessura de 13 mm. Para o procedimento, marcar cada uma das placas metálicas de maneira que elas possam ser identificadas ao final do ensaio.

Inicialmente as placas metálicas devem ser mergulhadas por 3 min em solução de hidróxido de amônio 1:9. As placas metálicas devem ser limpas com álcool etílico ou álcool isopropílico, lavadas e secas. A tela metálica deve ser limpa com detergente, enxaguada com água deionizada e então seca. Para cada corpo de prova, montar um conjunto composto por dois segmentos do feltro de lã de vidro com uma placa metálica no centro.

Este conjunto deve ser envolto com trechos de tela metálica em ambos os lados. As extremidades das telas devem ser comprimidas com o auxílio de elásticos. A espessura total deste conjunto deve ser (25 ± 3) mm. Montar três corpos de prova (conjuntos). Montar outros três corpos de prova de controle, substituindo o feltro de lã de vidro pelo algodão estéril. A espessura destes conjuntos também deve ser de (25 ± 3) mm.

Posicionar verticalmente os seis conjuntos de corpos de prova no interior da câmara de névoa salina neutra, onde devem permanecer por um período de 360 h. A cada 120 h, remover um corpo de prova de feltro de lã de vidro e um de algodão para avaliar o possível surgimento de corrosão vermelha na placa metálica. Após a análise, estes corpos de prova não devem retornar à câmara de névoa salina neutra.

A análise descrita em E.4.7 deve ser realizada em três períodos distintos de exposição: 120, 240 e 360 h. O relatório de ensaio deve conter as seguintes informações: tipo e identificação do corpo de prova, nome do fabricante, marca de identificação, data de fabricação, materiais utilizados e outros dados pertinentes ao material ensaiado; data de realização e responsáveis pelo ensaio; número de corpos de prova ensaiados; referência a este documento; identificação completa da amostra ensaiada; análise individual de cada corpo de prova, seja ele composto por feltro de lã de vidro ou por algodão, quanto ao possível surgimento de corrosão vermelha na placa metálica para cada um dos três períodos distintos de verificação.

A inspeção para recebimento é realizada pelo comprador ou seu preposto e tem como característica que a aceitação ou reprovação da amostra implica na aceitação ou rejeição do lote. O local de inspeção deve ser previamente acordado entre fornecedor e comprador, podendo ser no pátio da fábrica, no distribuidor ou na obra. Todo lote de entrega deve ser dividido pelo fornecedor em lotes de fornecimento conforme indicado na tabela abaixo, expresso na unidade de comercialização, de uma mesma gramatura, proveniente da mesma unidade fabril.

Os ensaios para recebimento devem ser feitos conforme estabelece esta norma e limitam-se aos lotes de produto acabado apresentados pelo fornecedor. De cada lote formado, deve ser retirada a amostra, conforme tabela abaixo. Os feltros de lã de vidro constituintes das amostras devem ser submetidos aos seguintes ensaios: não destrutivos: análise dimensional; destrutivos: gramatura; absorção de umidade; e resistência à tração longitudinal.

Para a execução das inspeções dos requisitos contidos na Tabela 2 e para lotes acima de 10.000 unidades, adota-se o plano de amostragem duplo normal, nível de inspeção geral II e nível de qualidade aceitável (NQA) igual a 6,5%, de acordo com a NBR 5426.

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Quando for efetuada inspeção no recebimento dos lotes, a aceitação ou rejeição deve ser feita conforme essa norma, aplicada para cada tipo de ensaio. Se o número de unidades defeituosas (aquelas que contêm uma ou mais não conformidades) na primeira amostragem for igual ou menor que o primeiro número de aceitação, o lote deve ser considerado aceito.

Se o número de unidades defeituosas na primeira amostragem for igual ou maior que o primeiro número de rejeição, o lote deve ser rejeitado. Se o número de unidades defeituosas encontrado na primeira amostragem for maior que o primeiro número de aceitação e menor que o primeiro número de rejeição, uma segunda amostragem de tamanho indicado pelo plano de amostragem deve ser retirada.

As quantidades de unidades defeituosas encontradas na primeira e na segunda amostragens devem ser acumuladas. Se a quantidade acumulada de unidades defeituosas for igual ou menor que o segundo número de aceitação, o lote deve ser aceito. Se a quantidade acumulada de unidades defeituosas for igual ou maior que o segundo número de rejeição, o lote deve ser rejeitado.

Para cada lote inspecionado, o relatório de resultados da inspeção deve conter no mínimo o seguinte: identificação do produto; identificação do lote; tamanho do lote inspecionado; resultados dos ensaios de recebimento; resultados dos últimos ensaios de caracterização e de desempenho apresentados pelo fornecedor; declaração de que o lote atende ou não às especificações desta norma.

Os feltros de lã de vidro devem ser armazenados em local plano, seco, abrigado e ventilado. Devem ser acondicionados de forma a não sofrerem danos em seu manuseio e transporte. A embalagem deve estar com a identificação do produto legível e o produto seco.

Para o manuseio do feltro de lã de vidro após a retirada da embalagem, é indispensável o uso dos equipamentos individuais de proteção mencionados nas instruções de uso contidas nas embalagens. As embalagens dos feltros de lã de vidro devem ser armazenadas em local seco, afastadas do piso, preferencialmente sobre estrados.

Os feltros de lã de vidro devem ser fornecidos em rolos, pacotes ou outras embalagens onde constem no mínimo as seguintes informações: nome, razão social e CNPJ do fabricante ou do fornecedor; identificação do produto e da marca comercial; dimensões nominais (comprimento, largura e espessura); gramatura; identificação do lote; data de fabricação (dia, mês e ano, nesta ordem); país de origem; classe de reação ao fogo; condições ou formas de aplicação do produto; referência a esta norma. Todas as informações da etiqueta devem ser impressas em tinta permanente, dispostas de forma visível, em letras não inferiores a 5 mm, de altura e em língua portuguesa.



Categorias:Metrologia, Normalização

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