Os ensaios em cabos isolados com PVC ou PE

Um cabo de alimentação é basicamente um cabo elétrico, um conjunto de um ou mais condutores elétricos, geralmente mantidos juntos com uma bainha geral. A montagem é geralmente útil para a distribuição de energia elétrica. Embora muitos possam ver esses cabos passando por cima ou expostos, eles geralmente são usados para transmitir um grande volume de corrente que não pode ser transmitido por fios. Conheça os ensaios em cabos de potência unipolares, multipolares ou multiplexados, isolados com cloreto de polivinila (PVC) ou polietileno (PE), com cobertura, para instalações fixas, instalados conforme a NBR 5410 ou a NBR 14039.

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Da Redação –

A fabricação de cabos de potência depende da finalidade para a qual eles são fabricados, especialmente do equipamento que eles fornecerão energia, que determina a quantidade de capacidade de carga de tensão/corrente necessária neles. O cobre, devido à sua excelente condutividade, flexibilidade e resistência à tração, é um melhor condutor para cabos de energia. É seguro, não é aquecido e fácil de articular e transmitir energia de forma eficiente, sem perda em comparação com o condutor de alumínio.

A capacidade atual de carga dos cabos de energia nem sempre é estável e é afetada por vários fatores. Uma blindagem de cabo é muito útil, pois fornece proteção mecânica e também funciona como um caminho de transporte de corrente de falha.

A NBR 7288 (ABNT/EB 1275) de 10/2018 – Cabos de potência com isolação sólida extrudada de cloreto de polivinila (PVC) ou polietileno (PE) para tensões de 1 kV a 6 kV – Especificação estabelece os requisitos para cabos de potência unipolares, multipolares ou multiplexados, isolados com cloreto de polivinila (PVC) ou polietileno (PE), com cobertura, para instalações fixas, instalados conforme a NBR 5410 ou a NBR 14039. Estes cabos são utilizados em circuitos como redes de distribuição e instalações industriais em tensões até 6 kV, sendo previstos dois tipos de compostos termoplásticos: PVC/A e PE.

Os cabos isolados com composto de PVC podem ser projetados de modo a apresentarem características especiais quanto à não propagação e à autoextinção do fogo, constatadas pela realização do ensaio de queima vertical (fogueira), conforme a NBR NM IEC 60332-3-23. Quando prevista, a capa de separação deve ser constituída por um dos materiais estabelecidos em 4.15.1 e estar conforme a c. As espessuras da capa de separação devem ser medidas conforme a NBR NM IEC 60811-1-1. A capa metálica e armação, quando previstas, devem estar conforme a NBR 6251.

A cobertura dos cabos deve ser constituída de material termoplástico do tipo ST1 ou ST3 e estar conforme a NBR 6251. Nos cabos unipolares, isolados e cobertos em PVC (PVC/A – ST1), ou isolados e cobertos em PE (PE – ST3), não blindados, a cobertura pode aderir à isolação, parcial ou integralmente. Caso seja impossível a preparação de corpos de prova independentes para os ensaios físicos na isolação e cobertura, os ensaios podem ser realizados em conjunto, devendo ser atendidos os requisitos previstos tanto para isolação quanto para a cobertura.

As espessuras média e/ou mínima em um ponto da cobertura devem ser medidas conforme a NBR NM IEC 60811-1-1. A marcação da cobertura deve estar conforme a NBR 6251. Os ensaios previstos por esta norma são classificados em: ensaios de recebimento (R e E); ensaios de tipo (T); ensaios de controle; e ensaios durante e após a instalação.

Antes de qualquer ensaio, deve ser realizada uma inspeção visual sobre todas as unidades de expedição, para verificação das condições estabelecidas em 4.16 e na Seção 8. Os ensaios de recebimento dividem-se de acordo com 5.2.1 e 5.2.2. Os ensaios de rotina (R) são o ensaio de resistência elétrica, conforme 7.1; ensaio de tensão elétrica, conforme 7.2; ensaio de resistência de isolamento à temperatura ambiente, conforme 7.3; ensaio de centelhamento, conforme 7.5.

Os ensaios de rotina (R) são feitos nas unidades de expedição, conforme critério de amostragem estabelecido em 5.7.1 a 5.7.3, com a finalidade de demonstrar a integridade do cabo. O ensaio de tração na capa somente se aplica aos cabos com tensão de isolamento igual a 0,6/1 kV. Para os ensaios especiais (E), verificação da construção do cabo, conforme 4.5 a 4.16; ensaio de tensão elétrica de longa duração, conforme 7.6; ensaios de tração na isolação, antes e após o envelhecimento, conforme 7.8; ensaios de tração na capa de separação (se existir) e cobertura antes e após o envelhecimento, conforme 7.8.

Os ensaios especiais (E) são feitos em amostras de cabo completo, ou em componentes retirados das amostras, conforme critério de amostragem estabelecido em 5.7.4 a 5.7.8, com a finalidade de verificar se o cabo atende às especificações do projeto. Os ensaios de tipo (T) elétricos solicitados por esta norma são: ensaio de resistência elétrica, conforme 7.1; ensaio de tensão elétrica, conforme 7.2; ensaio de resistência de isolamento à temperatura ambiente, conforme 7.3; ensaio de resistência de isolamento a 70 °C, conforme 7.4; ensaio de tensão elétrica de longa duração, conforme 7.6.

