Os ensaios em talhas de corrente motorizadas

A talha de corrente motorizada é um equipamento bastante versátil, utilizado por diversos setores da indústria, como automobilística e de construção civil, capaz de otimizar o processo de produção, deixando-o muito mais rápido e prático. Em consequência, também reduz os custos e aumenta os lucros. Além disso, diminui os riscos em relação à segurança, já que há muito menos mão de obra envolvida do que se o processo fosse realizado pelos funcionários. E, mais, não agride o meio ambiente, pois não contém substâncias nocivas e fazem menos ruído.

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Da Redação –

A talha de corrente motorizada pode ser encontrada em tamanhos variados e a escolha do modelo vai depender da altura de elevação e capacidade que o cliente deseja. Ela pode ser acionada e ter sua velocidade definida por controles remotos ou botoeiras. Apresenta uma corrente de carga galvanizada, resistente à oxidação e corrosão, impactos e outras intempéries. Devem ser ensaiadas de acordo com a norma técnica.

A função das talhas elétricas é levantar objetos pesados ou de difícil locomoção, oferecendo mais segurança aos usuários. Uma talha elétrica é um aparelho movido a eletricidade usado para levantar, abaixar e até mesmo mover objetos pesados ou de difícil locomoção. Tem como principal função aliviar a tensão e evitar possíveis lesões em qualquer pessoa que precise levantar um objeto pesado ou em situações em que o objeto é simplesmente pesado demais para ser levantado por um ser humano sem ajuda.

As talhas elétricas são encontradas em várias áreas de trabalho. Elas são comumente usadas em construção civil, armazéns, oficinas, garagens de manutenção de automóveis, estaleiros e embarcações de grande porte, mas há várias outras atribuições para o equipamento, como levantar troncos de árvores grandes ou baixar um lustre para manutenção e limpeza.

Para o seu funcionamento, inicialmente, a talha é anexada a uma estrutura sólida de suporte de carga, como um portal móvel, guindaste de lança ou viga de aço ou mesmo apenas a um gancho robusto preso com firmeza. Depois de presa, a talha do sistema de cadeia pode ser abaixada ao se utilizar o teclado de controle perto do item que será levantado que é, então, fixado na carga; mas, se necessário, uma corrente ou suspensório podem ser usados e encontrados próximos ao centro de gravidade do objeto, o que assegura uma suspensão equilibrada e resistente.

O sling (suspensório) é ligado ao gancho da cadeia de talhas e então o item está pronto para ser levantado lentamente, até que se tenha certeza de sua estabilidade. A maioria das talhas elétricas incorpora algum tipo de mecanismo de segurança para evitar o deslizamento de cargas e sobrecarga, o que pode ser extremamente perigoso.

Elas, geralmente, trabalham com um sistema de embreagem, o que permite que a cadeia entre em um torque programado que impede qualquer sobrecarga. Em algumas talhas elétricas, o limite de sobrecarga é operado através da cadeia mecanicamente envolvida com um mecanismo interruptor. As mais modernas têm interruptores de segurança que cortam automaticamente a energia, se houver algum problema com o sistema.

A NBR 11095 de 01/2016 – Talhas de corrente com acionamento motorizado — Método de ensaio especifica o método de ensaio das talhas de corrente com acionamento motorizado. Os ensaios complementares, porventura solicitados pelo comprador, são objeto de acordo com o fabricante. Para a realização dos ensaios, é necessária uma aparelhagem.

Para o ensaio de freio, massas iguais a 100 % e 125 % da capacidade nominal da talha. Dispositivo para determinar direta ou indiretamente a distância percorrida pelo gancho, desde o momento da desenergização da talha até a completa imobilização da carga. Na figura abaixo é indicado um exemplo de como determinar indiretamente a distância percorrida, utilizando um gerador de impulsos.

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O percurso efetivo do gancho na frenagem pode ser determinado pela equação: D = gr.dp.∏/i.n, onde D é a distância de frenagem, expressa em milímetros (mm); gr é o número registrado de giros do eixo do motor; dp é o diâmetro da roldana de tração, expresso em milímetros (mm); i é a relação de transmissão do redutor; n é o número de ramais (pernas) no moitão.

Para o ensaio dos fins de curso, não necessita aparelhagem, pois a talha já incorpora os acionadores e limitadores necessários. Para o ensaio dinâmico com carga nominal e sobrecarga, massas iguais a 100% e 125% da capacidade nominal da talha.

Já para os dispositivos para determinar o percurso do gancho, deve-se usar os instrumentos de medição: voltímetro; amperímetro; frequencímetro; manômetro; cronômetro. Para o ensaio do dispositivo de sobrecarga ou ensaio de carga-limite, massa 10% superior ao limite indicado pelo fabricante.

Para a execução dos ensaios, no ensaio do freio, carregar a talha com massa igual à sua capacidade nominal. Acionar a talha, subindo e descendo a carga, frenando em vários pontos do percurso de descida, por aproximadamente 10 min, limitando o número de ligações de subida a dez, visando a atingir no freio a temperatura operacional.

Acionar a talha, elevando a carga. Ligar o dispositivo de determinação de percurso. Acionar a talha para a descida da carga durante no mínimo 3 s e interromper a descida. Registrar a leitura do dispositivo. Repetir as operações por dez vezes, intercalando, se necessário, nova (s) subida (s) da carga. Calcular a média aritmética das dez medições efetuadas.

Carregar a talha com massa igual a 125 % da sua capacidade nominal. Repetir o procedimento indicado em 5.1.3, limitando porém as operações ao número de cinco, sem necessidade de efetuar leituras. Constatar a capacidade do freio em desacelerar e imobilizar a carga. No relatório do ensaio, deve constar expressamente a observação de que os valores absolutos obtidos, referentes ao percurso de frenagem, não podem ser extrapolados para outras configurações do sistema de corrente.

No ensaio de funcionamento dos fins de curso, acionar manual ou mecanicamente a (s) chave (s) de fim de curso. Constatar que a(s) chave(s) de “fim de curso” suprime(m) a alimentação do motor ou que o dispositivo de sobrecarga é acionado quando o gancho atingir suas posições extremas (condição simulada) nos respectivos sentidos de movimento.

Para os ensaios dinâmicos, com carga nominal, carregar a talha com uma massa igual à sua capacidade nominal. Acionar a talha e cronometrar o tempo necessário para que o gancho percorra uma distância prefixada, subindo e descendo a carga. Repetir o ensaio três vezes em cada sentido. Anotar os valores da alimentação de energia elétrica ou pneumática, conforme o caso.

Com sobrecarga, carregar a talha com massa igual à sua capacidade nominal mais uma sobrecarga de 25%. Acionar a talha subindo a carga. Medir os valores de alimentação de energia elétrica ou pneumática.

Para o ensaio do dispositivo de sobrecarga ou carga-limite, aplicar massa 10 % superior à indicada pelo fabricante, com a massa-limite de atuação do dispositivo de sobrecarga ou carga limite. Acionar a talha elétrica. Nesta condição, o freio deve ser liberado, o motor de elevação deve girar e a massa não pode subir, comprovando a atuação do dispositivo de sobrecarga. Acionar a talha pneumática. Nesta condição, o freio deve ser liberado e o motor de elevação não pode girar.



Categorias:Metrologia, Normalização

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