Publicado em 29 Jun 2021

O que o ouro ilegal e a lavagem de dinheiro têm a ver com a sustentabilidade

Redação

Não se pode falar em combate à corrupção e ser a favor do garimpo ilegal ou de ser omisso em relação às brechas hoje existentes, como a aceitação pelo mercado financeiro, por meio das distribuidoras de títulos e valores mobiliários (DTVM), de um formulário preenchido pelo próprio garimpeiro, sem a necessidade de comprovação de origem do metal para a venda. Trata-se de um problema que invade as cidades com o envolvimento do crime organizado, que ganha dinheiro com o tráfico de drogas, e do corrupto com seus esquemas fraudulentos, quando ambos usam essa brecha para lavar dinheiro, pois a venda passa a ser declarável e pode ser utilizado normalmente. Ou seja, o problema vai além do desmatamento da floresta, da contaminação por mercúrio que polui a água e adoece a população, do tráfico de pessoas e do trabalho infantil, assim como a exploração sexual.

Jefferson Kiyohara – 

De tempos em tempos aparecem notícias falando sobre o garimpo ilegal no Brasil. Estaríamos falando de proteção de terras indígenas e de uma questão ambiental, dentro do tema ESG (ambiental, social e de governança)? Sim, mas estamos também falando de compliance anticorrupção, prevenção à lavagem de dinheiro e combate ao crime organizado. Por isso, o compliance deve ter uma visão holística e sustentável.

É importante diferenciar da indústria de mineração que atua de forma legal, gera emprego e renda, assim como paga os impostos. O garimpo ilegal é um problema, que faz parte da triste realidade do Brasil e de outros países como o Peru, a Colômbia e a Bolívia, entre outros.

Ele traz problema de desmatamento da floresta, de contaminação por mercúrio que polui a água e adoece a população, de tráfico de pessoas e trabalho infantil, além da exploração sexual, sem contar a lavagem de dinheiro e a corrupção, que também merecem atenção. No primeiro trimestre de 2021, o governo ...

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