O corpo de prova deve ser constituído por um comprimento de cabo completo de no mínimo 10 m. A seção recomendada do condutor é de 120 mm². Estes ensaios devem ser realizados conforme a sequência de 5.3.1, no mesmo corpo de prova. No caso de cabos multipolares ou multiplexados, estes ensaios devem ser limitados a não mais do que três veias.

As verificações e os ensaios de tipo (T) não elétricos solicitados por esta norma são: verificação da construção do cabo, conforme 4.5 a 4.16; ensaios físicos da blindagem semicondutora, conforme 7.8; ensaios físicos da isolação, conforme 7.8; ensaios físicos da capa de separação (se existir) e cobertura, conforme 7.8; ensaio de envelhecimento em cabo completo, conforme 7.7; ensaio de resistência à chama, conforme 7.9; ensaio de queima vertical (fogueira), conforme 7.10.

Devem ser utilizados comprimentos suficientes de cabo completo, retirados dos mesmos lotes de fabrica capa de separação (se existir) pode ser realizado em corpos de prova obtidos de placa do material utilizado. Os ensaios de tipo, efetuados para os cabos de tensão de isolamento máxima produzidos pelo fabricante e/ou utilizados pelo comprador, são válidos para os cabos de tensões de isolamento inferiores, desde que seja certificado pelo fabricante que são empregados a mesma construção e os mesmos materiais.

É facultado ao comprador solicitar os ensaios de tipo para cada nível de tensão de isolamento dos cabos adquiridos por ele. Os ensaios de tipo devem ser realizados, de modo geral, uma única vez, com a finalidade de demonstrar o comportamento satisfatório do projeto do cabo, para atender à aplicação prevista. São, por isso mesmo, de natureza tal que não precisam ser repetidos, independentemente do material do condutor, a menos que haja modificação do projeto do cabo que possa alterar o desempenho deste.

Entende-se por modificação do projeto do cabo, para os objetivos desta norma, qualquer variação construtiva ou de tecnologia que possa influir diretamente no desempenho elétrico, mecânico e/ou em condições de queima do cabo, como, por exemplo: modificação do composto isolante; adoção de tecnologia diferente para a blindagem do condutor e/ou da isolação, em função da tensão de isolamento; adoção de cabo a campo radial ou não radial, para tensões de isolamento em que a alternativa seja permitida; utilização de proteções metálicas que possam afetar os componentes subjacentes do cabo.

O ensaio de tipo complementar previsto por esta norma é o ensaio para a determinação do fator de correção da resistência de isolamento, conforme 7.11. Os cabos devem ser acondicionados de maneira que fiquem protegidos durante o manuseio, transporte e armazenamento. O acondicionamento deve ser em rolo ou carretel, que deve ter resistência adequada e ser isento de defeitos que possam danificar o produto.

Para cada unidade de expedição, a incerteza máxima requerida na quantidade efetiva é de ± 1 % em comprimento. Os cabos devem ser fornecidos em lances normais de fabricação, sobre os quais é permitida uma tolerância de ± 3 % no comprimento. Adicionalmente, pode-se admitir que até 5 % dos lances de um lote de expedição tenham um comprimento diferente do lance normal de fabricação, com um mínimo de 50 % do comprimento do referido lance.

Os carretéis devem possuir dimensões conforme a c, devendo ser respeitados os limites de curvatura previstos na NBR 9511, e os rolos devem possuir dimensões conforme a NBR 7312. As extremidades dos cabos acondicionados em carretéis devem ser convenientemente seladas com capuzes de vedação ou com fita autoaglomerante, resistentes às intempéries, a fim de evitar a penetração de umidade durante manuseio, transporte e armazenamento. No caso de cabos com construção não bloqueada longitudinalmente, é recomendado somente o uso de capuzes de vedação.

O Anexo B fornece os dados mínimos para as informações de encomendas dos cabos. Para a marcação, externamente, os carretéis devem ser marcados, nas duas faces laterais, diretamente sobre o disco e/ou por meio de etiquetas, com caracteres legíveis e indeléveis, com no mínimo as seguintes indicações: nome e identificação do fabricante e país de origem; tipo de construção (somente se bloqueada); tensão de isolamento (Uo/U), expressa em quilovolts (kV); número de condutores e seção nominal, expressa em milímetros quadrados (mm²); material do condutor (cobre ou alumínio), da isolação (PVC/A ou PE) e da cobertura (ST1 ou ST3); número desta norma; comprimento de cada unidade de expedição, expresso em metros (m); massa bruta aproximada, expressa em quilogramas (kg); número da ordem de compra; identificação para fins de rastreabilidade; seta no sentido de rotação para desenrolar e o texto “desenrole neste sentido”.

Importante que a quantidade de amostras requerida deve estar conforme a tabela abaixo. A amostra deve ser constituída por um comprimento suficiente de cabo, retirado de qualquer uma das extremidades de unidades de expedição, após ter sido eliminada, se necessário, qualquer porção do cabo que tenha sofrido danos.

Para os ensaios especiais, o corpo de prova deve ser constituído por um único comprimento útil, de no mínimo 5 m de cabo. No caso de cabos multipolares, todos os ensaios e verificações devem ser feitos em todas as veias.

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Categorias:Metrologia, Normalização

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1 resposta

  1. A blindagem de cabo é muito útil e recomendada!!! 🙂

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