Publicado em 23 jun 2020

A padronização das soluções em análises químicas

Redação

Um sistema homogêneo ou uma solução química em equilíbrio fica bem definido após o conhecimento das substâncias químicas que o constituem (análise química qualitativa), da pressão e temperatura (variáveis físicas quantitativas) e da quantidade de cada um de seus componentes (análise química quantitativa). Essas quantidades em geral são expressas em relação à quantidade de solução; outras vezes utiliza-se como referência a quantidade de um de seus constituintes que poderá então ser chamado solvente e em geral é o disperso predominante. Tais frações quantitativas são chamadas concentração. Como a concentração é um termo genérico e por si só não é uma entidade físico-química bem definida, falta para tanto caracterizá-la dimensionalmente através da escolha das grandezas representativas das quantidades das substâncias químicas em questão. Por vezes é adimensional, representando, por exemplo, a relação entre a massa de soluto e a massa da solução; outras vezes é expressa em massa por volume; ou através de inúmeras outras maneiras. A escolha dimensional obedece a critérios baseados puramente na conveniência particular ao estudo que se pretenda efetuar. E esta conveniência particular em geral se apoia no estabelecimento de equações simplificadas para expressar os princípios e leis do estudo em questão; ou então na maleabilidade operacional destas equações. Deve-se adotar as grandezas intimamente relacionadas ao número de moléculas das substâncias em estudo. Deve-se conhecer os procedimentos para a preparação, padronização e estocagem de soluções padrão volumétricas e soluções reagentes comumente usadas em análises químicas. Nesta norma são estabelecidos os procedimentos para preparação das algumas soluções.

O preparo e a diluição de soluções fazem parte da rotina de qualquer laboratório. Independente de qual seja o experimento ou análise, um dos primeiros passos será realizar a preparação de reagentes. A maioria dos laboratórios possui as soluções armazenadas em uma concentração mais alta, seja por conveniência ou para evitar a contaminação. Por isso, fazem as diluições de acordo com a demanda e necessidade para determinado experimento.

Assim, as soluções são as misturas resultantes da união de duas ou mais substâncias diferentes, que se apresentam obrigatoriamente em uma única fase no seu aspecto visual, como a água do mar (formada pela associação de água e diferentes sais). Por se tratar de misturas homogêneas, as soluções são formadas pela associação de pelo menos um material capaz de ser dissolvido por outro. Esse material dissolvido é denominado soluto, e o que dissolve é denominado solvente.

No dia a dia, dependendo da quantidade de soluto e de solvente presente na solução, costuma-se dizer que ela é fraca ou forte, indicando a sua saturação. Por exemplo, quando se prepara um suco dissolvendo o pó na água, se for colocado pouco pó pode-se dizer que o suco está fraco (diluído). Mas ao se conseguir dissolver uma quantidade muito grande de pó na água, pode-se dizer que o suco está forte (concentrado). No entanto, existem determinadas ocasiões em que a quantidade de soluto e de solvente presente na solução deve ser exata, como no caso de injeções intravenosas...

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